Redução das punições a partidos e candidatos, regras de financiamento mais flexíveis para campanhas eleitorais, que permitem até doações de concessionários e permissionários de serviços públicos, propaganda paga na internet e – mais grave – restrições à fiscalização do Judiciário e do Ministério Público. Continue lendo “Bode gordo”
As sandálias da humildade
Um homem de branco passou por aqui falando manso ao coração de todos. Quando verdades e palavras justas são ditas não é preciso levantar a voz, pois todos os que desejam entender entenderão. Os ouvidos estiveram atentos durante a semana e espero que continuem por todo o tempo. Continue lendo “As sandálias da humildade”
Mistérios
A forma como são grafados os nomes das nações indígenas brasileiras é para mim um mistério denso, impenetrável. Continue lendo “Mistérios”
A noite mais escura é a noite do caçador
Do calor das cinco da tarde veio um riso de criança. Estou em Lisboa e a alegria irresponsável de uma gargalhada infantil interrompe-me a siesta andaluza. Julgava que já não havia crianças nas ruas de Portugal. Continue lendo “A noite mais escura é a noite do caçador”
Meus dedos e o Admirável Mundo Novo
Meus dedos são antigos. Não estão preparados para entrar no Admirável Mundo Novo.
Tive duas provas disso nos últimos dias. Continue lendo “Meus dedos e o Admirável Mundo Novo”
Cabral, Padilha e Merval
Antes que pensem que enlouqueci, adianto que Merval Pereira entrou aí por ter cunhado a frase perfeita para definir a dupla que cito no título: “Por insuficiência de conteúdo”, na análise que fez do governo Dilma, “não sobrou nada”. Continue lendo “Cabral, Padilha e Merval”
Onde está a Idade Média?
Nada pode ser mais simpático do que um papa que manda pôr “mais água no feijão” e que diz que “bota fé nos jovens”.
Esqueceram que Bergoglio é argentino, torce para o San Lorenzo de Almagro, e ele mesmo foi generoso em fechar uma imaginária negociação com os brasileiros: ele consentiu que, embora o papa seja argentino, Deus continua sendo brasileiro. Continue lendo “Onde está a Idade Média?”
Más notícias do país de Dilma (110)
É um governo do faz de conta, de fogos de artifício, de muito gogó, discurso, promessa e pouca ou quase nenhuma ação efetiva. Anuncia programas aos borbotões, sem qualquer planejamento. Anuncia projetos como um mágico tirando coelhos da cartola. É só ilusão, fumaça, espuma – não tem nada a ver com a prática, a realidade. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (110)”
Dilma deixa todo o Febeapá no chinelo
A presidente da República fez um discurso em que afirma que o Ceará inaugurou o Brasil. O Ceará foi onde o Brasil começou, disse ela. Continue lendo “Dilma deixa todo o Febeapá no chinelo”
Nem todos os santos
Descortês, impróprio e deselegante, o discurso da presidente Dilma Rousseff na recepção ao Papa Francisco parece ter tido o dedo do diabo, que, é bom lembrar, ela confessou que usará para se reeleger. Continue lendo “Nem todos os santos”
Harmonia
O que passou é passado e não há mais nada a fazer em relação a ele. É um pensamento simples, quase óbvio, mas pouco usado na prática. Não me canso de assistir a pessoas lamentando algo ocorrido, inertes diante do que não pode ser mais modificado. Continue lendo “Harmonia”
Um tipo meio aciganado, europeu
O tipo moreno, meio aciganado, ao volante do descapotável, virou-se para o amigo e disse-lhe: “Quando Jack Warner e Sam Goldwyn controlavam isto, Los Angeles era um lugar diferente”. Continue lendo “Um tipo meio aciganado, europeu”
Bota mais água no feijão
Francisco tem passado mensagens profundas com palavras simples, palavras do dia a dia, e nisso reside sua força. Será que alguém imagina a possibilidade de os recados claros do Papa não entrarem em nossas mentes? Continue lendo “Bota mais água no feijão”
Ao Papa, sem carinho
Enquanto o Papa humilde falava das coisas do espírito no seu discurso de chegada, com a simplicidade do poverello di Assisi que inspirou a escolha de seu nome, a presidente Dilma discorria longamente sobre os rios de leite e mel que começaram a escorrer pelo Brasil durante os dez anos de governo de seu partido. Continue lendo “Ao Papa, sem carinho”
Más notícias do país de Dilma (109)
Faz dois anos e meio que a presidente Dilma Rousseff vem dando seguidas mostras de que a imagem que os marqueteiros criaram para ela, de gerentona competente, é apenas isso: uma fantasia inventada pelos marqueteiros. Ao longo deste período, vem demonstrando que merece outros epítetos: arrogante, soberba, centralizadora, mandona, brava, nervosa, irritadiça, pavio-curto, sem jogo de cintura. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (109)”

