Não sei o que é que o presidente Lula está esperando para apear Jaques Wagner da liderança do governo no Senado da República. Continue lendo “Integridade”
Tripas
TariFlávio Rachad BolsoMaster. Assim resumido esteticamente, segundo as últimas criações que catei na Internet, o nome do 01 da famiglia das arminhas segue crescendo para baixo nas pesquisas eleitorais. E quanto mais cognomes se somam à alcunha do dito cujo, mais o barranco se inclina para o lodaçal ao rés do chão, onde se encontra o brejo propriamente dito. Continue lendo “Tripas”
O eleitor encurralado
Há um fenômeno novo nas eleições de 2026. Uma fatia expressiva do eleitorado — os independentes, que representam cerca de 32% do total — manifesta forte desejo de renovação, de superação da polarização e de surgimento de uma liderança capaz de oferecer uma alternativa aos dois polos que dominam a disputa nacional. Mas não encontra no mercado eleitoral uma candidatura que expresse essa expectativa. Sem alternativa, esses eleitores sentem-se encurralados pelos dois campos e desconfortáveis diante da perspectiva de escolher novamente o “menos pior”. Continue lendo “O eleitor encurralado”
Tem caroço nesse angu
Daniel Vorcaro é mesmo um fenômeno. Tudo nele e no seu entorno é inusual. Sua fortuna espetacular construída em tempo recorde, a intrincada manipulação de fundos de mentirinha, sua poderosa rede de influência comprada por fartura de dólares, mimos e luxos. Não seria diferente com as investigações dos seus delitos, tampouco com a sua delação. E as duas frentes parecem estar, propositadamente, emperradas. Continue lendo “Tem caroço nesse angu”
Soberania ou segurança, um falso dilema
A crise da segurança pública transformou-se numa das principais questões políticas da América Latina. México, Colômbia, Equador, Venezuela, Honduras e El Salvador convivem há anos com organizações criminosas que desafiam a autoridade do Estado, controlam territórios, corrompem instituições e impõem regras próprias a milhões de cidadãos. Não por acaso, diversos desses grupos foram enquadrados como organizações terroristas pelo governo de Donald Trump. Continue lendo “Soberania ou segurança, um falso dilema”
A censura mudou de lugar
Nesta semana que passou, a escritora Ana Maria Machado participou da Feira do Livro que aconteceu no Pacaembu, em São Paulo, sob a direção de Paulo Werneck. Ao revisitar episódios de sua trajetória como jornalista e autora, trouxe uma reflexão que merece atenção para além do universo literário. Continue lendo “A censura mudou de lugar”
O terceiro mandato e os velhos atalhos
Duas notícias publicadas nos últimos dias ajudam a compreender um dos principais desafios da economia brasileira. A primeira revelou que decisões recentes do presidente Lula, envolvendo subsídios e contratações compulsórias no setor elétrico, poderão gerar custos bilionários para consumidores e empresas ao longo das próximas décadas. A segunda mostrou a ampliação de linhas de crédito favorecido pelo governo federal, movimento que vem despertando preocupações no Banco Central e entre economistas. Continue lendo “O terceiro mandato e os velhos atalhos”
Tráfico x terror
É no mínimo curioso que os indivíduos que comemoram a designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos EUA sejam, exatamente, aqueles mesmos que afrouxaram o comércio de fuzis e munições no Brasil durante o (des)governo anterior, permitindo que essas e outras orcrins se armassem, livre e legalmente, para atacar cidades, assaltar bancos e carros fortes e estender seus domínios por todo o país, inclusive nossos vizinhos nas três Américas. Continue lendo “Tráfico x terror”
Grande dia?
Em julho do ano passado, o deputado autoexilado Eduardo Bolsonaro aplaudiu o tarifaço de 50% contra o Brasil. Considerou “legítima” a ação de Donald Trump a que o parlamentar, cassado meses depois, chamou de “tarifa Moraes”. No Brasil, seu irmão Flávio vacilou entre críticas e apoio. Defendeu que as sanções de Trump em favor de seu pai deveriam ser “individuais”. Em seguida, se arrependeu e apagou o dito. A ordem era arrotar vitória e consolidar a ideia de que os Bolsonaro tinham influência sobre Trump. Quase um ano depois, o senador, pré-candidato à Presidência, saúda como “grande dia” a ação do governo Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O que pode se configurar como mais uma vitória de pirro. Continue lendo “Grande dia?”
Dilemas
E agora? O que vão fazer os bozolóides depois que a bomba do Vorcaro e seu ex-Banco Master explodiu no colo do 01? Quem vão pôr no lugar? Vão trocar, não vão trocar? Continue lendo “Dilemas”
A batalha pelo voto dos independentes
A eleição presidencial de 2026 pode ser decidida por uma parcela relativamente pequena do eleitorado brasileiro: os chamados eleitores independentes. Mais do que mobilizar suas bases ideológicas já consolidadas, Lula e Flávio Bolsonaro disputam hoje um segmento menor numericamente, mas decisivo em cenários de forte polarização. Continue lendo “A batalha pelo voto dos independentes”
O dia em que Lygia Bojunga virou ameaça
Uma escola militar do Distrito Federal decidiu retirar de circulação A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga, após reclamações de pais que enxergaram na obra referências inadequadas a questões de gênero. A notícia chama atenção por transformar um dos maiores clássicos da literatura infantil brasileira em objeto de suspeita ideológica. Continue lendo “O dia em que Lygia Bojunga virou ameaça”
Fim da picada
O Bolsa Família dos EUA é mais de uma dezena de vezes maior que o brasileiro e assim mesmo os bozolóides só falam mal do nosso. Lá, o governo paga entre US$ 280 e US$ 1.800 dólares mensais (R$ 9 mil reais ao câmbio de hoje) à população de baixa renda para se manter. O programa existe há décadas e nenhum governo republicano mexe nele para piorar ou melhorar. Está bom assim e em time que está ganhando não se mexe. Continue lendo “Fim da picada”
Morro abaixo
Algo está pra lá de torto em um país que afrouxa a cobrança de multas dos partidos políticos e dos candidatos, autorizando recursos dos fundos partidário e eleitoral para condenados. Que autoriza o uso de robôs na comunicação online dos postulantes a cargos públicos, inviabilizando qualquer tipo de controle; que libera doações até de cestas básicas nas vésperas das eleições e ainda suspende a proibição de repasses de recursos para cidades inadimplentes. Tudo isso em uma única semana. Embora a natural falta de escrúpulos de boa parte dos políticos não surpreenda, ela escancara a profunda erosão moral em que o Brasil se encontra. Continue lendo “Morro abaixo”
Espanto
Para falar a verdade, tô com pena do 01. Tão escovadinho, tão penteadinho, sempre de gravatinha e oclinho transparente, até parece um senador. Compenetrado, fala mansa, muito bem comportado. Continue lendo “Espanto”
