Drauzio Varela escreveu um texto em que fala de pesquisas de universidades que buscam comprovar que, quando em uma cultura não há submissão das mulheres, a possibilidade de guerras e violência diminui muito. São estudos que varrem a história das humanidade. Eu, sem ser senhor de nenhuma delas, vivo cercado de mulheres. Continue lendo “Mulher”
A impotência de Deus

Todo o cientista é um cineasta frustrado. Sobretudo os físicos do CERN que andam agora a fazer a repérage de Deus. O cinema também não se cansa de O procurar. Continue lendo “A impotência de Deus”
Uma CPI sem passado e sem futuro
Odair Cunha nasceu em Piedade, MG, Sul de Minas, formou-se em Direito em Varginha, tem 36 anos e foi eleito deputado federal pelo PT com mais de 160 mil votos. Continue lendo “Uma CPI sem passado e sem futuro”
Meus discos: See What Tomorrow Brings
O primeiro disco que comprei na vida foi See What Tomorrow Brings, de Peter, Paul and Mary.
O LP, o quinto do grupo, é de 1965, e comprei em junho de 1966.
Más notícias do país de Dilma (76)
É o governo do gogó. Fala, fala, fala. Fazer, não faz, não. Mas fala. Talvez por ter passado tanto tempo em palanque, o lulo-petismo, em vez de governar, continua no palanque. Como se ainda estivesse na oposição. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (76)”
garças e abutres chegados da terra do urubu-rei. capítulo 3
3. Os habitantes
Falei em garças e garras e bicos. Garças voam, é verdade. Mas garras e bicos é exagero literário. Não me lembro agora de um fato que me doa, que me assuste, que me apavore. Alguma coisa devia ser terrível, na ocasião, mas hoje não faz a mínima diferença. Continue lendo “garças e abutres chegados da terra do urubu-rei. capítulo 3”
A visita do mal
“Mas quando chegamos lá – eu não
quis ir em frente. E entrar na casa. Fiquei
com medo, e não sei por que, pois
nunca me ocorreu –, bem, uma coisa
assim nunca tinha ocorrido a ninguém”.
(A Sangue Frio, Truman Capote) Continue lendo “A visita do mal”
Toffoli e a bailarina
Com 44 anos, completados no dia 15 de novembro, José Antonio Dias Toffoli, o mais jovem ministro da Suprema Corte, sabe bem que para chegar ao topo é preciso dançar como toca a música. Continue lendo “Toffoli e a bailarina”
Fim de semana em Diamantina
Chovia, na estrada e na cidade. Voltar à terra em que passei parte importante da infância é sempre bom para mim. Ainda mais que a maioria das casas, das ruas e o cenário pouco mudaram, passados tantos anos. Continue lendo “Fim de semana em Diamantina”
Hitler sabia dançar
Posso imaginar um reflexivo Passos Coelho a passear numa doce alameda do seu jardim beneditino. E talvez Cavaco tenha um momento de paz entre os canteiros do jardim de buxo de Belém. O poder é solitário, ia jurar. Continue lendo “Hitler sabia dançar”
Canções de amor demais: Kate e Eric
Eric escreveu uma bela canção para Kate. Kate escreveu uma bela canção para Eric. Eric fez uma bela gravação de uma das mais maravilhosas canções de Kate. Não exatamente nessa ordem. Continue lendo “Canções de amor demais: Kate e Eric”
Muito discurso, pouca eficiência
Já foi o tempo em que governar era apenas abrir estradas.
Para ser mais preciso, foi há 92 anos que Washington Luis adotou esse lema em sua campanha presidencial. Continue lendo “Muito discurso, pouca eficiência”
Más notícias do país de Dilma (75)
Autocrítica é bom. Reconhecer erros, por ação ou omissão, é nobre. Mas não havia uma ponta de autocrítica no discurso em que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, definiu o sistema penitenciário brasileiro como medieval, desumano – para concluir que, entre ir para uma cadeia brasileira e morrer, preferia a morte. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (75)”
garças e abutres chegados da terra do urubu-rei. capítulo 2
2. A viagem
Havia muita luz ao redor. Parecia que estávamos num palácio de vidro. Não sei como chegamos ali porque eu já estou sentado, dentro do trem. Geraldo está perto de mim. Vejo pela janela que, do lado de fora, minha mãe chora. Continue lendo “garças e abutres chegados da terra do urubu-rei. capítulo 2”
Advertência: Jo Nesbø causa dependência
O escritor norueguês Jo Nesbø inicia a narrativa de O Redentor, seu romance de 2005, usando elipses e, logo em seguida, um formidável entrelaçamento de três ações paralelas, envolvendo diferentes personagens em cada uma delas. Continue lendo “Advertência: Jo Nesbø causa dependência”



