É Natal. Hoje definitivamente não é dia de falar de corrupção, propina, ladroeira. Tampouco de caixa dois, de privilégios, de gente que faz o diabo para ter poder ou, simplesmente, encher os bolsos. Mas, com tamanho surrupio ao país, nem mesmo Papai Noel pode se dar ao luxo de deixar as barbas de molho. Continue lendo “Roubaram até o Natal”
Feliz Natal? Como, se o mundo piorou?
Mafalda, a simpática, espevitada e contestadora menininha argentina que desde seu nascimento, em 1964, se preocupa com o estado de saúde do Mundo, com certeza deve andar desconsolada. Ela, que nunca se conformou em aceitar, tal como são, as coisas quando lhe parecem erradas, que passou noites em vigília ao lado do globo terrestre que ardia em febre, que recusava a sopa insípida do dia a dia por saber que há pratos muito mais saborosos, com certeza não pensava que, mais de 50 anos depois, o Mundo ainda estaria doente. Continue lendo “Feliz Natal? Como, se o mundo piorou?”
A caserna e a crise
Fosse em outras eras, a recente entrevista do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, teria sido noticiada de forma bombástica pelo noticiário televisivo. Certamente os jornais estampariam manchetes com letras garrafais, do tipo “Comandante do Exército repele incursão de vivandeiras”. Continue lendo “A caserna e a crise”
O colonialismo caiu na lama
Caí. Foi a minha primeira queda dos 60 anos. Ainda ia no ar e já um coro impudico do passado me azucrinava os ouvidos com a velha frase que tanto cantei nos comícios do Lobito e de Luanda: o colonialismo caiu na lama. Continue lendo “O colonialismo caiu na lama”
Feitiços delatados
Desde setembro de 2014, quando o juiz Sérgio Moro homologou a primeira delação premiada da Operação Lava Jato, a de Luccas Pace Júnior, assessor da doleira Nelma Kodama, todas as delações vêm a público, algumas até antes de serem oficializadas, protagonizando o escândalo da semana. Continue lendo “Feitiços delatados”
O filho do colono de Forquilhinha
Gabriel Arns e Helena Steiner, imigrantes de origem alemã, formaram uma família de 13 filhos: sete moças e seis rapazes. Religiosos e devotos dos ensinamentos de São Francisco de Assis, tiveram a alegria de ver três filhas freiras e dois filhos frades. Continue lendo “O filho do colono de Forquilhinha”
A São Silvestre de Temer
O presidente Michel Temer passa sebo nas canelas para correr sua meia maratona antes mesmo de os fundistas darem a largada na corrida mais tradicional do Brasil. O presidente reza para São Silvestre lhe dar fôlego para ultrapassar a barreira de chegada de uma prova muito mais de fundo: levar a transição em bons termos até 2018. Continue lendo “A São Silvestre de Temer”
Marxismo-Marilynismo
Ainda está vivo o moço que nos anos 60 foi entregar mercearias a um apartamento de Manhattan e a quem uma distraída mulher agarrada a um ruidoso aspirador disse: “Ponha aí.” De boca aberta, ele percebeu que era, e não podia ser, Marilyn Monroe. “É a Marilyn?”, perguntou-lhe. “Sim, às vezes sou eu. E tu quem és?” Continue lendo “Marxismo-Marilynismo”
Fora, ONU
Bilhões de dólares perdidos para a corrupção, dezenas de políticos delatados e até o presidente da República citado como beneficiário de caixa dois; Câmara que ameaça juízes e promotores, ministros do STF que se acham mais supremos do que a Corte, senadores que se consideram acima da lei. Continue lendo “Fora, ONU”
A “taxa de oxigênio”
Logo que li sobre os desmandos de Adriana Ancelmo e Sergio Cabral pensei num dos personagens mais bem desenhados da literatura francesa, o père Grandet, que o autor descreve como um homem com uma monomania: colecionar moedas e peças em ouro, amealhar, empilhar, tê-las sempre ao alcance da mão e dos olhos. Ele as guardava num gabinete ao lado de seu quarto, cuja chave só ele e sua filha tinham. Continue lendo “A “taxa de oxigênio””
O episódico e o permanente
Em momentos de tantas reviravoltas como as que vivemos atualmente, convém não confundir o circunstancial com o permanente, para não se ter uma visão turva ou se deixar contaminar pelo catastrofismo. Continue lendo “O episódico e o permanente”
A língua de Einstein
Temos presente a mais e o tempo, este tempo, é um cárcere. Sou inábil e inepto para o explicar, mas sei que a seta do tempo não existe. O passado está sempre a irromper no presente e o futuro já aconteceu. Acordam-nos pela manhã os nossos mortos e já dormimos há muito tempo com o amor que ainda nem conhecemos. Continue lendo “A língua de Einstein”
Bipolaridade demais, senso de menos
Política não é cartesiana. Nela, dois mais dois por vezes não somam quatro, e o antagonismo simplista é quase sempre um equívoco. Dizer isso em um planeta que tem preferido a grita (o nós x eles) à análise de fatos e à maturação de ideias beira o extemporâneo. Mas trata-se de prudência obrigatória, quanto mais diante de temas tão palpitantes quanto medidas para coibir a corrupção e o abuso de poder. Continue lendo “Bipolaridade demais, senso de menos”
Deus se lembrou que é brasileiro
Depois de uma tragédia estúpida e cruel como a de anteontem, quando perdemos 71 pessoas por falta de combustível, por descuido e imprudência! Depois de tanto chorar ao ler sobre os meninos da Chape e de acompanhar com o coração apertado as lindas homenagens ao querido time de Santa Catarina, Deus favoreceu o Brasil nos enviando esta quinta que, se não apaga nossa tristeza, ao menos alivia nossa dor. Continue lendo “Deus se lembrou que é brasileiro”
Educação em Cuba
Que fique claro: ditaduras não se justificam em nome dos avanços sociais e muito menos são pré-condição para tais conquistas. Não há, portanto, nenhum sentido em absolver Fidel Castro e o seu regime sob o pretexto de a revolução cubana ter promovido a “igualdade”. Continue lendo “Educação em Cuba”




