Como diz o grupo paulistano Premeditando o Breque, “aqui não tem terremoto, aqui não tem revolução”. Ainda assim, 49.932 pessoas foram vítimas de homicídios em apenas um ano no Brasil, 192.804 nos últimos quatro anos. Continue lendo “O Iraque é aqui”
Nara Tropicália
É muito por causa de Nara que eu desejo dissuadir os dirigintes da Odebrecht de manter o nome Tropicália no projeto de condomínio que eles estão construindo em Salvador. Dizem-me até que este seria nas bordas da floresta que fica entre a Orla e a Paralela, na altura do Parque de Pituaçu. Continue lendo “Nara Tropicália”
Boxe com luvas de pelica
Engana-se quem pensa que a juíza Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça, tenha recolhido as armas. Continue lendo “Boxe com luvas de pelica”
A tragédia nossa de cada ano
Entra ano, sai ano, janeiro é sempre igual: chuvas torrenciais desabrigam, soterram e matam gente. Não deveriam causar qualquer surpresa, muito menos pegar governos de calças curtas. Continue lendo “A tragédia nossa de cada ano”
Deus ou é uma aranha ou é a Audrey Hepburn
Deus é a pintada prova da vaidade humana. Os gregos inventaram deuses, os bantus deram à luz Nzambi e os esquimós afogaram no Árctico uma deusa gélida. Os australianos têm desculpa: quem inventa o boomerang não precisa de inventar raio e trovão de mais coisa nenhuma. Continue lendo “Deus ou é uma aranha ou é a Audrey Hepburn”
Escândalos, paixões e correrias
Estavam os habitantes da Cracolândia de São Paulo (que odeio chamar de “nóias”, uma palavra que tem acento pejorativo de gíria vulgar) postos em sossego em seu torpor de zumbis, quando chegou uma tropa da PM e os colocou pra correr. Continue lendo “Escândalos, paixões e correrias”
Dentaduras eleitorais
Duas cenas antagônicas – uma de punição e outra de ostensiva cara de pau – inauguraram 2012. De um lado, o TSE negou liminar ao prefeito de Ribeira do Piauí, Jorge de Araújo da Costa (PTB), cassado em outubro sob acusação de compra de votos. De outro, a descarada compra de votos em curso no estado de Pernambuco, sob o patrocínio do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra (PSB). Continue lendo “Dentaduras eleitorais”
O cineasta em fuga
Toda a arte é bicéfala: já vi, em muitos filmes, aparecer a cabeça do autor e rolar depois, no ecrã, outra cabeça, a da própria obra. Continue lendo “O cineasta em fuga”
O país das pessoas incomuns
O Brasil é um país estranho.
Sérgio Buarque escreveu que o brasileiro é um homem cordial – no sentido de que age mais com o coração do que com a razão – e logo leram que o brasileiro é uma pessoa gentil, lhana, de fino trato, que é o significado mais corriqueiro e coloquial da cordialidade. Continue lendo “O país das pessoas incomuns”
O novo ano velho
Pode ser má vontade ou rabugice mesmo. Mas tudo indica que o novo ano que estréia hoje começa velho, caduco. Pelo menos na política, onde mudanças só devem ocorrer para deixar tudo o mais igual possível. Tanto no governo quanto na oposição. Continue lendo “O novo ano velho”
Um fim de semana com Godard
Havia sangue no asfalto e cadáveres espalhados pela berma, junto ao mato europeu. Sangue e cadáveres desfilavam a 24 imagens por segundo num cine-esplanada do Lobito. Continue lendo “Um fim de semana com Godard”
Dilma, Ano 1
Um ano de governo, Dilma está na praia e o Brasil virou a sexta economia do mundo.
Vamos comemorar? Vamos, mas com cuidado e um pouco de zelo. Continue lendo “Dilma, Ano 1”
O Dragão e a Serpente
Começa hoje a última semana de 2011 e com ela apressam-se as resoluções de ano novo, as previsões dos búzios, de pais e mães de santo, os desígnios do horóscopo chinês para o Ano do Dragão e tantas outras mandingas. Continue lendo “O Dragão e a Serpente”
Correndo atrás da bola
Vamos aproveitar o espírito de Natal e esquecer de banalidades como o corporativismo da Justiça brasileira e as decisões do STF favorecendo indiretamente juízes do STF. Continue lendo “Correndo atrás da bola”
Dilma teflon
Dilma Rousseff acaba de bater todos os recordes de popularidade para um governante em primeiro ano de mandato. Com 72% de aprovação pessoal, deixou para trás até o padrinho Lula, apontam os dados da última pesquisa CNI-Ibope, divulgada sexta-feira. Seu governo, aplaudidíssimo por políticas de distribuição de renda, ostenta confortáveis 56% de ótimo e bom. Continue lendo “Dilma teflon”
