Um mamute foi reproduzido no País, diante dos olhos da nação, e ninguém se deu conta. Evoluiu da forma embrionária para a adulta em uma incubadora nada discreta, o Parlamento, em Brasília. Sua natureza nem um pouco sutil avultou aos olhos na nação, e ainda assim não assombrou ninguém. Continue lendo “Mamute planaltino”
Trocar pneus ou consertar o ar condicionado?
A poucos dias do verão, um sobrinho meu, o Rô, estava com os pneus do carro gastos, e pouco dinheiro. O que fez? Deixou os pneus para mais tarde e mandou consertar o ar condicionado do carro. Nós, da família, concordamos inteiramente com ele. Continue lendo “Trocar pneus ou consertar o ar condicionado?”
Bem na selfie
Os policiais do Rio e Rogério 157, o preso, saíram muito bem na selfie feita pelos primeiros para comemorar a prisão do segundo, que foi parar nas primeiras páginas dos jornais. 157 mostrou que tem estilo para posar. Eu se fosse ele reclamaria o empréstimo de pelo menos uma pistola ponto 40, para não sair de mãos abanando. Continue lendo “Bem na selfie”
A alma aceita. O corpo não
Apesar da idade, tenho a alma aberta para a modernidade e os benefícios que nos proporciona. Agora descobri que, se a alma aceita, o corpo não. Faz uma semana que não consigo entrar e sair do prédio, a pé ou de carro. Continue lendo “A alma aceita. O corpo não”
Janela Indiscreta
Peço às centenas de leitores que me acompanham (alô, tem alguém aí?) desculpas por falar mais uma vez da vida em apartamento. Mas vejam só. Continue lendo “Janela Indiscreta”
Sandro decide a parada
Neste domingo, 2, fez um ano que o Sandro Vaia partiu. Piscamos o olho e já faz um ano. No meu desconsolo, lembrei de um caso dos bons tempos do Jornal da Tarde. Continue lendo “Sandro decide a parada”
Empoderamento é a pqp!
Emponderamento é a mãe!
Talvez por achar que palavra também é moda, o portal do Estadão da quinta 16 traz este título para matéria sobre o São Paulo Fashion Week: “Estado faz manifesto contra assédio na SPFW com frases de emponderamento.” Continue lendo “Empoderamento é a pqp!”
Tapera x gaiola
Este alquebrado correspondente de guerra dispensa luxos e só quer um lugar para descansar o esqueleto. Continuaria muito bem onde está, no velho casarão gasto, com árvores grandes que sombreiam o telhado. Mas vem a mulher, e diz: “A casa ficou grande”. “Ora”, replico, me fazendo de desentendido. “Está do mesmo tamanho que nós construímos.” Continue lendo “Tapera x gaiola”
Aquilo aconteceu mesmo?
“As oportunidades são únicas”, conta Amir Klink, referindo-se a um evento por si presenciado nos primeiros dias quando chegou naquela imensidão glacial, quase desértica, da Antártida, para onde viajou sozinho em um veleiro:
Mulatas
Gostaria de fazer uma estátua para ela, em Ipanema, bem em frente de onde foi o Oba Oba, a casa de shows do Sargentelli. Poderia ser uma escultura como a do Carlos Drummond de Andrade, em Copacabana (sem óculos). Com todo respeito ao poeta, as qualidades dela iriam despertar muito mais a atenção, iluminariam o lugar. Continue lendo “Mulatas”
Mas por que é que os fracos têm que ter vez?
Pensando bem, Trump tem razão. Os mais fortes tudo podem e seus interesses têm que ser respeitados. Veja no dia-a-dia. Venho vindo com meu carro e um sujeito começa a atravessar a rua. O que é mais justo? Eu, motorizado, parar, ou ele se colocar no seu lugar e voltar para a calçada, de onde só pode sair quando não houver carros a vista? Continue lendo “Mas por que é que os fracos têm que ter vez?”
Cuidado. Texto com caturrices
Tínhamos, na casa onde eu morava, antes de me encarcerar em apartamento, uma chapeleira na entrada da sala. Peça antiga, bela, que servia à decoração, mas onde, afinal, penduravam-se casacos e guarda-chuvas. Continue lendo “Cuidado. Texto com caturrices”
Civilização. Civilidade
O jeito de ser no nosso País pouco mudou desde que o bispo Sardinha foi comido pelos índios caetés, nos primórdios da nossa história. Os maus costumes à mesa certamente ficaram para trás, como tem mostrado JA Dias Lopes, o notável crítico e historiador de gastronomia. Mas em outros campos – da mentalidade burocrática, às maneiras, ao jeitinho, ao descumprimento de normas – continuamos mal. Continue lendo “Civilização. Civilidade”
Quem? Como? Onde? Quando? Por quê?
Mea culpa.
Não, latim ninguém vai entender, fora aquele pessoal da área de Direito que já nasceu de terno e gravata, data vênia. Continue lendo “Quem? Como? Onde? Quando? Por quê?”
Papai Noel está moderninho
As crianças que foram boazinhas durante o ano não precisam se preocupar em limpar a lareira, ou deixar a janela aberta, para receber Papai Noel. Bastará reservar um espaço livre no jardim, ou no quintal, para a aterrissagem do drone com os presentes. Continue lendo “Papai Noel está moderninho”


