Na terça-feira 2 de abril, a jornalista Ateneia Feijó publicou no Blog do Noblat um excelente artigo onde diz: “Uma diretora de escola de ensino fundamental é xingada de vagabunda e socada no rosto por um aluno adolescente sem causar nenhuma indignação pública. É tragédia anunciada. Continue lendo “A tragédia já está aí”
Precocidade
Aconteceu num apartamento no bairro das Perdizes, em São Paulo. Continue lendo “Precocidade”
Compre, compre, compre, compre, compre…
Você quer vender, eu não quero comprar. Você tenta me laçar de todas as formas, só me incomoda. Você ocupa todos os espaços com sua propaganda, só me oprime. Continue lendo “Compre, compre, compre, compre, compre…”
República de gafanhotos
Demorou bem mais do que ela gostaria. Mas, finalmente, a presidente Dilma Rousseff vai conseguir montar o seu 39º Ministério, o da Micro e Pequena Empresa, impondo ao País um gasto adicional de R$ 7,9 milhões. Continue lendo “República de gafanhotos”
O amor cresce e se estabelece
Os meninos crescem e o amor segue seus passos. A cada dia uma novidade. Aquele finge que não sabe falar, mas entende tudo e, por conforto, prefere esperar que os adultos lhes mostrem os objetos. Continue lendo “O amor cresce e se estabelece”
O dedo grande do pé
“Eu hei-de mexer esse dedo!” Ainda ouço a voz do comandante “Spig”, deitado de borco numa cama de hospital. Fracturou a quinta vértebra cervical e a boca pequena dos médicos diz o que eles não lhe querem dizer. A paralisia bilateral não o voltará a deixar andar. Continue lendo “O dedo grande do pé”
Quem controla o controle?
Quanto riso, quanta alegria no partido de reguladores da mídia: exultam ao citar como exemplo as medidas que a Inglaterra tomou para domar seus tablóides amalucados. E, com o cinismo que os caracteriza, querem usar isso como exemplo de que países democráticos, sim, regulam a mídia e que quem resiste a medidas semelhantes no Brasil é um renitente reacionário. Continue lendo “Quem controla o controle?”
Más notícias do país de Dilma (92)
“Eu não vim pra explicar.
Vim pra confundir.”
(Abelardo Barbosa, o Chacrinha.)
Dilma tem seu lado Chacrinha. Claro, ela não tem nada do charme do velho guerreiro, mas, como ele, parece ter vindo para confundir, não para explicar. Ela fala num idioma esquisito, o dilmês – uma linguagem feita de anacolutos, de frases que não se completam, de afirmações que na verdade são negativas. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (92)”
garças e abutres chegados da terra do urubu-rei. capítulo 21
21. Escuridão e diarréia
Não tivesse nascido aquele deus e muita coisa desagradável não teria acontecido. Continue lendo “garças e abutres chegados da terra do urubu-rei. capítulo 21”
A viola rebelde de Fernando Sodré
Como Ney Matogrosso, que escolheu Juiz de Fora para fazer a pré-estréia do seu novo show (Atento aos sinais), o violeiro mineiro Fernando Sodré optou por Itamonte, também em Minas, para abrir sua temporada de shows de 2013. Continue lendo “A viola rebelde de Fernando Sodré”
A imprensa nas mãos de Lula
Pode-se fazer uma longa lista dos defeitos de Lula. Mas uma característica tem que ser reconhecida: o cara tem faro político. Como político, é bamba. É uma raposona felpuda. Não fica devendo nada aos grandes mestres do passado, Benedito Valadares, Tancredo Neves. Continue lendo “A imprensa nas mãos de Lula”
Navio perdendo a rota
Um poema
que não se entende
é digno de nota
a dignidade suprema
de um navio
perdendo a rota (Paulo Leminski)
Sempre achei uma tremenda tolice a tal da leitura dinâmica. Não dá, nem poderia dar certo porque a nossa língua não é das que se entregam com facilidade. Tem que ser cativada, seduzida, acarinhada, lida e relida, não pode ser vista assim de esguelha, da ponta esquerda da primeira linha até a ponta direita da última linha. Continue lendo “Navio perdendo a rota”
O dízimo
Guia de Dilma Rousseff na cerimônia de entronização e no encontro privado com o Papa Francisco, em uma viagem que ficará marcada pelo contraste entre a gastança da comitiva brasileira e a pregação pelos pobres feita pelo Pontífice, o ministro Gilberto Carvalho não se apoquenta. Nem quando quebra ou deixa quebrar, diante de seu nariz, símbolos de sua fé. Continue lendo “O dízimo”
Os faraós do nosso tempo
O caminho que leva ao cemitério de Diamantina se chama avenida da Saudade. Ali eu assisti ao maior funeral dos meus tempos de menino, o do padre diretor do Seminário. Continue lendo “Os faraós do nosso tempo”
A retaguarda europeia
A Europa não é só vanguarda. Também há uma retaguarda europeia. Em crónica anterior, contei os doze passos de Marilyn que revelavam redonda e inignorável parte dela e arrebatavam Tony Curtis, Jack Lemmon e um comboio, em Some Like it Hot. Recebi protestos e uma carta da Comissão Europeia. Continue lendo “A retaguarda europeia”



