“Pode uma nação que arrota compreender uma nação que canta?” A lamúria é de um italiano, o general Sebastiano, a quem o germânico marechal-de-campo Erwin Rommel, acaba de proibir que cante as amadas árias, de Puccini ou Verdi. Continue lendo “O avanço alemão”
Sem lírios no campo
Não confunda vândalos com indignados.
Eles podem até andar juntos mas não são unidos pelos mesmos ideais. Uns querem quebrar caixas eletrônicos, depredar ônibus e levar umas roupas ou umas TVs de plasma das lojas Marisa. Continue lendo “Sem lírios no campo”
Coisa do demônio
Em qualquer atividade e para qualquer um, perder uma oportunidade é deixar passar uma chance que poderia ser única. Continue lendo “Coisa do demônio”
O bastardo
“Bastard.” Foi a primeira coisa que Louis B. Mayer disse a Billy Wilder, mal acabou a projecção privada de Sunset Boulevard. Repare-se na economia da língua que os americanos usam. Continue lendo “O bastardo”
Diga conosco: Lu-lo-dil-ma
Leio no Painel da Folha de S. Paulo de 13/06/2013:
“Receita: Aconselhada a tomar uma “injeção de Lula”, a presidente cancelou a viagem que faria ao Rio hoje para se encontrar com o ex-presidente em evento do PT no Paraná. Dilma remarcou para amanhã a ida à capital fluminense, onde vai anunciar investimentos na Rocinha”. Continue lendo “Diga conosco: Lu-lo-dil-ma”
Ópera de um vintém
Não se fazem mais revoluções como antigamente.
Como escreveu no Facebook uma velha amiga jornalista, agora se luta por 10 centavos no preço da passagem de ônibus. Continue lendo “Ópera de um vintém”
A república do “eu não sabia”
Nenhum governante deveria mentir. Muito menos institucionalizar a mentira. Oferecer-se ao público e, de cara lavada, dizer que não sabia o que todo mundo sabe que o dirigente sabia. Ainda que se dê o benefício da dúvida e se admita que por vezes governantes não saibam o que se passa embaixo de seus narizes, é impossível admitir o não saber como padrão. Continue lendo “A república do “eu não sabia””
A cada um a sua way

Encandearam-no os olhos dela. David O. Selznick, o mais poderoso produtor de Hollywood, era uma torrente de energia, poder e emoção. A cabeça, as mãos e os bolsos dele tinham feito Gone With the Wind. Trouxera Hitchcock para Hollywood como, mais tarde – já outra humanidade – se levaria Mourinho para o Chelsea ou Chamartin. Continue lendo “A cada um a sua way”
Montanha russa, um estilo
Pode ser que seja um método. Pode ser que seja um estilo.
Depois que declarou que faria “o diabo” pela reeleição, a presidente Dilma Rousseff, cujo favoritismo em 2014 está longe de correr perigo, acelerou o seu modo montanha russa de administrar; o que está lá em cima hoje, pode estar lá embaixo amanhã. Continue lendo “Montanha russa, um estilo”
A educação que se dane
Aloizio Mercadante. Esse é o nome que a presidente Dilma Rousseff sacou para auxiliar na articulação política do governo, que degringola dia após dia, ainda mais depois que o ex-presidente Lula inventou de antecipar o calendário eleitoral de 2014. Continue lendo “A educação que se dane”
A doença que James Dean inventou
Ele morreu vestido dentro de um Porsche desfeito. Ela morreu nua, numa cama de solidão. Há qualquer coisa em comum na morte deles. Salvaguardadas as episódicas diferenças, morreram da mesma morte. Aos destroços do Porsche de Dean, aos torturados vincos dos lençóis de Marilyn, perfuma-os idêntica angústia.
História de um médico cubano
O dr. Gilberto Velazco nasceu em 1980 em Havana e recebeu seu diploma de médico em 15 de julho de 2005. Continue lendo “História de um médico cubano”
Dilma navega trôpega
A CPI da Petrobrás, requerida com assinaturas de 120 deputados da base aliada, 52 do PMDB, partido que ocupa a vice-presidência da República, não deve prosperar. Será barrada pelo presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), assim como o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) impediu que a MP dos Portos caducasse. Continue lendo “Dilma navega trôpega”
Casou-se alguém quando Salazar morreu?
Uma mulher pode fazer tudo: pensar, falar, cantar, calar-se até de vez em quando. Foi o que me ensinou Sacha Guitry. Um povo não. Um povo cala-se, mesmo por um instante, e há um ruído quadrúpede a escavar as ruas, uma explosiva brancura a furar os tímpanos. Continue lendo “Casou-se alguém quando Salazar morreu?”
Jornalista Ruy Mesquita
Ruy Mesquita morreu e li de tudo sobre ele. No mafuá das redes sociais, onde nascem as mil flores, brotaram daqui e dali pequenas e mesquinhas unhas-de-gato que mostram bem quanto estamos longe do grau de civilização em que gostaríamos de viver. Continue lendo “Jornalista Ruy Mesquita”


