Recentemente o presidente Jair Bolsonaro arbitrou por duas vezes em favor do ministro Paulo Guedes; com isso os liberais ganharam o primeiro round de uma disputa que está longe de se encerrar. O Pró Brasil – esboço de projeto intervencionista na economia, defendido pelos militares e pelo ministro do desenvolvimento regional, Rogério Marinho – não foi enterrado. Continue lendo “Liberais versus desenvolvimentistas, de novo”
Como perder a guerra
Quem erra na estratégia perde a guerra. O conceito militar explica muito bem as razões pelas quais o Brasil está sendo derrotado pelo coronavírus a ponto de o epicentro da pandemia se deslocar para o nosso país. O método adotado pelo presidente foi o de povoar as ruas, com a ideia de que os mais fortes se adaptariam à Covid-19 e seguiriam todos em frente, imunes e sem maiores problemas. Esqueceu de pensar no que aconteceria com os mais fracos, leia-se os mais pobres, os idosos e as pessoas com comorbidades. Continue lendo “Como perder a guerra”
Subversão da ordem
“O Congresso é hoje um poder que está comprometido, que se compõe de uma minoria de privilegiados. Aquele Congresso não dará mais nada ao povo brasileiro. Por que não transferir a decisão para o próprio povo brasileiro, fonte de todo o poder?” Continue lendo “Subversão da ordem”
Kit de sobrevivência
Bolsonaro entrou no modo “sobreviver é preciso”. Com o ministro do Supremo Celso de Mello autorizando abertura de inquérito contra ele, mais de 31 pedidos de impeachment na gaveta de Rodrigo Maia e podendo ser atingido ainda por outros dois inquéritos, o presidente partiu para reforçar a sua linha de defesa. Continue lendo “Kit de sobrevivência”
O calibre do perigo
A reação das instituições aos constantes ataques à democracia brasileira mudou de patamar. Dois fatos são indicadores desta situação. Continue lendo “O calibre do perigo”
O mundo pós-pandemia
Já há um grande debate sobre o redesenho da ordem mundial, quando a crise do coronavírus passar. Há projeções para todos os gostos. As mais catastrofistas vão do fim do capitalismo ao surgimento de um “comunismo redesenhado”, como avalia o filósofo esloveno Slavoj Žižek. Continue lendo “O mundo pós-pandemia”
Nau sem comando
Coesão, perseverança e equilíbrio são fatores fundamentais para o Brasil enfrentar a pandemia do coronavírus. Ao presidente competiria usar a autoridade que a Constituição lhe confere para liderar os brasileiros nessa dura travessia. A missão de comandar é indelegável, quanto mais em tempos de guerra. O Covid-19 pode provocar a morte de 110 mil brasileiros nos próximos meses e a recessão bate à nossa porta. O Brasil, portanto, não precisa que se instale uma crise de autoridade em um quadro tão dantesco. Continue lendo “Nau sem comando”
Covid-19 reinventa o Estado forte
A recessão mundial de grandes proporções que bate à porta da humanidade coloca o papel do Estado como essencial para responder a esse grande desafio. A rigor, ele é chamado a socorrer a economia em momentos de grave crise, como na Grande Depressão de 1929, nas Guerras Mundiais do século passado ou em outras crises sistêmicas. Continue lendo “Covid-19 reinventa o Estado forte”
Apóstolos da discórdia
Nas grandes crises cada governante mostra seu tamanho. Alguns se agigantam e outros se apequenam. Winston Churchill, um dos maiores estadistas do século passado, uniu os britânicos na Segunda Guerra Mundial ao não escamotear a gravidade da crise e oferecer apenas “sangue, suor e lágrimas”. Emmanuel Macron adotou postura semelhante com seu discurso “Estamos em Guerra”. O presidente francês está unindo seu povo em uma batalha que será dura e prolongada. Continue lendo “Apóstolos da discórdia”
Reformas já
O coronavírus e a nova crise do petróleo pegaram de surpresa o governo e sua equipe econômica. Diante do tsunami em armação, o ministro Paulo Guedes deu uma de Pollyanna: “o mundo está desacelerando e o Brasil reacelerando”. Continue lendo “Reformas já”
A morte de 241 pessoas não é normal
Com o fim do motim dos policiais do Ceará, o Brasil deveria aproveitar a oportunidade e mudar a forma displicente com que vem tratando as insubordinações que violam a Constituição, deixam a população indefesa e contribuem para o aumento de assassinatos no país. Há mais de 20 anos motins acontecem e pouco depois, para espanto da nação, os insubordinados são anistiados. Ora por iniciativa de governadores e Assembléias Legislativas, ora do Congresso Nacional e do presidente da República. Continue lendo “A morte de 241 pessoas não é normal”
Síndrome de McGovern
O favoritismo do senador e “socialista democrático” Bernie Sanders, a ser confirmado na super-terça de 3 de março – quando 14 estados americanos realizam ao mesmo tempo suas primárias -, está tirando o sono da cúpula do Partido Democrata. Depois de 48, os democratas podem ter um candidato mais de esquerda à Presidência dos Estados Unidos, a exemplo do que aconteceu em 1972, com a candidatura de George McGovern. O temor é que a história se repita. Continue lendo “Síndrome de McGovern”
Liberticidas
Das massas ao partido bolha
O ABC paulista tinha 250 mil metalúrgicos quando o Partido dos Trabalhadores foi criado em 10 de fevereiro de 1980. Naquela época carro tinha carburador, as indústrias se organizavam à base do modo fordista de produção e globalização era uma palavra desconhecida, assim como automação. Continue lendo “Das massas ao partido bolha”
Sem luz no fim do túnel
O presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Educação deveriam concentrar energias para enfrentar o desafio da Quarta Revolução Industrial, em que o conhecimento é o grande divisor de águas na batalha tecnológica. Continue lendo “Sem luz no fim do túnel”
