É tudo a fingir

Blue Velvet -- Dennis Hopper  1986

Eu levava as coi­sas muito a peito. Fui pra­ti­ca­mente fili­ado no pol-potismo da crí­tica de cinema que os subs­ti­tu­tos de Truf­faut e Godard ins­ta­la­ram nos Cahi­ers du Cinèma quando lhe desa­ma­re­la­ram a capa. Até que, um dia, o actor Den­nis Hop­per cho­rou para mim. À minha frente, mas mesmo para mim. Continue lendo “É tudo a fingir”

O Jogo do Contente

Vocês naturalmente conhecem o livro Pollyana, um dos maiores sucessos da literatura infanto-juvenil de todos os tempos. A heroína é uma menina que sofreu muito na primeira infância e aprendeu com seu pai, pobre e sofredor como Jó, a procurar ver o lado bom das coisas e a jogar, sempre que possível, o Jogo do Contente, que faz do limão uma fruta bem doce. Continue lendo “O Jogo do Contente”

Muquifo

Animada pela pesquisa CNI/Ibope que lhe conferiu 43% de aprovação, cinco pontos percentuais acima do levantamento de setembro, a presidente Dilma Rousseff comemorou no estilo que lhe ensinaram: em cima do palanque. Continue lendo “Muquifo”

The Elders

O que Nelson Mandela fez pelo ser humano jamais será suficientemente valorizado. A vitória sobre o apartheid em seu país é obra de gigante. Acho incrível quando ainda leio críticas à sua atuação como administrador. Não basta ele ter conseguido que brancos e pretos andem na mesma calçada, frequentem a mesma escola, sejam tratados pelo mesmo médico? O que hoje parece tão comum – não é? – antes de Mandela era impensável. Continue lendo “The Elders”

Cadê o bê-a-bá?

Chavão de candidatos de todos os partidos, de vereador a presidente da República, a tal da melhoria da qualidade de ensino não consegue descer do palanque e chegar às crianças e jovens do País. Ano a ano, o Brasil continua condenando milhões à ignorância simplesmente porque não leva a sério, não quer, de verdade, debruçar-se sobre a educação. Ou melhor, em como corrigir a falta dela. Continue lendo “Cadê o bê-a-bá?”

Que se lixem as atenuantes

zzzzzmichelle

Está escuro. Mesmo no escuro, sei bem que estou corado. É desse intenso, rubro pra­zer, que só se tem no escuro de uma sala de cinema, que quero falar. Confesso-me. São pra­ze­res gra­tui­tos, indes­cul­pá­veis. Que se lixem as ate­nu­an­tes. É para ser cul­pado? Sou. Continue lendo “Que se lixem as atenuantes”