O jornalismo humanista de Anélio Barreto

”Quem gosta de reportagem é repórter”. A frase, de um diretor de jornal neste século 21, procura demonstrar que o progressivo desaparecimento das grandes reportagens autorais no jornalismo contemporâneo corresponde a um crescente desinteresse dos leitores, que estariam preferindo se informar por meio de notícias curtas e “objetivas”, mesmo porque para a grande maioria das pessoas o tempo é cada vez mais escasso e não dá para ler textos extensos. Continue lendo “O jornalismo humanista de Anélio Barreto”

O dr. Ruy chegava anônimo

Ruy Mesquita morreu. Ao ler a notícia, travei. E achei estranho isso. Nunca tive qualquer relação com o dr. Ruy Mesquita, seja no jornal O Estado de S. Paulo, em que trabalhei por alguns anos, na sucursal de Brasília e em São Paulo ou fora dele. Mas claro, não era o Ruy Mesquita, mas Mario Covas, a quem assessorei por quase 10 anos, fora e dentro do Governo do Estado, que me causou a emoção que senti. Continue lendo “O dr. Ruy chegava anônimo”

Do testezinho de Hélio Cabral à tristeza

“Testezinho aí, senhor?”, ele perguntava. Pegava uma foto, cena de um filme, tapava pedaços que poderiam revelar qual era o filme, qual era o ator ou atriz que aparecia na foto (muitas eram fotos de publicidade, enviadas aos jornais pelos distribuidores), e fazia a pergunta: “Testezinho aí, senhor?” Continue lendo “Do testezinho de Hélio Cabral à tristeza”