Com a posse de Milton Ribeiro, o primeiro grande desafio do novo ministro da Educação será reverter o ceticismo quanto à possibilidade da pasta voltar a ter um papel protagonista, após um ano e meio de omissão em questões vitais para o ensino público. Os descalabros das gestões Ricardo Velez e Abraham Weintraub, o episódio burlesco da indicação de Carlos Alberto Decotelli e a fritura de Renato Feder levaram a Educação ao portal do inferno de Dante: “abandonai todas as esperanças, oh vós que entrais”. Continue lendo “É possível conciliar fundamentalismo religioso e educação moderna?”
Aprender a ler
Ler não é apenas saber unir fonemas. O mais importante é compreender o que se está lendo. Alfabetizar é saber interpretar o que se lê. E é isso de que a escola brasileira mais necessita: ensinar o alfabetizando a saber interpretar, compreender o que está lendo. Continue lendo “Aprender a ler”
Educassão!
“A Educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo” – Nelson Mandela.
“Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido” – Sir Arthur Lewis.
“A boa educação é moeda de ouro. Em toda a parte tem valor” – Padre Antônio Vieira. Continue lendo “Educassão!”
A questão militar contemporânea
Os militares voltam a ter visibilidade e protagonismo na vida política nacional, depois de 35 anos dedicados exclusivamente às suas funções profissionais e constitucionais. Hoje já são quase 3 mil ocupando cargos no governo Jair Bolsonaro, sem contar os da reserva ou o grupo palaciano de generais em postos estratégicos. Continue lendo “A questão militar contemporânea”
Bilhetes digitais
Quem não se comunica se trumbica, dizia o Velho Guerreiro. Chacrinha estava certo quando apregoava o bordão. Mas no que dependesse dos meios de comunicação daqueles tempos não era fácil. Pegava-se folha de papel e caneta. Lançava-se a escrita e levava-se ao correio. Ou redigia na máquina de escrever… e depois, correio. Continue lendo “Bilhetes digitais”
A opção por não aprender
O Mitre gostava de contar de uma vez em que foi entrevistar Jânio Quadros, ali pelos anos 80, e perguntou para o ex-presidente, acho que antes de ele se eleger prefeito de São Paulo, “há quanto tempo atrás” havia acontecido tal evento. Continue lendo “A opção por não aprender”
Diplomacia em cacos
O reiterado descaso do presidente Jair Bolsonaro pela pandemia que já tirou a vida de mais de 70 mil brasileiros tem um rival quase imbatível: o desempenho do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, na dupla tarefa de desacreditar o vírus e o Brasil. Continue lendo “Diplomacia em cacos”
Marina à la D.W. Griffith
Marina hoje demonstrou que, como contadora-criadora de histórias, conhece bem a técnica das ações paralelas. Mas não foi só. Uma hora lá em que eu contei para ela – certo de estar falando algo absolutamente inédito, inaudito – que no começo todas as fotografias eram em preto-e-branco, e só depois passaram a ser coloridas, da mesma maneira que os filmes, os desenhos, a pequena me olhou com aquele olhar “caramba, vovô, mas como você é bobo, né?”, e disse: – “Eu sei, vovô!” Continue lendo “Marina à la D.W. Griffith”
Marina em dia de exagero
Marina é uma criatura doce e fofa, e isso não é novidade alguma – mas há dias em que ela excede, que nem diziam os anúncios da Shell na época em que Os Mutantes gravaram aquele jingle, Em que exagera, que nem o Cazuza. Nesta quinta-feira, na telenetada número 82, estava assim – excedendo, exagerando a doçura, a fofuce. Continue lendo “Marina em dia de exagero”
A quadratura dos dois círculos
Nonsense.
Cheguei a pensar em uma bicicleta com rodas quadradas, para não fazer feio diante das inovações do condomínio onde moro. A vida nesses amontoados de moradias feitas em série, empilhadas umas sobre as outras, é cheia de surpresas. Principalmente se tiver na gerência pessoa muito ativa. Ora, direis – mas isso é ótimo! Continue lendo “A quadratura dos dois círculos”
A gripezinha do capitão
Depois de anunciar a um grupelho (convidado) de jornalistas que seu teste para a Covid-19 dera positivo, o capitão, sorridente, tirou a máscara para que os profissionais da Imprensa pudessem ver como ele estava bem. Verdade, estava com ótimo aspecto, a gripezinha não estava minando suas forças. Continue lendo “A gripezinha do capitão”
Pegou ou não Pegou?
No quesito falta de credibilidade, Jair Bolsonaro está gabaritando em todas as declarações que tem dado sobre sua doença. Continue lendo “Pegou ou não Pegou?”
Isolado do mundo
No dia 24 de setembro 2019, Jair Bolsonaro desperdiçou uma oportunidade de ouro para se colocar em sintonia com o concerto das nações civilizadas. Estava no primeiro ano do seu mandato e abriria a Assembléia Geral da ONU, uma tradição que vem desde os tempos de Osvaldo Aranha. Havia enorme expectativa diante de seu discurso em virtude da divulgação de números que apontavam o avanço do desmatamento da Amazônia, fruto de atividades ilegais e das queimadas. Continue lendo “Isolado do mundo”
Jairzinho paz e amor é genocida igual ao de verdade
Dezenove dias depois da prisão de seu velho amigo Fabricio Queiroz, homiziado por um ano em imóvel de seu advogado Fred Wassef, e, não por coincidência, depois de dezenove dias em que esteve tentando demonstrar que vinha agora de farol baixo, de crina baixa, baixando a bola – pelo menos para os seus padrões de besta furiosa –, Jair Bolsonaro anuncia ao mundo que está infectado pela “gripezinha”. Continue lendo “Jairzinho paz e amor é genocida igual ao de verdade”
“Na brincadeira não existe coronavírus!”
Lá pelo meio da telenetada número 77, nesta sexta-feira, 3/7, mais de 100 dias de pandemia e quarentana, Marina estava brincando com a Alice, a recém-chegada garotinha das Barbies. Do lado de cá, a vovó colocou as Pollys na mesa – deitadas lado a lado, mas com boa distância entre uma e outra. Continue lendo ““Na brincadeira não existe coronavírus!””



