É como se fosse reprise de um filme. Em toda eleição os candidatos prometem mundos e fundos, esquivando-se de assumir compromissos com medidas antipáticas, ainda que necessárias, várias delas, obrigatórias.
Cada pequeno gesto, cada grão de areia
Uma vez, uma moça bonita me disse que, muito tempo antes, eu a tinha visto, e tinha sido simpático com ela. Não me lembrava daquilo de jeito algum. Dias atrás aconteceu coisa parecida: uma moça disse que, tempos atrás, eu havia sido legal com ela. Continue lendo “Cada pequeno gesto, cada grão de areia”
Tom Hanks na São Silvestre de Luanda
Uma nota prévia. Quem me contou a lenda caluanda que subjaz a esta crónica foi o meu amigo Orlando C. Marques. Contou-a ele muito melhor do que eu a transformei em crónica. Por isso, advirto que o Triste resultado final só a mim me obriga.
A Folha de camionete, o Globo e o JB de Rural Willys
A Folha tinha uma frota de modernas camionetes Ford, para entregar os jornais. Mas algumas delas ficavam para a reportagem, com este nome pintado na lataria. Continue lendo “A Folha de camionete, o Globo e o JB de Rural Willys”
Fogo nas urnas
Tornar-se presidente da República ou melar as eleições. A tática de Lula de jogar mais gasolina na crise sem precedentes que arde no país tem um aliado na outra extremidade. Tanto o dono do PT quanto Jair Bolsonaro não têm qualquer disposição de aceitar o resultado das urnas caso sejam preteridos. Continue lendo “Fogo nas urnas”
Que fantástico talento para mentir tem o PT
Se o PT fosse tão competente para governar, administrar, quanto é para agitar e propagandear, mentir, falsear, escamotear a verdade, juro que eu seria um eleitor fiel e abnegado do partido. Continue lendo “Que fantástico talento para mentir tem o PT”
Brasil, um país ridículo
Dá tristeza, dá muita tristeza acompanhar os debates televisivos dos candidatos a presidente da República. Nem por isso pretendo deixar de assisti-los. Doendo ou não, precisamos saber quem são essas figuras que tudo prometem e para as quais tudo parece ter soluções miraculosas. Continue lendo “Brasil, um país ridículo”
Alguém tem uma bússola? Tô meio perdidão…
Tropas fardadas de camisetas vermelhas, portando inumeráveis bandeiras do MST, desfilam na Capital Federal sua intolerância e desrespeito às leis e a seus concidadãos. Continue lendo “Alguém tem uma bússola? Tô meio perdidão…”
Há 50 anos os tanques esmagaram a primavera
O dominicano Giordano Bruno confessou sua ingenuidade de pedir para “quem tem o poder mudar o poder” às vésperas de ser queimado na fogueira da Santa Inquisição. Continue lendo “Há 50 anos os tanques esmagaram a primavera”
Marina está grande
Marina está grande mesmo. Tem dado provas disso a cada dia, e deu várias nesta viagem de Dia dos Pais, a terceira consecutiva, essa coisa que já virou uma tradição, graças à mãe dela. Continue lendo “Marina está grande”
Troca de idéias
Assim a Band descreveu o que pretendia com seu debate de quinta à noite. Debate complicado, com muitos candidatos, perguntas e respostas controladas pelo relógio, alguns candidatos escolhidos para receber as perguntas de seus concorrentes acabam com maior visibilidade, outros acabam aparecendo muito pouco. Quase sempre, cá pra nós, merecem… Continue lendo “Troca de idéias”
Para não esquecer a materialidade dos crimes do PT
“O PT aposta que os brasileiros ou são todos néscios ou não têm memória. Segundo seu discurso palanqueiro, a grave crise que o País hoje enfrenta é resultado do que os petistas chamam de “golpe”, isto é, o impeachment da presidente Dilma Rousseff – embora qualquer pessoa minimamente bem informada saiba que a crise foi obra da tenebrosa gestão daquela senhora.” Continue lendo “Para não esquecer a materialidade dos crimes do PT”
Ordens da prisão
Como todo caudilho que se preza, Lula foi implacável com quem ousou contestar seu monopólio no campo da esquerda. Continue lendo “Ordens da prisão”
Idéia de Jerico, a Saga
Idéia de Jerico, a Saga – Parte 2. No último texto, contei sobre o prato de bateria que transformei em um cinzeiro de meio metro de diâmetro. Confesso, no entanto, que não acabou aí. Continue lendo “Idéia de Jerico, a Saga”
O sexo e o empurrão
Estão no Nimas e são filmes franceses. Os organizadores chamaram ao ciclo «Os Grandes Mestres» e balizaram-no com datas, a do Big Bang e a do Apocalipse, perdão, 1930, simbólica explosão do sonoro, e 1960, já a nouvelle vague fragmentava os hábitos narrativos e excluía do cinema o que a nova França ia excluindo da vida, a saber: a ingenuidade do quartier popular, a graça nonchalant do vígaro, os sonhos de ascensão social da costureira ou da criada, a sincera admiração da pequeno-burguesinha pelo descapotável novinho em folha com que um sedutor a tenta, o apetite inter-classista por uma sexualidade consentida, mas um bocadinho empurrada, como se, tal qual se engraxam sapatos, todos andassem, de escova e lubricidade, a puxar erótico brilho ao quotidiano. Continue lendo “O sexo e o empurrão”




