Bons exemplos

Meus pitacos desta semana vão para o presidente Lula. Depois de na semana passada ter-me decepcionado com a indicação de seu advogado pessoal para o STF e com seus afagos infantis a Nicolás Maduro, agora ele ganha meu aplauso com a decisão de não ir à Marcha dos evangélicos por Jesus.  Continue lendo “Bons exemplos”

2013: não foi só por 20 centavos

Há dez anos inaugurava-se no Brasil uma nova forma de mobilização, com as jornadas que reuniram multidões em diversas cidades do país. Fenômeno semelhante tinha acontecido antes, com a chamada “Primavera Árabe” e os “Indignados” na Espanha. Em comum, tais movimentos fugiram do escopo das manifestações tradicionais, organizadas de forma vertical por partidos políticos, sindicatos ou movimentos sociais, na maioria das vezes de esquerda. O novo fenômeno foi chamado de “enxameamento”, porque as pessoas saiam espontaneamente das redes sociais para as ruas, sem estruturas hierarquizadas e de forma horizontal. Continue lendo “2013: não foi só por 20 centavos”

Uma praça…

Ah, o banco de praça… Cenas que atravessam os tempos. Lá estão os velhos, sentadinhos, vendo o tempo passar. Outros, piedosos, jogam alimentos aos pombos. Um casal de namorados, uma mãe com seus filhinhos…

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Ele não é mais aquele

Ao fim de uma semana em que quase foi eletrocutado com um choque de realidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reinventou a roda ao pregar o princípio basilar da política: a necessidade de “conversar com quem não gosta da gente, que não votou na gente”. O dito, óbvio até para leigos, destoa na boca de alguém tão experiente, tido e havido como um craque nessa arte. Em sua defesa, pode se dizer que a frase carrega um tom de mea-culpa para um Lula errático que tem metido os pés pelas mãos e hoje não dialoga com ninguém. Continue lendo “Ele não é mais aquele”

O fantasma da censura

De tempos em tempos a realidade imita a ficção.  A recente onda de censura a livros em escolas e bibliotecas dos Estados Unidos nos faz lembrar da sociedade distópica e autoritária do livro Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. Na sociedade imaginária livros são proibidos e queimados pelo governo, com o objetivo de controlar o pensamento e a opinião pública. Continue lendo “O fantasma da censura”

Fórmula 1

Como escreveu nossa querida Rita Lee: “um belo dia decidi mudar”.

Suponho que irei me arrepender, mas hoje, como exercício, não ficarei descendo a lenha nas coisas. Não vou salvar o mundo, nem quero que concordem comigo. Seria pedir demais. Afinal, não estou aqui para esclarecer, eu quero é confundir. Continue lendo “Fórmula 1”

Uma justa homenagem

Meu irmão Floriano não era un regazzo che come me amava i Beatles e i Rolling Stones, mas, como François Truffaut, amava as mulheres, os filmes e os livros – acho que nem ele mesmo saberia dizer em que ordem. Amava também os direitos dos homens, o trabalho, o direito e o Direito do Trabalho. O mundo do Direito do Trabalho prestou a ele, dias atrás, uma belíssima homenagem. Tenho certeza de que, lá da sua nuvem, ele adorou. Continue lendo “Uma justa homenagem”

Lula voltou?

Um descontraído churrasco no Palácio do Alvorada encerrou a semana em que a Câmara dos Deputados mostrou ao governo o quão afiadas podem ser suas garras. Ali, entre cortes de picanha – fetiche do presidente -, aliados comemoraram: o Lula voltou!, aplaudindo a decisão de ele assumir as rédeas das negociações com o Congresso. Cinco meses depois! Continue lendo “Lula voltou?”

Mágoas e mentiras

     É de ladrãozinho sem vergonha para baixo, até chegar a rato de esgoto, que o ex-aliado figadal Abraham Weintraub trata, em declaração recente, seu ex-chefe, por quem daria os próprios dentes nos tempos em que o bolsonarismo — o que quer que esse palavrão signifique — era a ilusão de muita gente descabeçada e o pesadelo dos que tinham a cabeça no lugar.

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