Gustavo Bebianno fica, Bebianno cai, fica de novo, cai. O que menos importa é o destino do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, um aliado de primeira hora do então candidato Jair Bolsonaro, que se tornou coadjuvante de um roteiro explosivo protagonizado em dupla pelo papai presidente e o filho do meio, Carlos. Mais uma absurda e desnecessária confusão de um governo que adora promovê-las.
A educação acima de tudo
Do ministro da Educação exige-se capacidade e liderança para conduzir um amplo consenso nacional com vistas a levar o sistema educacional a um novo patamar, condição sem a qual o Brasil não alcançará o crescimento sustentado. Espera-se, sobretudo, que ele coloque foco na aprendizagem do aluno, o grande calcanhar de Aquiles da educação brasileira. Continue lendo “A educação acima de tudo”
O meu reino por uma galinha
Levantou-se o mundo inteiro contra as galinhas de Ernie Hausen. Mesmo eu, nas galinhas depenadas de Ernie só vejo, horrorizado, os meus pintainhos. E nem sei bem se começo pelo Wisconsin que viu nascer Ernie, se pela Luanda colonial que fazia a alegria dos pintos e dos quá-quás amarelinhos que minha mãe e meu pai criavam numa capoeira multicultural em que as galinhas conviviam com patos e patas, um ganso, mesmo alguns reservados e fugidios coelhos. Também tivemos um macaco, mas esse não é desta história. Continue lendo “O meu reino por uma galinha”
Sem técnico, o jogo anda
Depois de muitas cabeçadas, trombadas, idas e vindas, vindas e idas, na primeira semana de fevereiro o novo governo começou a mostrar a que veio. Colocou na mesa projetos arrojados de combate à corrupção e à criminalidade, reivindicados pelos brasileiros que foram às urnas no ano passado, e da reforma da Previdência, o mais necessário e polêmico de todos. Tudo certo, menos em um detalhe: faltou o titular. Continue lendo “Sem técnico, o jogo anda”
As águas de março vieram em fevereiro
A tempestade foi violenta. Muita água, muitos ventos, fortes, assustadores. Ruas que nunca tinham sofrido com a natureza, ontem, dia 7, amanheceram tristes e em parte destroçadas. Mortes. O Rio está sofrido. Continue lendo “As águas de março vieram em fevereiro”
Os ventos sopram a favor
A fortuna sorri para o presidente Jair Bolsonaro neste começo de governo. Favorecido pela eleição de Rodrigo Maia para a presidência da Câmara de Deputados e de Davi Alcolumbre para a do Senado, ele está em condições de cumprir suas duas principais promessas eleitorais: levar adiante os projetos de lei de combate ao crime organizado e à corrupção e tocar as medidas para a reforma da Previdência. Continue lendo “Os ventos sopram a favor”
Um meticuloso trabalho de sacristia
O cinema é americano. Eis uma vaca sagrada que nem o #metoo se atreve a beliscar. Belisco eu: o que seria do cinema sem o catolicismo! Sem o arrevesado católico John Ford os westerns nunca seriam o que foram, sem o perverso católico Hitchcock não nos benzeríamos na água benta do medo e do suspense. Mas quem, num meticuloso trabalho de sacristia, protegeu o sensível bebé que era o cinema foi o católico Eddie Mannix. E vejam: os nossos selectos críticos só não o desprezam porque nem o conhecem. Continue lendo “Um meticuloso trabalho de sacristia”
Leis demais em um país sem lei
É sempre igual. Todas as vezes que o Brasil chora mortes em tragédias que poderiam ser evitadas ou pelo menos minimizadas por ação mais eficiente do Estado, cobram-se leis mais duras com punições mais severas para os responsáveis. Continue lendo “Leis demais em um país sem lei”
O sentimento que nos embrutece
Janeiro explodiu no Brasil provocando um baixo astral que perturba. 31 dias de notícias assustadoras, amargas, desencontradas, em zig zag, com autoridades sendo a toda hora desautorizadas, pandemônio… Continue lendo “O sentimento que nos embrutece”
Tudo nos separa, nada nos une
Nos últimos tempos os brasileiros não se unem em quase nada, nem sobre o formato da Terra. Inflados pelas redes sociais, tudo é motivo de discórdia e de perpetuação de uma polarização radicalizada. Continue lendo “Tudo nos separa, nada nos une”
A Torre Eiffel e o Bairro Alto
Falava e tinha o encanto de seda de uma homília do Padre Tolentino. As homílias de Tolentino escutam-nas os devotos ouvidos e até as comovidas paredes da mítica capela do Rato. O perfume das palavras do falso Conde Victor Lustig, numa tarde de 1925, converteram num jardim de aromas a sumptuosa sala do Hotel Crillon, vista a derramar-se sobre a Place de la Concorde. Continue lendo “A Torre Eiffel e o Bairro Alto”
Ideologia acima de tudo
Nada, absolutamente nada, parece seduzir mais o presidente Jair Bolsonaro do que a missão que ele julga divina de derrotar o “viés ideológico”, cuja frequência em seus discursos rivaliza com a de “Deus acima de tudo”. Não perde uma única oportunidade. Continue lendo “Ideologia acima de tudo”
Globalização 4.0
A fina flor do capitalismo mundial está reunida em Davos em busca de respostas para os efeitos da globalização. Não estão em questão os benefícios que ela gerou ou um retorno à velha ordem anterior. Continue lendo “Globalização 4.0”
A orelha de Van Gogh
Dizemos “irrevogável” e já mal nos lembramos de Paulo Portas. Esquecido e escasso, o adjectivo de género duplo regressou, rabo entre as pernas, à morna sonsice do dicionário. Tivesse Paulo Portas, como Van Gogh, cortado uma orelha e outro dicionário cantaria. Mas quem é que hoje se atreve a cortar uma orelha? Continue lendo “A orelha de Van Gogh”
A maldição de Davos
O presidente Jair Bolsonaro e as duas estrelas de primeira grandeza de seu governo, Paulo Guedes e Sérgio Moro, devem anunciar planos de impacto no 49º Fórum Econômico Mundial que acontece em Davos, Suíça, a partir da terça-feira. Continue lendo “A maldição de Davos”



