Arrisco uma definição: o cinema é aquilo de que nos lembramos depois de esquecermos tudo o que aprendemos. Continue lendo “Uma agulha no coração”
Meu reino por uma causa
Um jovem é um ser imaculado por natureza, e por ser puro é inimputável. Continue lendo “Meu reino por uma causa”
Más notícias do país de Dilma (27)
Agora vai: o novo ministro do Esporte chegou com uma idéia na cabeça. Quer que a Fifa reserve uma parcela dos ingressos da Copa de 2014 para indígenas e beneficiários do Bolsa Família. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (27)”
Voltei à cachaça
Nas férias de outubro, voltei à cachaça.
A frase é a mais pura expressão da verdade, embora seja necessário dar duas explicações. Continue lendo “Voltei à cachaça”
“Eu não sabia”
Como passe de mágica, uma proposta para anistiar mensaleiros cassados apareceu na pauta da sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, presidida João Paulo Cunha (PT-SP), ele próprio um mensaleiro. Surgiu assim, do nada, de repente. E só não deu certo porque mais uma vez a imprensa, essa estraga prazeres, agiu a tempo.
A morte manda lembranças
Eu aprendi a gostar de Getúlio Macedo, sempre presente nas assembléias e nas festas dos compositores. Eis que chegou sua hora, como é inevitável: ele morreu no mês de outubro. Continue lendo “A morte manda lembranças”
Na Amazônia, ao natural
Programa de índio, na Amazônia, é você viver como um deles, nem que seja por alguns minutos. A sensação gostosa de se integrar à Natureza de um jeito inteiramente natural, ou seja, nu. Continue lendo “Na Amazônia, ao natural”
A voz de Cary Grant
Entra pelos ouvidos. Mas quando não entra por um e sai pelo outro, para onde é que vai a voz de quem fala connosco?
A voz de Cary Grant, quero é falar da voz de Cary Grant. Continue lendo “A voz de Cary Grant”
Um novo sotaque no 50 Anos
O 50 Anos de Textos está ganhando um novo colaborador – e, com ele, um novo sotaque. Aqui já havia o sotaque mineiro de seis dos autores (embora só um dos seis viva hoje nas Minas Gerais, os outros cinco tendo saído, confirmando a velha tese de que Minas exporta mineiros e minérios), o paulista de cinco, o paraense de um e até um leve remanescente da Itália da origem de um. Continue lendo “Um novo sotaque no 50 Anos”
Manuel era um morto
Quando conheci Manuel S. Fonseca ele era um morto e nada me indicou o bem querer que chegaria. Idades, amigos, hábitos, afazeres, nacionalidades diferentes. Continue lendo “Manuel era um morto”
Os lírios do campo
Quem semeia ventos não colhe exatamente lírios do campo. Continue lendo “Os lírios do campo”
Más notícias do país de Dilma (26)
“É muito difícil para qualquer governo, por mais esforço que faça, ter uma equipe de ministros tão horrorosa quanto a que foi escolhida pela presidente Dilma Rousseff.” Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (26)”
Tiradentes. Ou: Minas há, sim, e maravilhosa
Tiradentes é, provavelmente, um dos únicos lugares do Brasil que não piorou, não degringolou, não se horrorificou ao longo do meu tempo de vida.
Ao contrário, muito ao contrário, Tiradentes melhorou ao longo das últimas décadas.
Continue lendo “Tiradentes. Ou: Minas há, sim, e maravilhosa”
O Brasil dos sem-Copa
Corrupção para todos os lados que se olhe. Regime de Contratação Diferenciado, que colide frontalmente com a lei 8.666, baliza para as licitações públicas, isenção total de impostos para gente da Fifa, fornecedores e cupinchas, e agora, dinheiro do FGTS, da conta do trabalhador, para bancar obras. Continue lendo “O Brasil dos sem-Copa”
Sonho brasileiro
Quase nove da noite, chuvinha chata – ir pra casa, nem pensar –, converso com o porteiro do prédio em que trabalho.
O sotaque nordestino me conta que seu dono acalenta um sonho antigo, nascido há tempos, antes de vir pro sul. Continue lendo “Sonho brasileiro”

