Feitiços delatados

Desde setembro de 2014, quando o juiz Sérgio Moro homologou a primeira delação premiada da Operação Lava Jato, a de Luccas Pace Júnior, assessor da doleira Nelma Kodama, todas as delações vêm a público, algumas até antes de serem oficializadas, protagonizando o escândalo da semana. Continue lendo “Feitiços delatados”

A São Silvestre de Temer

O presidente Michel Temer passa sebo nas canelas para correr sua meia maratona antes mesmo de os fundistas darem a largada na corrida mais tradicional do Brasil. O presidente reza para São Silvestre lhe dar fôlego para ultrapassar a barreira de chegada de uma prova muito mais de fundo: levar a transição em bons termos até 2018. Continue lendo “A São Silvestre de Temer”

Anélio

Anélio foi foca, logo depois repórter, copydesk, subeditor, editor, editor-executivo, editor-chefe, chefe de jornalismo. Fez a carreira toda, do iniciozinho, do zero, até o topo, no Jornal da Tarde. Já no topo, esteve na revista Afinal, na Rádio Eldorado, e finalmente no Estadão. Mas nunca deixou de ser repórter. Continue lendo “Anélio”

Marxismo-Marilynismo

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Ainda está vivo o moço que nos anos 60 foi entregar mercearias a um apartamento de Manhattan e a quem uma distraída mulher agarrada a um ruidoso aspirador disse: “Ponha aí.” De boca aberta, ele percebeu que era, e não podia ser, Marilyn Monroe. “É a Marilyn?”, perguntou-lhe. “Sim, às vezes sou eu. E tu quem és?” Continue lendo “Marxismo-Marilynismo”

Fora, ONU

Bilhões de dólares perdidos para a corrupção, dezenas de políticos delatados e até o presidente da República citado como beneficiário de caixa dois; Câmara que ameaça juízes e promotores, ministros do STF que se acham mais supremos do que a Corte, senadores que se consideram acima da lei. Continue lendo “Fora, ONU”

A “taxa de oxigênio”

Logo que li sobre os desmandos de Adriana Ancelmo e Sergio Cabral pensei num dos personagens mais bem desenhados da literatura francesa, o père Grandet, que o autor descreve como um homem com uma monomania: colecionar moedas e peças em ouro, amealhar, empilhar, tê-las sempre ao alcance da mão e dos olhos. Ele as guardava num gabinete ao lado de seu quarto, cuja chave só ele e sua filha tinham. Continue lendo “A “taxa de oxigênio””

O STF desfez o despropósito de Marco Aurélio

As redes sociais foram tsunamizadas por uma onda impressionante de indignação com a decisão tomada por 6 a 3 votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira, que exclui Renan Calheiros da linha sucessória do presidente da República, mas não força o Senado Federal a ter outro presidente. Continue lendo “O STF desfez o despropósito de Marco Aurélio”

A língua de Einstein

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Temos presente a mais e o tempo, este tempo, é um cárcere. Sou inábil e inepto para o explicar, mas sei que a seta do tempo não existe. O passado está sempre a irromper no presente e o futuro já aconteceu. Acordam-nos pela manhã os nossos mortos e já dormimos há muito tempo com o amor que ainda nem conhecemos. Continue lendo “A língua de Einstein”

As ruas gritaram. Só não ouve quem é doido

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Estava linda a Avenida Paulista neste domingo, 4 de dezembro. Como seguramente estava linda a Avenida Atlântica, a Praça da Liberdade, a Avenida Boa Viagem, a Esplanada dos Ministérios, para citar só as manifestações que já vi nas fotos do Rio, de Belo Horizonte, do Recife, de Brasília. A Paulista, isso posso garantir, estava uma beleza. Continue lendo “As ruas gritaram. Só não ouve quem é doido”

Bipolaridade demais, senso de menos

Política não é cartesiana. Nela, dois mais dois por vezes não somam quatro, e o antagonismo simplista é quase sempre um equívoco. Dizer isso em um planeta que tem preferido a grita (o nós x eles) à análise de fatos e à maturação de ideias beira o extemporâneo. Mas trata-se de prudência obrigatória, quanto mais diante de temas tão palpitantes quanto medidas para coibir a corrupção e o abuso de poder. Continue lendo “Bipolaridade demais, senso de menos”

Deus se lembrou que é brasileiro

Depois de uma tragédia estúpida e cruel como a de anteontem, quando perdemos 71 pessoas por falta de combustível, por descuido e imprudência! Depois de tanto chorar ao ler sobre os meninos da Chape e de acompanhar com o coração apertado as lindas homenagens ao querido time de Santa Catarina, Deus favoreceu o Brasil nos enviando esta quinta que, se não apaga nossa tristeza, ao menos alivia nossa dor. Continue lendo “Deus se lembrou que é brasileiro”

Educação em Cuba

Que fique claro: ditaduras não se justificam em nome dos avanços sociais e muito menos são pré-condição para tais conquistas. Não há, portanto, nenhum sentido em absolver Fidel Castro e o seu regime sob o pretexto de a revolução cubana ter promovido a “igualdade”. Continue lendo “Educação em Cuba”