A eleição espanhola encerra várias dúvidas e uma certeza. A começar pela leitura dos seus resultados. O conservador Partido Popular de Alberto Feijó pode se julgar vitorioso por ter sido o mais votado, embora abaixo das projeções das pesquisas. Mas o atual primeiro-ministro Pedro Sánchez\, de centro-esquerda e dado como carta fora do baralho, ganhou sobrevida. Continue lendo “Não passarão!”
Oh, que delícia de governo!
O governo Lula deve ser muito bom. Nunca vi tanta gente querendo uma lasquinha na Esplanada dos Ministérios, principalmente dos partidos que até outro dia eram unha e carne com o agora inelegível.
Escolas cívico-militares e polarização ideológica
Durante quatro anos, a educação foi palco de uma guerra ideológica, promovida pelo então presidente Jair Bolsonaro e seus ministros da área. Professores foram estigmatizados e as escolas tratadas como se fossem centros de manipulação ideológica de esquerda. Continue lendo “Escolas cívico-militares e polarização ideológica”
O balcão da Esplanada
O acertadíssimo reforço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ministra da Saúde Nísia Andrade – “Tem ministros que não são trocáveis” – pode ter efeito contrário ao pretendido. Se por um lado Lula deixou clara sua indisposição de ceder à pressão do Centrão nas áreas sociais, por outro escancarou os demais setores do governo à cobiça dos políticos do União Brasil, Republicanos, PP e até do PL do ex Jair Bolsonaro. Resultado: o loteamento dos “trocáveis” está acelerado. Continue lendo “O balcão da Esplanada”
A Reforma das Intrigas!
A Reforma Tributária era necessária? Simmmmm, respondem os economistas, os especialistas e os palpiteiros de plantão. Continue lendo “A Reforma das Intrigas!”
Mau cheiro
Concordo plenamente com o presidente Lula quando diz que a criminalização da política é ruim para o país porque acaba gerando titicas como o inominável. Continue lendo “Mau cheiro”
Sem as cotas raciais, retrocesso à vista
A Suprema Corte dos Estados Unidos reabriu o debate sobre as cotas raciais ao contrariar sua jurisprudência anterior e considerá-las inconstitucional. A guinada veio na esteira da onda de retrocessos civilizatórios patrocinada pela Corte. As cotas raciais como política afirmativa foram instituídas nos Estados Unidos nos meados dos anos 60, como uma conquista de uma árdua luta pelos direitos civis, nas quais se projetaram a obstinação do Rosa Parks e a determinação de Martin Luther King. Continue lendo “Sem as cotas raciais, retrocesso à vista”
A política venceu
Nem fácil, nem barata. A reforma tributária aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada não é a dos sonhos de ninguém, e sim a possível. Teve idas e vindas, ameaças, brigas e caras feias, perdas e ganhos, e até concessões absurdas, como a dada às organizações religiosas. Mas fora o ex Jair Bolsonaro, que se auto-derrotou mais uma vez, o país venceu. A política venceu. Continue lendo “A política venceu”
Desterro
Os juízes votaram pela inelegibilidade. Eu voto pelo desterro. Sou pela punição à moda antiga, dos tempos AD ou AC, de Sólon, Platão, Aristóteles e demais ilustres cidadãos da Magna Grécia. O desterro era a punição de máxima humilhação para os que infringissem as leis da democracia na Grécia Antiga. Continue lendo “Desterro”
O antigo versus o moderno no Brasil
A História do Brasil tem sido marcada por um constante conflito entre o arcaico e o moderno. Esse embate atravessou séculos e influenciou muitos aspectos da sociedade brasileira. O país só conseguiu avançar quando o novo foi capaz de sobrepujar o antigo, deslocando os interesses arraigados nos aparelhos do Estado. Exemplos notáveis dessa transformação foram a derrocada da oligarquia cafeeira e o fim da República Velha, que impulsionaram o Brasil em direção à industrialização e à modernidade durante os governos de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Continue lendo “O antigo versus o moderno no Brasil”
Inelegível enquanto dure
Tchau, querido! Imbroxável, imorrível, inelegível! Essas e outras frases, memes e brindes ocuparam as redes e os bares em comemoração à punição de Jair Bolsonaro, proibido pelo TSE de disputar eleições até 2030. Festa legítima de quem aturou o ex por quatro anos, ou melhor, quase 30 anos. Mas como no Brasil dois mais dois nem sempre somam quatro, é preciso incluir na conta a conveniência da vez. Pelo menos é o que dita a história recente de presidentes e ex-presidentes condenados – todos perdoados. Continue lendo “Inelegível enquanto dure”
Democracia não é relativa
“O conceito de democracia é relativo para você e para mim”, sentenciou Luiz Inácio, o homem que se define como o mais honesto do mundo. Continue lendo “Democracia não é relativa”
Mitomania!
Não, mitomania não é a mania de defender um mito. É o nome que se dá a quem tem o hábito irrefreável, insanável de mentir. Continue lendo “Mitomania!”
O Pix do Queiroz
Um amigo meu não me deixou fazer um Pix de 10 para o Inominável. Eu expliquei que não eram os R$ 10,00 como o do Queiroz, mas 0,10. Dez centavos, em bom e fluente português. Com a intenção de, com isso, registrar no Pix meu protesto contra o fulano. Mas assim mesmo ele não deixou. Continue lendo “O Pix do Queiroz”
O PSDB e a identidade perdida
Trinta e cinco anos após a sua fundação, o Partido da Social-Democracia Brasileira pouco, ou quase nada, tem a ver com o partido fundado por Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso, Franco Montoro, José Serra, José Richa e uma legião de grandes homens públicos do Brasil. Continue lendo “O PSDB e a identidade perdida”


