Em Roma como os romanos, já se dizia no tempo dos Césares

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A turma da carroceria

Leonel Brizola costumava dividir seus aliados entre os que iam na carroceria do seu caminhão e os privilegiados que tinham direito de ir na boléia. Esses eram os aliados históricos com os quais dizia ter afinidade ideológica. Os outros eram companheiros de viagem que poderiam ser espirrados do caminhão quando essa aliança fosse um estorvo. Continue lendo “A turma da carroceria”

Jejum e mar de palha

O cinema só não é uma arte maior como a literatura porque não há cineastas virgens. O cineasta virgem seria uma contradição nos termos. A câmara de filmar é um falo hiperbólico: devassa, despe, acaricia. Bi ou promíscua, a câmara tanto faz estremecer Keira Knightely e Scarlett Johansson como Michael Fassbender. Continue lendo “Jejum e mar de palha”

É tudo fake

Mentir em campanhas – e fora delas – é algo habitual no mundo político. Notícias falsas sempre existiram, só não eram difundidas com velocidade tão galopante quanto à patrocinada pelas redes sociais e muito menos tratadas como “fake”, palavrinha inglesa que conferiu certo charme à profusão de invencionices. Continue lendo “É tudo fake”

Frente Ampla do Populismo

Pedro Parente tinha tudo para ser uma unanimidade nacional. Antes de sua gestão, a Petrobrás ocupava as páginas policiais. Parente herdou uma dívida de R$ 450 bilhões, a maior dívida corporativa do mundo no setor do petróleo. A estatal monopolista vinha de dois anos sucessivos de prejuízo e sua dívida era quase cinco vezes superior à sua geração de caixa quando o recomendável é que seja no máximo de duas vezes. Continue lendo “Frente Ampla do Populismo”

O romance facho-hollywoodiano

Mussolini, no escuro do seu cinema, gostava de pôr os olhos na irreprovável nudez de Hedy Lamarr, vendo Êxtase, filme mudo checo de que tinha cópia privada. Mas o seu modelo de indústria era americano. Admirava os grandes estúdios e manteve romance epistolar com a bela e fútil Anita Page, que teria sido a namorada do mundo se Greta Garbo e Joan Crawford não lhe tivessem sufocado a carreira.

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Coração apertado

Aos poucos, a vidinha do País volta ao habitual. Mas o que ficou destes últimos dias, e as consequências que ainda virão, fruto da incapacidade, da fraqueza e da insensatez de quem ocupa os mais altos postos da Nação, essas irromperão no decorrer dos próximos meses, tornando mais difícil ainda esquecer as imagens que vimos na TV. Continue lendo “Coração apertado”

Santa velhice!

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