Livrar o Brasil de Bolsonaro (10)

Tudo, absolutamente tudo o que o desgoverno Bolsonaro faz é nocivo ao Brasil e aos brasileiros. Sim, a luta incessante contra a democracia e as instituições republicanas – como essa absurda batalha contra as urnas eletrônicas e a Justiça Eleitoral como um todo – é o pior de tudo. Mas a cada semana, a cada dia, os jornais e as emissoras de TV independentes noticiam novos horrores.   

Só nestas quarta e quinta-feiras, 11 e 12/4, os jornais publicaram notícias apavorantes – na economia, na área ambiental, na administração da máquina pública, na destruição da máquina pública.

Selecionei cinco:

* A inflação medida pelo IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, ficou em 1,06% no mês de abril. É a maior inflação em um mês de abril desde 1996 (quando chegou a 1,26%). No acumulado de 12 meses, o IPCA chega a 12,13%, o maior índice acumulado desde outubro de 2003, quando chegou a 13,98%. Só nos quatro primeiros meses o IPCA já acumula uma alta de 4,29%, superando o centro da meta de inflação – de 3,5% – estabelecida para o ano inteiro.

Claro: nem toda a inflação é por culpa do desgoverno Bolsonaro. Mas boa parte é, sim, de absoluta responsabilidade dele. “A questão mais preocupante é que o país pode estar contratando agora a elevação de preços de amanhã”, escreveu Míriam Leitão em sua coluna em O Globo desta quinta-feira, 12/5.

E ela explica: “O governo alimenta a inflação futura com aumento de gastos, concessões a lobbies e crise institucional criada pelo presidente, Têm sido tomadas decisões estranhas e inflacionárias. No setor elétrico, o que as fontes comentam o tempo todo é a maluquice que ocorre no setor de gás. Para beneficiar um empresário o governo está tomando decisões que vão custar caro ao Brasil por vários anos.”

* Menos de um mês depois que assumiu a presidência da Petrobrás o terceiro indicado para o posto por Jair Bolsonaro, José Mauro Ferreira Coelho, em substituição ao general Joaquim Silva e Luna, foi demitido o ministro das Minas e Energias, o almirante Bento Albuquerque. Não é notícia boa a demissão do almirante. Como mostra o editorial do Globo desta quinta-feira, o agora ex-ministro tinha boas posições: defendia atual política de preços da Petrobrás, estabelecida durante o governo Michel Temer, quando Pedro Parente iniciou o saneamento da empresa que o desgoverno Dilma Rousseff havia transformado na maior devedora do mundo (US$ 100 bilhões!). Atacava iniciativas do Congresso para congelar a conta de luz ou destinar uma fortuna absurda para a construção dos tais gasodutos citados por Miriam Leitão em seu artigo, que serviriam para beneficiar o empresário Carlos Suárez – um escândalo gigantesco.

E então o que temos é que sai do Ministério das Minas e Energia um almirante que defendia boas posições, e entra um tal de Adolfo Sachsida, um economista que é “bolsonarista canino”, na definição do editorial de O Globo.

Sempre que muda um ministro no desgoverno Bolsonaro é para piorar.

* O novo ministro, esse aí “bolsonarista canino”, veio de cara falando em privatização da Petrobrás. Ora, meu Deus do céu e também da Terra, o desgoverno Bolsonaro falar em privatização da Petrobrás é o papo mais furado do mundo, da galáxia, do universo inteiro. Conversa pra boi dormir. Óbvia tentativa de desviar o foco do noticiário dos problemas que importam.

Esse desgoverno não conseguiu privatizar nada, nadica, neca de pitibiribas ao longo de três anos e quatro meses de absoluta incompetência em todas as áreas. Como é que conseguiria fazer avançar – ainda que fosse um único milímetro – o processo de venda da maior empresa brasileira, uma das maiores do mundo?

No programa Em Pauta da GloboNews desta quinta-feira, 12/5, os jornalistas Eliane Cantanhêde e Carlos Alberto Sardenberg levantaram diversos argumentos sólidos para demonstrar que essa coisa de privatização da Petrobrás não passa disso – papo furado para desviar as atenções. E questionaram: mesmo que por um absoluto milagre o governo conseguisse transpor os imensos obstáculos à privatização da maior empresa brasileira nestes sete meses e meio que lhe restam, quem iria comprar?

Besteira. Melhor não perder tempo com essa bobagem.

* O garimpo ilegal – que tem todo o apoio, sem disfarces, do desgoverno Bolsonaro – usa ao menos 277 pistas de pouso clandestino dentro das terras dos índios ianomâmis.

A informação, revelada em reportagem do Globo desta quinta-feira, assinada por Bruno Arbud, é tão absurda, tão esotérica, tão inacreditável, que me vejo obrigado a repetir, com pontos de exclamação, algo que o bom jornalismo manda evitar:

Há pelo menos 277 pistas de pouso clandestinas dentro do território ianomâmi!!!

Transcrevo os dois primeiros parágrafos da reportagem. (A íntegra está aqui. )

“O número de pistas de pouso clandestinas e clareiras abertas para a aterrissagem de helicópteros usados pelo garimpo dentro da terra indígena Ianomâmi, em Roraima, aumentou exponencialmente durante o governo de Jair Bolsonaro, de acordo com documentos obtidos por O Globo. Um grupo de deputados e senadores embarcou ontem (quarta, 11/5) para Boa Vista, capital do estado, para se reunir com autoridades locais e verificar em que situação se encontram os índios da região, depois que entidades de defesa da causa indígena denunciaram episódios de violência e maus tratos àquele povo.

“O Ibama mapeou 277 pontos clandestinos de pousos e decolagens espalhados por toda a extensão do território Ianomâmi. Relatórios sigilosos produzidos pela Coordenação-Geral de Índios Isolados e de Recente Contato da Fundação Nacional do Índio (Funai), aos quais a reportagem teve acesso, dão a medida de quanto o problema é crescente. De acordo com o documento, em 2019 havia três pistas de pouso e 14 helipontos improvisados ao longo do rio Mucajaí, um dos principais pontos de garimpo na terra indígena. No fim do ano passado, porém, uma operação da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça identificou 87 espaços de pouso de aeronaves na mesma região.”

* O desgoverno Bolsonaro conseguiu, de fato, interferir politicamente na Polícia Federal, essa instituição republicana que deveria, pelo que manda a Constituição, ser absolutamente imune às pressões dos governantes de plantão. As comprovações de que a autonomia da PF foi pro brejo não param de pingar sobre nossas cabeças. Volta e meia são afastados de seus cargos os bons policiais federais que investigam as muitas pontas podres das atividades da famiglia Bolsonaro.,

Eis o que informa a Coluna do Estadão desta quinta-feira:

“O delegado Hugo de Barros Correa, que foi superintendente da Polícia Federal no DF, agora é o responsável pela implementação interna do plano de saúde. Ele despencou do cargo depois de mexer em vespeiros, como o inquérito que investiga Jair Renan, o filho 04, e o das fake news.”

Isso é um absoluto absurdo. Um crime inominável. Meu Deus do céu e também da Terra, cadê os políticos de oposição?

Este décimo volume da série “Livrar o Brasil de Bolsonaro” reúne abaixo o artigo já citado de Míriam Leitão, o editorial também já citado do Globo e ainda o excelente editorial de O Estado de S. Paulo da segunda-feira, 9/5, intitulado “A parte da elite que apoia o atraso”. (Sérgio Vaz)

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Inflação presente e o risco futuro

Por Míriam Leitão, O Globo, 12/5/2022.

O problema não é apenas a inflação de agora, mas o processo inflacionário à frente. O índice de abril foi horroroso, o pior para o mês desde 1996 e o acumulado chegou a 12,13%. O governo tem tomado decisões que podem manter a inflação alta por muito mais tempo que este mandato. De imediato, haverá oscilação pra baixo. Maio será um mês de refresco nessa fornalha que tem atingido os índices. Tanto o IPCA-15 quanto o IPCA vão trazer números baixos. Mas a questão mais preocupante é que o país pode estar contratando agora a elevação de preços de amanhã.

Quem alertou para isso foi Ana Paula Vescovi, economista-chefe do Santander Brasil. Ela fez parte da equipe que, no governo Michel Temer, derrubou a inflação de dois dígitos para o centro da meta. Difícil repetir o feito. O mundo não está ajudando e há muitas escolhas erradas sendo feitas neste momento, como o aumento forte das despesas.

— Este ano o gasto primário está aumentando 5%, já descontada a inflação. Uma despesa de 5% real maior do que no ano passado. Isso não vai ceder de uma hora para outra. Todos os componentes presentes na inflação atual estão elevando a inércia e esse quadro fiscal é um desses componentes — disse Ana Paula em uma entrevista que me concedeu na Globonews.

Há fatores que são transitórios e são eles que farão um mês de maio muito melhor do que o de abril. Luis Otávio Leal, economista-chefe do Banco Alfa, me disse que os preços dos produtos in natura devem cair.

— Uma análise de 22 anos mostra que só em dois anos esses preços não tiveram queda em maio. São hortaliças, verduras, tubérculos, raízes, legumes, frutas e ovos. Esse grupo no mês de abril subiu 2,49% e fechou o primeiro quadrimestre em 27,67% de alta — explicou.

Em maio deve ceder. Haverá ainda o impacto da eliminação da tarifa extra de energia, que já ajudou um pouco em abril, mas afetará mais o índice de maio. Então, o mês que estamos vivendo terá bons números.

É o que acredita também o economista Luiz Roberto Cunha, da PUC do Rio. Ele projeta 0,35%. Não será tão baixo nos meses seguintes. Os economistas, em geral, projetam número abaixo de 10% para o fechamento do ano, mas o índice só cairá abaixo de 10% em setembro, ou seja, teremos um ano de inflação de dois dígitos.

Os próprios economistas brincam com o fato de que suas previsões de pico da inflação têm sido derrubadas pelos fatos. “É o pico móvel”, diz Leal. Mas quedas eventuais aliviam e não resolvem o problema. E não adianta coisa alguma esse espetaculoso corte de cabeças na área energética executado por Bolsonaro. Ele derrubou ontem o ministro das Minas e Energia, depois de duas demissões na presidência da Petrobras. Faz isso como truque, para usar no palanque. Da mesma forma é bravata o novo ministro Adolfo Sachsida falar em privatização da Petrobras, a menos de cinco meses das eleições, depois de um mandato que nada realizou nessa área.

O que tem acontecido de real é que o governo alimenta a inflação futura com aumento de gastos, concessões a lobbies e crise institucional criada pelo presidente. Têm sido tomadas decisões estranhas e inflacionárias. No setor elétrico, o que as fontes comentam o tempo todo é a maluquice que ocorre no setor de gás.

Para beneficiar um empresário o governo está tomando decisões que vão custar caro ao Brasil por vários anos. O jabuti que o Congresso prepara para a construção dos gasodutos é uma história cercada de erros desde o início. A partir dos anos 90, o empresário Carlos Suárez conquistou o direito de ser distribuidor exclusivo de gás em vários estados do país, em parceria com a União e governos estaduais. Nos estados onde não há gás, as suas concessões e empresas não têm valor, porque simplesmente não operam. Por isso, ele tenta viabilizar esses projetos. Se os gasodutos forem construídos, suas empresas irão se valorizar.

No projeto da Eletrobras foram enfiados os jabutis prevendo a construção de termelétricas longe dos centros produtores. Agora o proposta é garantir a construção do gasoduto. O custo pode chegar a R$ 100 bilhões. Quem pagará será o consumidor ou o contribuinte. E depois certamente virá o jabuti das linhas de transmissões. Em resumo, este governo não satisfeito em alimentar a inflação de hoje, planta a inflação futura. E o passado nos ensina a não conviver com esse risco. (Com Alvaro Gribel, de São Paulo)

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Planalto quer uma Petrobras igual à estatal venezuelana

Editorial, O Globo, 11/5/2022

O motivo para a troca de comando no Ministério de Minas e Energia não é surpresa. A pasta tem influência sobre duas variáveis que têm sido críticas para segurar a popularidade — e o projeto eleitoral — do presidente Jair Bolsonaro: a alta dos combustíveis e a alta da energia. Em desafio ao interesse de Bolsonaro, o almirante e agora ex-ministro Bento Albuquerque defendia a política de preços da Petrobras e atacava iniciativas do Congresso para congelar a conta de luz ou destinar recursos a gasodutos.

Albuquerque foi o bode expiatório para o candidato que, mesmo tendo acabado de trocar o presidente da Petrobras, chamou o lucro da estatal de “um estupro, um absurdo”. O novo ministro, Adolfo Sachsida, é um economista liberal que também já criticou a tentativa de segurar os preços da gasolina e do diesel. Mas tem uma característica que o distingue de Albuquerque: é um bolsonarista canino. Foi o primeiro economista a se aproximar do presidente, antes mesmo de Paulo Guedes.

A sete meses do fim do mandato, não se sabe se Bolsonaro trocará de novo o presidente na Petrobras. Ele já dispensou do cargo Roberto Castello Branco e Joaquim Silva e Luna, por manterem a política de preços alinhados com as cotações internacionais. Nem bem assumiu, o novo presidente, José Mauro Ferreira Coelho, aumentou o diesel em 8,87% (terceiro reajuste do ano, num total de 47%). Não agradou.

O Planalto gostaria de implantar na Petrobras um modelo equivalente ao da PDVSA, estatal venezuelana posta a funcionar a serviço do chavismo e destroçada por Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Desde a gestão Pedro Parente, nomeado por Michel Temer em 2016, a Petrobras tenta, apesar das pressões do Congresso, adotar um modelo oposto, voltado ao mercado.

Parente recebera a estatal castigada pela manipulação de preços no governo Dilma Rousseff, responsável à época pela dívida mais alta do mundo (US$ 100 bilhões). A mudança de modelo e alta do petróleo equacionaram o problema. A Petrobras registrou lucro recorde de R$ 107 bilhões em 2021 e pagou mais de R$ 37 bilhões em dividendos ao Tesouro. No primeiro trimestre do ano, lucrou quase R$ 45 bilhões, gerando mais recursos ao governo na forma de dividendos e impostos.

Bolsonaro prefere ignorar essa parte da realidade. Também ignora que, quem quer que seja o ministro ou o presidente da estatal, será impossível intervir nela como no passado. O esquema de corrupção desbaratado pela Operação Lava-Jato foi uma das razões para a aprovação da nova Lei das Estatais em 2016, estabelecendo regras rígidas de governança e transparência. A própria Petrobras tornou sua gestão mais profissional. Ao sair, Luna e Silva afirmou que, pela lei, é impossível mudar a política de preços para satisfazer ao presidente da República.

A ideologia traz soluções fáceis a problemas intrincados. Sabe-se o que acontece toda vez que o Planalto intervém no mercado. Os efeitos não se restringem ao balanço da Petrobras. Apesar de a empresa ser autossuficiente em petróleo, 30% dos combustíveis são importados no Brasil. O resultado, ao primeiro sinal de congelamento político de preços, é o desabastecimento. Muito caminhoneiro bolsonarista ficaria sem diesel… Ajudaria se o presidente propusesse ideias para suavizar picos de preços sem desestruturar as finanças da Petrobras. Mas isso dá trabalho — e o obrigaria a descer do palanque.

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A parte da elite que apoia o atraso

Editorial, O Estado de S.Paulo, 9/5/2022

Desde as eleições de 2018, entrou na cena pública um escrete de folclóricos empresários bolsonaristas, tão histriônicos e incorrigíveis como o seu “mito”. Mas, às vésperas de novas eleições, segundo a colunista do Estado Adriana Fernandes, novas lideranças empresariais têm flertado com o apoio à reeleição de Jair Bolsonaro. Com assombrosa capacidade de abstração, elas excluem de seus cálculos a mistura de estagnação econômica, autoritarismo político, indigência administrativa, instabilidade institucional e degradação moral que é o governo Bolsonaro.

A psique infantil e insegura do presidente; as afrontas ao decoro e à liturgia do cargo; as relações obscuras com milicianos; a truculência no debate público; as crises institucionais artificiais; as calúnias ao sistema eleitoral e as ameaças de descumprir a vontade das urnas; a degradação da administração federal; o obscurantismo que asfixia a educação, a cultura e a ciência; a devastação do patrimônio ambiental; o nanismo diplomático que, oscilando entre a negligência geopolítica e os insultos a parceiros internacionais, resultou num descrédito sem precedentes; o escárnio pelas minorias; a sabotagem às medidas de contenção do vírus da covid-19 e à imunização, resultando em milhares de mortes evitáveis; o descompromisso com as reformas e privatizações, malgrado suas tonitruantes promessas eleitorais; o sequestro do Orçamento com os fisiologistas do Centrão e a deterioração das contas públicas; os indícios de corrupção na compra de vacinas, verbas escolares e licenças a criminosos ambientais; a captura da máquina pública para fins eleitoreiros; a predisposição a privilegiar interesses familiares sobre os corporativos, os corporativos sobre os de governo e os de governo sobre os de Estado – nenhuma dessas mostras de incompatibilidade com os deveres de um estadista parece pesar na intenção de voto desses empresários.

Tampouco os motiva a estratégia do “voto útil” contra o suposto “mal maior”, questionável, mas compreensível, ante a ameaça do mandarinato lulopetista de recobrar o poder e restabelecer seu desenvolvimentismo irresponsável, sua hostilidade ao livre mercado, os gastos descontrolados, o aparelhamento do Estado e a capilarização da corrupção, tendo como corolário o retrocesso socioeconômico.

Não, as razões são mais primárias e constrangedoras: uma mescla de egoísmo e credulidade.

Entusiasmados com uma momentânea melhora nos indicadores econômicos, afagados por benefícios, créditos e isenções sacados a golpes da caneta presidencial, encantados pelos gráficos fabricados no Ministério da Economia e pelas gesticulações do seu “superministro”, esses empresários parecem comprar um pacote de inovações “estruturais” prometidas para o próximo mandato.

A novidade não é a insensibilidade com o opróbrio da esmagadora maioria de seus conterrâneos, a fome, o desemprego, a inflação que corrói a renda das famílias pobres. Essa indiferença é moeda corrente em parte significativa das elites nacionais. O surpreendente é a ignorância em relação aos seus próprios interesses. Com tantos anos de experiência, essa parcela do empresariado parece que ainda não entendeu que os votos comprados pelo populismo hoje cobram juros escorchantes amanhã, seja pela fuga de capitais, escassez de investimentos públicos, deterioração do capital humano e degradação institucional, seja pelos demais ingredientes que alimentam a estagnação da economia, a incivilidade nas ruas ou a rapacidade das classes políticas.

Que esse engano é autoengano, ou seja, que ainda resta um laivo recôndito de preocupação republicana, depreende-se do relato da colunista Adriana Fernandes, segundo o qual “o apoio à reeleição é ainda envergonhado”.

Diversas vezes a elite empresarial e suas associações se manifestaram contra os desmandos de Bolsonaro na área ambiental, educacional, sanitária ou diplomática. É hora de se mobilizarem para expor tudo o que há de vergonhoso no voto de seus colegas seduzidos pelo canto desafinado da sereia bolsonarista. Se não for pelos interesses nacionais, que seja ao menos para preservar seus próprios interesses.

12/5/2022

Este post pertence à série de textos e compilações “Livrar o Brasil de Bolsonaro”.

A série não tem periodicidade fixa.

Para reagir aos crimes de Bolsonaro, o Senado poderia derrubar o lambedor-geral das bonitnas do capitão. (9)

Economia, saúde, educação, meio ambiente, tudo vai mal – mas Bolsonaro se ocupa é com a destruição da democracia. (8)

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