O golpe nas quatro linhas

Estado de sítio decretado “dentro das quatro linhas”. Está lá escrito no documento extraído pela Polícia Federal do celular do tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. Pelo que se sabe até agora – e ainda falta muito a ser esclarecido -, as tais quatro linhas popularizadas pelo ex para dizer que agia dentro dos limites da Constituição se aplicam melhor às suas opções golpistas. Continue lendo “O golpe nas quatro linhas”

Harmonização!

O tititi da semana ficou por conta da harmonização facial feita pelo ator Stenio Garcia.

Tem uma enxurrada de comentários nas redes sociais sobre o pega, estica e puxa que fizeram na cara dele. Continue lendo “Harmonização!”

O esgotamento presidencialismo de coalizão

Em 1988 o sociólogo e escritor Sérgio Abranches cunhou o termo “presidencialismo de coalizão”, em alentado artigo publicado na revista Dados. Chamava a atenção para a diferença entre nosso modelo e o presidencialismo dos Estados Unidos. Lá funciona o bipartidarismo e é possível o presidente do país governar mesmo sem maioria no Parlamento. Nosso modelo político advindo da Constituição-Cidadã gerou um quadro de multipartidarismo no Congresso Nacional e tornou impossível o presidente governar sem construir uma coalizão majoritária. Sem ela, não há como aprovar emendas constitucionais dada a exigência de ter 60% dos votos dos parlamentares.

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Aqui jaz o Brasil

Os números são indecentes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala de um passivo de 14 mil obras inacabadas. Sem os exageros ditados pela conveniência do petista, o Tribunal de Contas da União aponta 8.603 empreendimentos abandonados, 41% das 21 mil obras públicas existentes no país. Sob qualquer ótica, o balanço indica uma realidade inconteste: o Brasil é um cemitério de obras públicas. Enterra dinheiro do pagador de impostos e perpetua a pobreza enquanto irriga votos e enche os bolsos dos privilegiados de sempre.

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Bons exemplos

Meus pitacos desta semana vão para o presidente Lula. Depois de na semana passada ter-me decepcionado com a indicação de seu advogado pessoal para o STF e com seus afagos infantis a Nicolás Maduro, agora ele ganha meu aplauso com a decisão de não ir à Marcha dos evangélicos por Jesus.  Continue lendo “Bons exemplos”

2013: não foi só por 20 centavos

Há dez anos inaugurava-se no Brasil uma nova forma de mobilização, com as jornadas que reuniram multidões em diversas cidades do país. Fenômeno semelhante tinha acontecido antes, com a chamada “Primavera Árabe” e os “Indignados” na Espanha. Em comum, tais movimentos fugiram do escopo das manifestações tradicionais, organizadas de forma vertical por partidos políticos, sindicatos ou movimentos sociais, na maioria das vezes de esquerda. O novo fenômeno foi chamado de “enxameamento”, porque as pessoas saiam espontaneamente das redes sociais para as ruas, sem estruturas hierarquizadas e de forma horizontal. Continue lendo “2013: não foi só por 20 centavos”

Uma praça…

Ah, o banco de praça… Cenas que atravessam os tempos. Lá estão os velhos, sentadinhos, vendo o tempo passar. Outros, piedosos, jogam alimentos aos pombos. Um casal de namorados, uma mãe com seus filhinhos…

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Ele não é mais aquele

Ao fim de uma semana em que quase foi eletrocutado com um choque de realidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reinventou a roda ao pregar o princípio basilar da política: a necessidade de “conversar com quem não gosta da gente, que não votou na gente”. O dito, óbvio até para leigos, destoa na boca de alguém tão experiente, tido e havido como um craque nessa arte. Em sua defesa, pode se dizer que a frase carrega um tom de mea-culpa para um Lula errático que tem metido os pés pelas mãos e hoje não dialoga com ninguém. Continue lendo “Ele não é mais aquele”

O fantasma da censura

De tempos em tempos a realidade imita a ficção.  A recente onda de censura a livros em escolas e bibliotecas dos Estados Unidos nos faz lembrar da sociedade distópica e autoritária do livro Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. Na sociedade imaginária livros são proibidos e queimados pelo governo, com o objetivo de controlar o pensamento e a opinião pública. Continue lendo “O fantasma da censura”

Fórmula 1

Como escreveu nossa querida Rita Lee: “um belo dia decidi mudar”.

Suponho que irei me arrepender, mas hoje, como exercício, não ficarei descendo a lenha nas coisas. Não vou salvar o mundo, nem quero que concordem comigo. Seria pedir demais. Afinal, não estou aqui para esclarecer, eu quero é confundir. Continue lendo “Fórmula 1”