Cadê?

Elas começaram bonitas em São Paulo. Chegaram aqui fortes, determinadas e, permitam o uso da palavra que parece não ter nada a ver, mas tem, fagueiras. Era um prazer “ler” os cartazes empunhados pelos jovens. Pela justeza de suas reivindicações e reclamos: queriam mais atenção para Saúde, Educação, Transportes, Segurança. Continue lendo “Cadê?”

Onde está a Idade Média?

Nada pode ser mais simpático do que um papa que manda pôr “mais água no feijão” e que diz que “bota fé nos jovens”.

Esqueceram que Bergoglio é argentino, torce para o San Lorenzo de Almagro, e ele mesmo foi generoso em fechar uma imaginária negociação com os brasileiros: ele consentiu que, embora o papa seja argentino, Deus continua sendo brasileiro. Continue lendo “Onde está a Idade Média?”

Ao Papa, sem carinho

Enquanto o Papa humilde falava das coisas do espírito no seu discurso de chegada, com a simplicidade do poverello di Assisi que inspirou a escolha de seu nome, a presidente Dilma discorria longamente sobre os rios de leite e mel que começaram a escorrer pelo Brasil durante os dez anos de governo de seu partido. Continue lendo “Ao Papa, sem carinho”

Lula de volta

Longe do ringue desde o quase nocaute desferido pelo escândalo Rosemary Noronha, e mais sumido ainda depois das manifestações juninas, o ex-presidente Lula reapareceu. E, ainda que zonzo, sentindo o golpe de não ser mais a voz máxima das ruas, reencontrou-se com o seu melhor estilo: o de reinventar a história. Continue lendo “Lula de volta”

Dinheiro e arte

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O pro­du­tor Samuel Goldwyn nunca ima­gi­nou que do ameno céu de Los Ange­les desa­basse uma tem­pes­tade daque­las. Fizera o melhor, como a tanto o obri­gava dinheiro e arte. Vira uma peça da escri­tora comu­nista Lil­lian Hell­man e gos­tou. Continue lendo “Dinheiro e arte”

Os donos do povo

Donos das ruas, dos movimentos sociais, da esquerda, do “progressismo” e do “politicamente correto”, o PT e seu governo se vêem cada vez mais enrascados por atos que chamam de espontâneos, que repudiam seus cabrestos. Continue lendo “Os donos do povo”

As gravuras rupestres de Hitchcock

zzzzzhitchNunca fui a Alta­mira ou às gru­tas de Chau­vet. Tal­vez Hit­ch­cock tenha visi­tado esses museus rupes­tres de tou­ros e feli­nos. Tal­vez a cruel ino­cên­cia dos seus olhos de filho de mer­ce­eiro inglês se tenha espan­tado com as pin­tu­ras de leões e bisontes. Continue lendo “As gravuras rupestres de Hitchcock”