Crônica da eleição do horror (16)

Dia nº 19 – Sexta-feira,  25 de outubro

Não voto no PT nunca, jamais, em circunstância alguma

Pela primeira vez em uma eleição presidencial, creio que pela primeira vez em qualquer eleição, vou votar branco. Nunca tinha anulado, votado branco, justificado. Esta é a primeira vez. Continue lendo “Crônica da eleição do horror (16)”

Crônica da eleição do horror (15)

Dia nº 18 – Quinta-feira,  25 de outubro

A suástica foi auto-inflingida, mostra o laudo. E aí?

O Brasil nunca soube quem matou Dana de Teffé – e lá se vão 57 anos. Muito provavelmente jamais saberá quem matou Marielle Franco, meio ano atrás. Nem exatamente por que  Adélio Bispo de Oliveira enfiou uma faca na barriga de Jair Bolsonaro, outro dia mesmo: se foi um crime de um sujeito solitário, louco, ou se – como várias coisas indicam – teve apoio, e de quem. Continue lendo “Crônica da eleição do horror (15)”

O cavalo de Esopo

Em seu indispensável Como morrem as democracias, Steven Levitsky e Daniel Ziblatt recorrem à fabula do cavalo e o caçador do escritor grego Esopo. Com ela explicam o que aconteceu com quem aplainou o terreno para a assunção de tiranos como Adolf Hitler, Benito Mussolini, Hugo Chávez e outros. Continue lendo “O cavalo de Esopo”

Crônica da eleição do horror (14)

Dia nº 16 – Terça-feira,  23 de outubro

“Varrer os bandidos do mapa;” “Varrer da face da terra.”

Há muito mais proximidade entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad do que sonha o vão fanatismo das duas seitas. Não é apenas que o capitão tenha, ao longo de seus 30 anos no baixo clero da Câmara, votado sempre junto com o PT pela manutenção dos privilégios de castas de servidores, contra as medidas de responsabilidade fiscal e de defesa de enxugamento da máquina estatal.    Continue lendo “Crônica da eleição do horror (14)”

Crônica da eleição do horror (13)

Dia nº 15 – Segunda-feira,  22 de outubro

Uma palavra do Bozo, e caímos na ditadura?

A questão maior, básica, fundamental hoje é: Jair Bolsonaro eleito significa que o Brasil vai virar uma ditadura?

Não quero simplificar as coisas. Há um grande número de questões, sem dúvida alguma. Bolsonaro eleito, aumentarão os casos de agressões a minorias? A violência aumentará? Haverá aumento de número de assassinatos cometidos por policiais, incentivados pela discurseira bolsonarista? Continue lendo “Crônica da eleição do horror (13)”

O conto do cabresto digital

Haddad defendeu incesto em livro. Facada foi armação para esconder câncer de Bolsonaro. Frase “Jesus é travesti” gravada na camiseta de Manuela D’Ávila, bolsonaristas distribuindo grama para nordestinos. Pesquisas mostrando Haddad na liderança, ameaças de que tanto o PT quanto o PSL vão congelar a poupança. Essas e outras tantas mentiras – glamourizadas com a grafia inglesa fake news – correram e continuam frequentando as redes, ambiente em que ninguém é inocente. Nem a equipe do ex-capitão nem o PT. Continue lendo “O conto do cabresto digital”

Crônica da eleição do horror (12)

Dia nº 13 – Sábado,  20 de outubro

O PT cabe no Vão do Masp

A foto acima é chocante, profundamente chocante. E é histórica – uma daquelas fotos que conseguem captar o momento exato de um fato acachapante, definitivo – o tiro em um arquiduque, a tomada do Palácio de Inverno, a bandeira que se ergue em Iwo Jima, o Muro de Berlim que começa a ser derrubado fisicamente, materialmente.   Continue lendo “Crônica da eleição do horror (12)”

Crônicas da eleição do horror (11)

Dia nº 12 – Sexta-feira, 19 de outubro

Patéticos bolsonaristas, patéticos lulo-petistas

É tão pateticamente estapafúrdio o PT dizer que a candidatura de Jair Bolsonaro deve ser impugnada por causa dessa história de guerra de WhatsApp quanto os bolsonaristas tentarem desmerecer completamente a reportagem da Folha de S. Paulo que a revelou pelo fato de a autora do teto ter declarado que é de esquerda e que sempre votou no PT. Continue lendo “Crônicas da eleição do horror (11)”

Navegar é preciso

Nas três últimas décadas os brasileiros conquistaram dois bens inestimáveis: a estabilização da economia, em 1994, com o fim da inflação que penalizava em especial os mais pobres, e o retorno da democracia, consagrada na Constituição de 1988. Continue lendo “Navegar é preciso”