O STF suspendeu ontem o mandato de Eduardo Cunha como presidente da Câmara dos Deputados. Antes tarde do que nunca, foi o que disse dona Dilma lá em Belo Monte, no Pará. Continue lendo “Um dia para ficar na História”
Vai que dá certo
Não se ignora a dramaticidade do quadro social, econômico e político no qual Michel Temer terá de operar como futuro presidente da República. Os desafios são imensos. Mas não está escrito nas estrelas que o próximo governo, apropriadamente caracterizado de “emergência nacional”, dará com os burros n’água, como preconizam algumas pitonisas de plantão. Vai que dá certo, como ficam as premonições catastrofistas? Continue lendo “Vai que dá certo”
O morto de domingo
Hitchcock matou muita gente. Não me venham dizer que isso não faz dele um criminoso da pior espécie. Continue lendo “O morto de domingo”
Nada a comemorar
Com 11 milhões de desempregados, 22% a mais do que em dezembro e quase 40% (39,85%) acima dos 7,9 milhões que procuravam ocupação no primeiro trimestre de 2015, o Brasil nada tem a comemorar neste 1º de Maio. Continue lendo “Nada a comemorar”
Cristo, olhai para isto!
Quem já foi a Pompéia não esquece as cenas da vida cotidiana que o Vesúvio petrificou para sempre. Os habitantes e frequentadores daquela cidade de veraneio próxima a Nápoles, uma das mais lindas e ricas da península, foram apanhados de surpresa e não puderam se postar da maneira como gostariam de ser eternizados. Continue lendo “Cristo, olhai para isto!”
Sem ambiguidades
Mais uma vez o PSDB vive o drama shakespeariano. O dilema é participar ou não do governo Michel Temer. Diante do histórico dos tucanos, a nova dúvida existencial seria cômica não fosse a extrema gravidade do momento. Nele, não há o menor espaço para ambiguidades. Não cabe a postura de semi-governo ou semi-oposição. Continue lendo “Sem ambiguidades”
Como é que choro?
Voltamos sempre às mesmas discussões. Há sempre a remota hipótese de o PCP estar enganado e a Coreia do Norte não ser uma democracia. E mesmo que uma inesperada maioria da Assembleia da República fuja com o rabo à seringa, uma injecção de “Estado de Direito” no regime de Luanda era coisa que os nossos irmãos angolanos agradeceriam. Outra velha e amena discussão é a da qualidade artística de Hollywood. Continue lendo “Como é que choro?”
A democracia exige respeito
Alívio. Nas Nações Unidas, a presidente Dilma Rousseff poupou o Brasil do vexame da denúncia de um golpe que não é golpe que ela insiste em dizer que é golpe. Foi prudente, comedida e elogiada. Não pelo que falou, mas pelo que não disse. Poucas horas depois, pôs tudo abaixo. Continue lendo “A democracia exige respeito”
“Mas a senhora veio pedir asilo? Não pode voltar ao Brasil? É isso?”
Escrevo este artigo na quinta-feira, 21 de abril, dia em que dona Dilma embarcou para Nova York determinada a fazer um pronunciamento bomba no plenário da ONU e, também, se puder, repeti-lo em entrevistas a jornalistas que estão cobrindo a Conferência. Continue lendo ““Mas a senhora veio pedir asilo? Não pode voltar ao Brasil? É isso?””
Do ABC aos grotões
O mapa da votação na Câmara Federal aponta uma dessas ironias da História. No seu nascedouro, no ABC paulista, o lulo-petismo pintou como produto da modernidade do desenvolvimento capitalista – a exemplo de outros partidos operários que se erigiram em poder em países capitalistas e, de fato, criaram um ordenamento social mais justo. Continue lendo “Do ABC aos grotões”
Louvor do tráfico
Ao escrever no Expresso, não faço mais do que dar aos jornais o que os jornais me deram a mim. Quando era adolescente, com aspirações a James Dean, vi em Luanda filmes que não devia ver. Não por serem proibidos. Sucede que os lugares em que me sentava eram os de alguém que não tinha ido. Continue lendo “Louvor do tráfico”
É o fim
Entre 130 e 135 votos declarados em um colégio de 513 deputados. Isso é o máximo que a presidente Dilma Rousseff, o ex Lula, o PT e companhia conseguiram arregimentar em meses de despudoradas barganhas para evitar o impeachment. Um fiasco que, independentemente do resultado da votação deste domingo, sepulta o governo. Continue lendo “É o fim”
Ética?
Coitadinho do Brasil! Foi tomado por algum mosquito que além de dengue, chicungunha, zika, febre amarela, mexe com a sanidade mental de quem deveria ser firme e claro em suas decisões e posturas. Continue lendo “Ética?”
Beijou a lona
A presidente Dilma Rousseff pode não admitir. Pode fazer leitura cor-de-rosa da votação na Comissão Especial da Câmara, mas não conseguirá empanar a nua e crua realidade. O governo beijou a lona no primeiro round do impeachment. Continue lendo “Beijou a lona”
A freira e o pecado
Rose Pacatte tem uma cara redonda, diria até bonacheirona, se o sufixo não fosse desgraciosamente aumentativo. Rose tem essa cara saudável e sorridente que eu já disse e umas brancas mãos papudinhas. É, perceberam bem, uma gordinha luminosa. E ficam agora a saber que Rose Pacatte é freira. Americana e católica. Continue lendo “A freira e o pecado”




