Obras sem projeto ou com projetos precários, caras, superfaturadas, com contratos aditados por uma, duas e sabe-se lá por quantas vezes. Boa parte delas atrasada, postergada, paralisada. Ano após ano, o governo joga nos bolsos de alguns poucos os bilhões de impostos dos muitos que trabalham e produzem riqueza, e que quase nada têm de volta. Algo de dar engulho, de alimentar a desesperança. Continue lendo “Se roubar, faça”
Pernas de franga, tacões gigantes
Já vamos em trinta minutos de filme e ainda não a vimos. É então que ela se atira para o banco de trás do táxi de Travis Bickle, personagem que, por ser mais De Niro do que De Niro, lhe roubou a alma. Continue lendo “Pernas de franga, tacões gigantes”
Brics terão série B
Um keynesiano em cada esquina para melhor servir você.
Lembra desse slogan? Era de uma loja que vendia artigos populares – claro que não tinha Keynes no slogan, era apenas uma loja. Continue lendo “Brics terão série B”
Direito à privacidade e liberdade de expressão
Nas democracias, após o estabelecimento do contraditório, nada mais natural do que a revisão de posições. Isto faz crescer quem não fica apegado a dogmas e quem leva em consideração a legítima pressão dos meios de comunicação e da opinião pública. A mudança de posição não é demérito para ninguém. Continue lendo “Direito à privacidade e liberdade de expressão”
Uma coisa e outra coisa
O deputado José Genoíno (SP) ainda presidia o PT quando lançou a pérola – “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa” – para tentar explicar as inexplicáveis tramóias do mensalão. Continue lendo “Uma coisa e outra coisa”
Um autor, dois ladrões
É um livro, Taxi Driver, e começa exactamente onde o filme começou. Começa na cabeça de Paul Schrader. Da página 12 à 24, numa entrevista catártica, o livro mostra os miolos do seu criador. Continue lendo “Um autor, dois ladrões”
De conversa em conversa
Lula, 1º e Único Coração do Brasil, ganhou meu aplauso quando declarou que no Congresso Nacional, do qual ele fazia parte, havia 300 picaretas. Isso foi há muitos anos. Desde então, de conversa em conversa, ele veio se chegando até se tornar a Suprema Distinção entre os picaretas. Que já dobraram de número, tal qual coelho… Continue lendo “De conversa em conversa”
“Desde o surgimento da internet todo mundo é fascista”
A observação foi feita em tom irônico pelo professor norte-americano Douglas Harper em seu dicionário etimológico, e convenientemente lembrada esta semana pelo crítico literário Sérgio Rodrigues em seu blog. Esse passou a ser o xingamento campeão nas redes sociais. Continue lendo ““Desde o surgimento da internet todo mundo é fascista””
Go home, petroleiras
Existe alguma coisa mais inútil, ociosa ou ridícula do que a discussão semântica sobre privatização ou concessão? Pode ser, mas vai ser difícil encontrá-la. Continue lendo “Go home, petroleiras”
Canibais
A presidente Dilma Rousseff não é mais a mesma. E não será até outubro de 2014. Os berros e a permanente irritação deram lugar a brincadeirinhas pretensamente bem-humoradas. Descontração ao invés da ira, sorrisos e beijocas e não mais a cara fechada, o rosto sisudo. Continue lendo “Canibais”
Ele chega a morder-lhe, sim
O que é preciso para que uma rua se encha de gente? Francis Coppola, no Godfather, part I, enche uma rua de alegria e vizinhos quando Sonny, um dos filhos de Don Corleone, dá uma lição ao cunhado. Continue lendo “Ele chega a morder-lhe, sim”
A bebida amarga
Como beber dessa bebida amarga? Tragar a dor, engolir a labuta?
Eram maus tempos aqueles em que as pessoas se dedicavam ao delicado quebra-cabeça de ressignificar as metáforas que vinham semeadas com inteligência, escondidas entre as dobraduras dos textos de jornal e das letras de música. Continue lendo “A bebida amarga”
Mais do mesmo
Enquanto as emoções se voltavam para a pretensa nova política encarnada pela aliança Eduardo Campos-Marina Silva, gente de todos os partidos – incluindo a dupla recém-formada – insistia, repetia e promovia as piores práticas. Continue lendo “Mais do mesmo”
Bang-Bang
Os meus melhores bons sempre foram maus. Andam para aí a pregar sermões e até importaram uma açucarada expressão americana – role model –, mas a minha América sempre foi outra, a começar pela América da minha rua. Continue lendo “Bang-Bang”
A costela de Adão
Eis que estavam todos postos em sossego curtindo na sombra os preparativos para a eleição de 2014 quando alguém atirou uma pedra no lago e a marola se fez. Continue lendo “A costela de Adão”



