Entra ano, sai ano, seja no final de um ou no início do outro, as chuvas de verão matam gente e impõem o desabrigo a milhares. Em 2010, o País contabilizou 473 mortos em enchentes. No ano seguinte, 918 só na região serrana do Rio de Janeiro. Continue lendo “Bolsa enchente”
Capuchinho Vermelho não sabe andar
Não tentem desmentir-me, nem me venham com paleio de coincidências. Se é a 1 de Junho que se comemora o Dia da Criança é por ser, digo eu, o dia em que nasceu Marilyn Monroe, a criança mais criança que o mundo já conheceu. Continue lendo “Capuchinho Vermelho não sabe andar”
2013
Todo fim de ano é a mesma coisa. Tenho por hábito fazer um balancete do ano que se vai. Lembranças tristes, alegres, tem de tudo nos 365 dias que formam cada ano. Continue lendo “2013”
Sonhos de uma noite de inverno
Sonho de uma noite de inverno: os jornalistas chineses terão que ler 700 páginas de um manual que ensina como devem comportar-se perante o governo e o partido. Ocioso dizer que lá partido e governo são a mesma coisa. Continue lendo “Sonhos de uma noite de inverno”
A política Alzheimer
Derrotado por três vezes, no Tribunal de Justiça de São Paulo, no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal, o prefeito Fernando Haddad (PT) desistiu de aumentar o IPTU da capital paulista. Continue lendo “A política Alzheimer”
É tudo a fingir
Eu levava as coisas muito a peito. Fui praticamente filiado no pol-potismo da crítica de cinema que os substitutos de Truffaut e Godard instalaram nos Cahiers du Cinèma quando lhe desamarelaram a capa. Até que, um dia, o actor Dennis Hopper chorou para mim. À minha frente, mas mesmo para mim. Continue lendo “É tudo a fingir”
O Jogo do Contente
Vocês naturalmente conhecem o livro Pollyana, um dos maiores sucessos da literatura infanto-juvenil de todos os tempos. A heroína é uma menina que sofreu muito na primeira infância e aprendeu com seu pai, pobre e sofredor como Jó, a procurar ver o lado bom das coisas e a jogar, sempre que possível, o Jogo do Contente, que faz do limão uma fruta bem doce. Continue lendo “O Jogo do Contente”
O paradoxo de Abilene
“O paradoxo de Abilene” é uma fábula clássica usada pelas consultorias de gestão de empresas que mostra como as circunstâncias podem levar um grupo de pessoas a agir de uma forma oposta às suas preferências. Continue lendo “O paradoxo de Abilene”
Muquifo
Animada pela pesquisa CNI/Ibope que lhe conferiu 43% de aprovação, cinco pontos percentuais acima do levantamento de setembro, a presidente Dilma Rousseff comemorou no estilo que lhe ensinaram: em cima do palanque. Continue lendo “Muquifo”
Só lhe falta ter piratas
Levem os rapazes ao cinema. Borrifem-se para as classificações etárias e levem as criancinhas a ver Mud, de Jeff Nichols, que em português se chamou Fuga. Continue lendo “Só lhe falta ter piratas”
The Elders
O que Nelson Mandela fez pelo ser humano jamais será suficientemente valorizado. A vitória sobre o apartheid em seu país é obra de gigante. Acho incrível quando ainda leio críticas à sua atuação como administrador. Não basta ele ter conseguido que brancos e pretos andem na mesma calçada, frequentem a mesma escola, sejam tratados pelo mesmo médico? O que hoje parece tão comum – não é? – antes de Mandela era impensável. Continue lendo “The Elders”
Palavras, gestos e atos
A palavra “estadista” nunca foi tão usada e abusada quanto nesta semana em que o mundo parou para lembrar, dançar, chorar e enterrar Nelson Mandela. Continue lendo “Palavras, gestos e atos”
Cadê o bê-a-bá?
Chavão de candidatos de todos os partidos, de vereador a presidente da República, a tal da melhoria da qualidade de ensino não consegue descer do palanque e chegar às crianças e jovens do País. Ano a ano, o Brasil continua condenando milhões à ignorância simplesmente porque não leva a sério, não quer, de verdade, debruçar-se sobre a educação. Ou melhor, em como corrigir a falta dela. Continue lendo “Cadê o bê-a-bá?”
Todos o queriam, todos o proibiam
Muitas das coisas de que o nazi Joseph Goebbels gostava são coisas de que todos gostamos. Uma delas é o filme M, que outro alemão, Fritz Lang, realizou em 1931. A sensibilidade de Goebbels derreteu-se ao vê-lo no cinema. Continue lendo “Todos o queriam, todos o proibiam”
O enguiço
O Brasil está enguiçado. Sem instrução e sem educação. Não há possibilidade de um país crescer com tanta ignorância e tanta deseducação. E tanto desamor. Continue lendo “O enguiço”



