Mudei minha percepção sobre o Inelegível e futuro presidiário. Ele pensa. Pensa muito. Pensa até demais. E escreve tudo o que pensa. Tudinho. Nem Mark Twain ou James Joyce escreveram tanto. E, depois de escrever, imprime e guarda numa gaveta. Ou no celular. Deixa tudo lá. Deve ser para a Polícia Federal não ter o trabalho de procurar. Gentileza. Continue lendo “Gentileza”
Brasil e Estados Unidos: dois séculos de aproximação e o risco de ruptura
As relações entre Brasil e Estados Unidos atravessaram mais de dois séculos, combinando afinidades ideológicas, interesses estratégicos, trocas econômicas e culturais — mas também períodos de distanciamento, desconfiança e, mais recentemente, choques abertos. Desde o século XIX, a convivência entre as duas maiores potências do continente oscilou entre o pragmatismo diplomático e o idealismo político, sem nunca romper de modo irreversível. A história, no entanto, mostra que essa durabilidade não é garantida: parcerias sólidas também se corroem quando faltam previsibilidade, reciprocidade e visão estratégica. Continue lendo “Brasil e Estados Unidos: dois séculos de aproximação e o risco de ruptura”
O delírio do conspirador
O Brasil é uma ditadura comandada pelo supremo juiz Alexandre de Moraes, Jair Bolsonaro é vítima de perseguição política e Donald Trump é um estadista. Sandices desse porte dominam as falas do bolsonarismo e tendem a se tornar ainda mais delirantes com a proximidade do julgamento do ex por tentativa de golpe, marcado para ter início no dia 2 de setembro. Até lá, o filho Eduardo, deputado federal que abandonou o mandato para conspirar contra o Brasil nos Estados Unidos, continuará embalado no desatino de que pressões podem fazer o Judiciário recuar no processo contra o seu papai. Parece não ver que cada tiro que dá fura mais os seus pés. Continue lendo “O delírio do conspirador”
Fogo e Paixão!
Eita semaninha agitada esta.
Teve de tudo, mas o que causou, e ainda tá causando, o maior buxixo foi a exposição na mídia das fotos e vídeos do Dudu Bananinha de calcinha. Continue lendo “Fogo e Paixão!”
Latidos
Eles tiraram o esparadrapo da boca. Que pena! Deram-me um sossego por alguns dias, parece que foram só três, mas valeu! Não falo só daqueles que humilharam o Mottinha. Falo também dos cachorros dos meus vizinhos, golpistas ou não! Continue lendo “Latidos”
O Brasil em um mundo em transição
Ao longo do século XX os Estados Unidos foram o principal parceiro do Brasil, do ponto de vista comercial e geopolítico. Essa relação se acentuou após a II Guerra Mundial, da qual os EUA saíram como a principal potência econômica e militar do planeta. Nossas relações, apesar da assimetria de poder entre as duas nações, foi por décadas funcional: o Brasil buscava desenvolvimento econômico, segurança e inserção internacional; os EUA queriam estabilidade política e aliados firmes. Continue lendo “O Brasil em um mundo em transição”
Agora, a Índia
O Brasil não é mais o único país taxado com 50% pelo Napoleão de Hospício do Norte. Agora temos a companhia da Índia, com seu bilhão e meio de habitantes e muitas bombas atômicas em seu arsenal. Continue lendo “Agora, a Índia”
… Se Ficar o Bicho Crau!
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
Foi mais ou menos essa a situação em que ficou o ministro do Supremo Alexandre de Moraes nesta semana que passou, em relação à prisão do Bolsonaro. Continue lendo “… Se Ficar o Bicho Crau!”
Banditismo
Trump e a transição geopolítica
Desde o fim da II Guerra Mundial, os Estados Unidos assumiram um papel sem paralelo na história contemporânea: o de arquitetos e garantidores de uma ordem internacional baseada em instituições multilaterais, economia de mercado, segurança coletiva e valores liberais. Não se tratava apenas de poder militar ou hegemonia econômica — embora ambos fossem expressivos. Tratava-se, sobretudo, da capacidade de oferecer ao mundo um projeto, uma promessa de estabilidade e progresso. Continue lendo “Trump e a transição geopolítica”
E o tigre miou
O que era um presidente poderoso estendendo suas patas sobre o mundo inteiro virou um gatinho mimoso diante do Brasil. Disse que ia taxar 50% de tudo e, sem que ninguém pedisse, só taxou pouco mais de um terço dos produtos de exportação do Brasil para os EUA. O equivalente a 43% do valor exportado para lá. Continue lendo “E o tigre miou”
Família Buraco
Eduardo Bolsonaro nunca deixou de mostrar sua admiração pelos Estados Unidos, tanto que foi morar lá antes de virar político e se especializou em fritar hambúrguer. Continue lendo “Família Buraco”
Entre o palanque e a diplomacia
À medida que se aproxima o prazo final para a entrada em vigor do tarifaço imposto por Donald Trump — 1º de agosto —, o governo brasileiro revela um descompasso interno que fragiliza sua atuação internacional. A crise provocada pelas medidas protecionistas dos EUA revelou uma divisão tática de papéis: o discurso de Lula mobiliza sua base, enquanto ações diplomáticas e gestos pragmáticos — compartilhados por Alckmin e outros atores institucionais — procuram preservar canais de negociação. Continue lendo “Entre o palanque e a diplomacia”
E a taxação de 77% da Venezuela?
“Por que a besta quadrada de nove dedos está tão calada quanto a taxação de até 77% da Venezuela? Se fosse taxação do Trump, a besta estaria tirando a calcinha pelo pescoço?” Continue lendo “E a taxação de 77% da Venezuela?”
“Pensamento digitalizado”
Não é banal que alguém assuma, em juízo, a autoria de um crime. Muito menos planos para “neutralizar” os vencedores da eleição de 2022 e o magistrado tido como algoz do bolsonarismo. Interrogado na quinta-feira, o general da reserva Mário Fernandes admitiu que escreveu o plano para matar o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e o ministro da Suprema Corte Alexandre Moraes, intitulado “Punhal Verde Amarelo”. Era “pensamento digitalizado”, minimizou, cravando mais uma pérola nos fartos anais do cinismo nacional. No mínimo, considerou a Justiça tola. Continue lendo ““Pensamento digitalizado””




