Era uma vez uma formiguinha que saiu pra passear, andou, andou, andou, despencou. Isso é cantado enquanto um dedo matreiro vai fazendo cócegas na criança, que quase se desmancha e rola de rir. Pode ser assim, simples, o jeito de levar a vida. Não é mania atual, sempre houve, mas como está ocorrendo agora, no presente, fico alarmado com o excesso de complicação no falar, no agir e no pensar de tanta gente. Continue lendo “Uma formiguinha”
Os profissionais
Distraio os nervos: será Vítor Gaspar o herói moderno? O herói antigo era Hércules. Tinha a lúdica argúcia de um Ulisses. Há um século, o herói era cinematográfico e vinha com a abnegação de um John Wayne. Por vezes, disfarçava o idealismo com o cínico desinteresse de um Humphrey Bogart. Continue lendo “Os profissionais”
Niemeyer, o cacete. Brasília é obra de Lúcio Costa
O Google faz uma homenagem a Oscar Niemeyer – como em outras datas importantes, substitui o seu logo por um desenho alusivo àquele dia. Está lá, então: “52º aniversário de Brasília. Desenhos de Oscar Niemeyer”. Continue lendo “Niemeyer, o cacete. Brasília é obra de Lúcio Costa”
A CPI que todos aplaudem e o PMDB agradece
Por alguns meses, vamos ter que aprender a pronunciar o nome Cavendish, a ouvir gravações inconvenientes de diálogos inconvenientes entre o contraventor e seus clientes políticos, e ver a troca de bolas de lama entre os defensores do governo e da oposição. Continue lendo “A CPI que todos aplaudem e o PMDB agradece”
Más notícias do país de Dilma (48)
Como se não bastassem a incompetência, a inoperância do Executivo, e o baixo nível e os seguidos escândalos do Legislativo, interessado apenas em garantir benesses para seus membros, o Judiciário – representado por sua mais alta Corte – resolveu dar uma ajudazinha na desmoralização dos poderes da República. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (48)”
O esplendor dos filmes japoneses na Liberdade
Uma menina de quatro anos ia ao cinema, sem saber o que era cinema. O grande carro preto importado – o táxi – partia da Rua da Cantareira, onde a família morava e trabalhava. No banco da frente, o pai, de terno e gravata. Atrás, bem penteadas e vestidas, a mãe e as duas irmãs. Continue lendo “O esplendor dos filmes japoneses na Liberdade”
Cachoeira dá as cartas
O bicheiro Carlos Cachoeira, meliante conhecido, pródigo em distribuir e colher benefícios suspeitos entre gente de todos os partidos políticos e em todas as searas da República, é mesmo fenomenal. Um gênio. Continue lendo “Cachoeira dá as cartas”
O país não é uma igreja
O domingo deveria ser de descanso, de repouso dos guerreiros. Depois de trabalhar toda a semana, o cidadão imagina poder se entregar aos braços de Morfeu, sem culpa. Ficar igual celular, quando é ligado, procurando rede. Continue lendo “O país não é uma igreja”
O Bem e o Mal
O pai morrera e ele nunca mais almoçava. O caixão era paupérrimo, uma coisa dickensiana ao lado da qual caminhava a aflita dor da mãe. O futuro Charlot vinha atrás da urna do pai e do pranto da mãe. Para distrair a fome, ia mimando, caricatural, o sofrimento materno. Continue lendo “O Bem e o Mal”
O que afinal o senhor Rui Falcão pensa dos brasileiros?
Fiquei injuriada com o vídeo do presidente do PT. Sei que foi para uso interno, mas como ele conclama a sociedade organizada, partidos políticos, centrais sindicais, movimentos populares, a se mobilizarem para neutralizar a operação destinada a abafar a CPI do Demóstenes, creio que ele pretendia o que conseguiu: que sua peroração fosse ouvida fora do âmbito do PT. E aí ele nos dá o direito de responder. É o que faço agora. Continue lendo “O que afinal o senhor Rui Falcão pensa dos brasileiros?”
A cachaça de Dilma e o bourbon de Obama
Em volta de uma garrafa de Velho Barreiro, que ao contrário do que andaram dizendo não era cravejada de diamantes e nem custava mais de 200 mil reais, a presidente Dilma e o presidente Obama deixaram as relações Brasil- Estados Unidos no mesmo banho-maria em que vêm cozinhando nos últimos anos. Continue lendo “A cachaça de Dilma e o bourbon de Obama”
Más notícias do país de Dilma (47)
Um governo incompetente não se faz apenas besteiras grandiosas, ciclópicas, como a insistência no trem-bala e em Belo Monte, para ficar apenas em dois exemplos. A incompetência se faz também em imbecilidades que parecem pequeninas, como a insistência de Dilma Rousseff em ser chamada de presidenta. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (47)”
Cadê seu pai, vô?
Um no colo do outro, avô e neto conversam. Continue lendo “Cadê seu pai, vô?”
Lascas da mesa no uísque
O gostinho. Estilo de vida está no gostinho. Peguei o avião para a Suíça, essa banalidade. Hoje tem gente pegando avião só para comprar chocolate. Minha viagem tinha destino mais definido. Continue lendo “Lascas da mesa no uísque”
A energia de Dilma
Exibida na TV no horário eleitoral de 2010, a cena de Dilma Rousseff no Parque Eólico de Osório (RS), com pás brancas gigantes girando o futuro, era auspiciosa. Continue lendo “A energia de Dilma”

