Sobre “Dalva e Herivelto”, Globo, liberdade de imprensa, MPB

A Rede Globo está prestando um serviço inestimável à cultura brasileira. A minissérie Dalva e Herivelto, Uma Canção de Amor, pelo que mostrou nos dois primeiros episódios (exibidos nos dias 4 e 5 de janeiro), é um monumento. Continue lendo “Sobre “Dalva e Herivelto”, Globo, liberdade de imprensa, MPB”

O Irã tem muito a ensinar ao pessoal da Confecom

A imprensa iraniana foi proibida de publicar fotos do grande aiatolá Hossein Ali Montazeri, nos dias que se seguiram à sua morte – ele morreu domingo, dia 20 de dezembro. Um dos últimos jornais de oposição ao governo ainda em circulação, o Andishe-no, foi fechado na segunda-feira, 21. Jornalistas estrangeiros foram proibidos de cobrir as cerimônias fúnebres na cidade sagrada de Qom. As redes de celulares e de internet foram interrompidas e os sinais de TV do exterior foram tirados do ar. Continue lendo “O Irã tem muito a ensinar ao pessoal da Confecom”

É espantoso, chocante: o Supremo legitima a censura

Sei, sei, sei: tem aquele axioma que diz que decisão do Supremo não se discute, se cumpre. E há as tecnicalidades jurídicas. O advogado referiu-se à alínea C do parágrafo 4, mas esse assunto deveria ser tratado na alínea Z do parágrafo 7, então seu pedido não vale, está negado – e páf, bate-se o martelo.

Tem tudo isso, e eu não sou jurista, sequer bacharel em Direito pela Faculdade de São José do Pito Acesso – mas a decisão do Supremo Tribunal Federal de manter a censura ao jornal O Estado de S. Paulo é, no mínimo, espantosa, chocante. Continue lendo “É espantoso, chocante: o Supremo legitima a censura”

Yo pisaré las calles nuevamente

Gostaria que o neto ou a neta que não sei se vou ter pudesse um dia – mesmo que velhinho, ou velhinha – caminhar por praças, avenidas, parques, ruas, com os nomes de Dora Kramer, Merval Pereira, Ricardo Noblat, Carlos Alberto Sardenberg, Miriam Leitão, Roberto Pompeu de Toledo, José Roberto Guzzo, Arnaldo Jabor. Continue lendo “Yo pisaré las calles nuevamente”

Porto Alegre, uma fascinante cidade onde não vale o que está escrito

Em Porto Alegre, ao contrário de no Brasil do jogo do bicho, não vale o que está escrito. E a maior atração da cidade é – como dizem a respeito da macheza da gente daquele estranho país ao Sul de Santa Catarina – uma ficção. Ou, no mínimo, uma gigantesca dúvida. Continue lendo “Porto Alegre, uma fascinante cidade onde não vale o que está escrito”

A volta do dom divino que a fé em Alá calou

Se você ainda não ouviu, vá atrás de um disco chamado An Other Cup, de um tal de Yusuf. Esse sujeito é um dos dois maiores, melhores e mais profícuos criadores de melodias pop dos últimos 60 anos. Igual a ele, só Paul McCartney. Continue lendo “A volta do dom divino que a fé em Alá calou”

Seu Rona

Quarenta anos depois, me peguei pensando que aprendi coisas importantes com o Seu Rona.

Vojtech Rona. Nasceu na Hungria, veio para o Brasil na época da Guerra, creio, e se radicou em Curitiba. Era uma pessoa educadíssima, de imensa cultura geral; tinha lido muito, gostava de música erudita e era um grande entendido do assunto. Quando o conheci, em 1967, tinha 17 anos, e ele me parecia muito velho, como as pessoas que já passaram dos 50 parecem aos jovens. Continue lendo “Seu Rona”

Uma reportagem subjetiva sobre os anos de chumbo, piração e amor

Cada geração tem sua década, o conjunto dos anos em que era jovem e portanto seus sonhos eram tão fortes e poderosos que parecia ser possível realizá-los. A jornalista Lucy Dias teve a sorte grande (e, junto com ela, o terrível azar) de ter tido como sua a década de 70, aquela que, no Brasil, mais ainda que a de 60, mudou absolutamente tudo, ou quase tudo. Continue lendo “Uma reportagem subjetiva sobre os anos de chumbo, piração e amor”

Em dois personagens de Gregory Peck, uma lição de vida

Gregory Peck interpretou muitos personagens dignos, altivos, em sua belíssima carreira. Há o janota que parece covarde de Da Terra Nascem os Homens; o militar determinado de Os Canhões de Navarone; o advogado bom pai, bom marido, mas temeroso, de Círculo do Medo; o jornalista que leva a princesa Audrey Hepburn para seu apaertamento e não encosta nela porque ela estava sonadinha, de A Princesa e o Plebeu – e tantos outros. Mas dois deles, em especial, são extremamente marcantes. Continue lendo “Em dois personagens de Gregory Peck, uma lição de vida”

With all the clarity of dream (*)

O que foi pedido: A short love, horror or funny story, usando expressões como As flat as a pancake, As good as gold, As pretty as a picture, As quiet as a mouse, etc

 O que foi entregue:

 Instead of A short love, horror or funny story,

A short love, horror and (slightly) funny story Continue lendo “With all the clarity of dream (*)”