Réquiem para o socialismo do século XXI

A Venezuela foi a pátria-mãe do “socialismo do século 21”, assim como a União Soviética foi para o chamado “socialismo real”. Na primeira década deste século o teórico alemão Heinz Dieterich viu no governo de Hugo Chávez a confirmação do modelo que concebeu, pautado na “economia de equivalência”, na “democracia de massas” e “na democracia de base”; em contraposição à economia de mercado e à democracia representativa.  Continue lendo “Réquiem para o socialismo do século XXI”

Divisor de águas

A disputa presidencial vai esquentar e será inescapável aos presidenciáveis se posicionar sobre duas grandes questões que tendem a conformar os campos no grande embate nacional. O primeiro deles diz respeito ao modelo a ser seguido para o Brasil alcançar o crescimento sustentado e o segundo se refere ao enfrentamento da iniquidade social. Continue lendo “Divisor de águas”

A turma da carroceria

Leonel Brizola costumava dividir seus aliados entre os que iam na carroceria do seu caminhão e os privilegiados que tinham direito de ir na boléia. Esses eram os aliados históricos com os quais dizia ter afinidade ideológica. Os outros eram companheiros de viagem que poderiam ser espirrados do caminhão quando essa aliança fosse um estorvo. Continue lendo “A turma da carroceria”

Frente Ampla do Populismo

Pedro Parente tinha tudo para ser uma unanimidade nacional. Antes de sua gestão, a Petrobrás ocupava as páginas policiais. Parente herdou uma dívida de R$ 450 bilhões, a maior dívida corporativa do mundo no setor do petróleo. A estatal monopolista vinha de dois anos sucessivos de prejuízo e sua dívida era quase cinco vezes superior à sua geração de caixa quando o recomendável é que seja no máximo de duas vezes. Continue lendo “Frente Ampla do Populismo”

Ciro, paz e amor?

Escaldado por suas derrotas anteriores, Ciro Gomes procura dar copy-paste no “Lulinha, paz e amor”. É como se o espírito do Lula-2002 tivesse baixado no presidenciável do PDT, tal a semelhança entre a estratégia cirista e a de Lula na sua primeira vitória para presidente. Continue lendo “Ciro, paz e amor?”

Cara nova, roupa velha

Em Cuba os sobreviventes da geração da Sierra Maestra – da qual restaram as figuras legendárias de Raul Castro e Ramiro Valdez – dão lugar a uma nova nomenclatura formada no aparato do estado e do Partido Comunista. A face mais visível da troca de guarda é o novo presidente cubano, Miguel Dias-Canel, 58 anos, “eleito” pela Assembléia Nacional por 603 votos entre 604. Provavelmente, só ele se absteve na votação, um gesto de modéstia que Josef Stalin também praticava quando era eleito com 99,99% dos votos dos membros do soviete supremo. Continue lendo “Cara nova, roupa velha”