Com o fim do motim dos policiais do Ceará, o Brasil deveria aproveitar a oportunidade e mudar a forma displicente com que vem tratando as insubordinações que violam a Constituição, deixam a população indefesa e contribuem para o aumento de assassinatos no país. Há mais de 20 anos motins acontecem e pouco depois, para espanto da nação, os insubordinados são anistiados. Ora por iniciativa de governadores e Assembléias Legislativas, ora do Congresso Nacional e do presidente da República. Continue lendo “A morte de 241 pessoas não é normal”
Síndrome de McGovern
O favoritismo do senador e “socialista democrático” Bernie Sanders, a ser confirmado na super-terça de 3 de março – quando 14 estados americanos realizam ao mesmo tempo suas primárias -, está tirando o sono da cúpula do Partido Democrata. Depois de 48, os democratas podem ter um candidato mais de esquerda à Presidência dos Estados Unidos, a exemplo do que aconteceu em 1972, com a candidatura de George McGovern. O temor é que a história se repita. Continue lendo “Síndrome de McGovern”
Liberticidas
Das massas ao partido bolha
O ABC paulista tinha 250 mil metalúrgicos quando o Partido dos Trabalhadores foi criado em 10 de fevereiro de 1980. Naquela época carro tinha carburador, as indústrias se organizavam à base do modo fordista de produção e globalização era uma palavra desconhecida, assim como automação. Continue lendo “Das massas ao partido bolha”
Sem luz no fim do túnel
O presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Educação deveriam concentrar energias para enfrentar o desafio da Quarta Revolução Industrial, em que o conhecimento é o grande divisor de águas na batalha tecnológica. Continue lendo “Sem luz no fim do túnel”
O vírus que abala o mundo
A semana começou com dias difíceis para a economia mundial. As principais bolsas do planeta sofreram quedas expressivas em decorrência direta do avanço do coronavírus na China. Não apenas as bolsas desabaram, mas também o preço de diversas commodities como minério, petróleo e carne bovina. Continue lendo “O vírus que abala o mundo”
Desafio para poucos
Em sua guerra contra o “marxismo cultural”, Jair Bolsonaro sempre dobrou a aposta quando se viu emparedado. Exemplo mais emblemático foi a substituição de Ricardo Vélez Rodrigues por Abraham Weintraub. Em todos os embates no interior do governo o presidente pendeu para seu núcleo ideólogico, como aconteceu nas quedas de Gustavo Bebianno e do general Santos Cruz. Essa rotina foi interrompida com a degola de Roberto Alvim da Secretaria da Cultura e sua substituição pela atriz Regina Duarte. Continue lendo “Desafio para poucos”
A utopia capitalista
Segundo Karl Marx, o capitalismo guia-se pela lógica implacável do lucro e a desigualdade é inerente ao modo de produção. O axioma marxista parece se confirmar diante do avanço da desigualdade no planeta, mas não responde às transformações em curso. E começa a surgir um capitalismo de partes interessadas (stakeholders) para um mundo coeso e sustentável. Esse será o tema do Fórum Econômico Mundial, a ser realizado na próxima semana. Continue lendo “A utopia capitalista”
O Brasil tem muito a perder
O mundo vive hoje seu momento de maior tensão desde a crise dos mísseis de 1962. Estamos longe de uma terceira guerra mundial ou de um holocausto nuclear, mas nem por isso devem-se subestimar as consequências do ataque americano responsável pelo assassinato do general Qassim Suleimani, segundo homem do regime iraniano. Continue lendo “O Brasil tem muito a perder”
A direita negativa
A radicalização política no país fez emergir uma direita pré iluminismo, para a qual a fé está acima da razão. Em vez da liberdade, igualdade e fraternidade, valoriza a defesa da pátria, família e religião. Continue lendo “A direita negativa”
Entre a ideologia e o pragmatismo
Em um ano houve uma nítida mudança de rota na relação entre o governo Bolsonaro e a China. O presidente se elegeu dizendo que os chineses queriam comprar o Brasil e prometendo alinhamento automático com os Estados Unidos. O pragmatismo, contudo, falou mais alto, como evidenciaram a viagem ao país de Xi Jinping e o Brics-2019, realizado em Brasília. Continue lendo “Entre a ideologia e o pragmatismo”
Democracia sob tensão
A democracia está em baixa. Aqui e lá fora. Pesquisa realizada em 42 países com 36 mil entrevistas e coordenada pelo pesquisador francês Dominique Reyniê revela que podemos estar no limiar de uma nova era do autoritarismo, a exemplo do que aconteceu na década de 1930, quando países de ordenamento democrático entraram em crise, enquanto a Alemanha de Hitler e a União Soviética de Stálin deram grande salto econômico. Continue lendo “Democracia sob tensão”
A nova plumagem dos tucanos
Ainda que preste homenagens ao seu passado, o “novo PSDB” tem pouco a ver com o de sua fundação. Se na origem tinha uma forte preocupação social e de combate às desigualdades, questões próximas às da social-democracia européia, sua nova configuração está mais para a de um partido de direita situado no campo democrático. Continue lendo “A nova plumagem dos tucanos”
O Grande Irmão na sala de aula
Problemas não faltam na Educação brasileira: insuficiência na formação inicial e continuada dos professores, falta de foco na aprendizagem, evasão escolar, baixa qualidade do ensino. Continue lendo “O Grande Irmão na sala de aula”
O PT nunca errou e jamais errará
No século XI a Santa Madre Igreja publicou a obra Dictatus Papae sobre a infalibilidade papal. Em uma de suas passagens dizia “um papa nunca errou e nunca errará”. A doutrina foi oficialmente declarada como dogma, por Pio IX, em 1870, no Concílio Vaticano I, estendendo-a a todo episcopado pleno quando reunido em concílio ecumênico. Continue lendo “O PT nunca errou e jamais errará”
