O avanço alemão

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Pode uma nação que arrota com­pre­en­der uma nação que canta?” A lamú­ria é de um ita­li­ano, o gene­ral Sebas­ti­ano, a quem o ger­mâ­nico marechal-de-campo Erwin Rom­mel, acaba de proi­bir que cante as ama­das árias, de Puc­cini ou Verdi. Continue lendo “O avanço alemão”

Diga conosco: Lu-lo-dil-ma

Leio no Painel da Folha de S. Paulo de 13/06/2013:

“Receita: Aconselhada a tomar uma “injeção de Lula”, a presidente cancelou a viagem que faria ao Rio hoje para se encontrar com o ex-presidente em evento do PT no Paraná. Dilma remarcou para amanhã a ida à capital fluminense, onde vai anunciar investimentos na Rocinha”. Continue lendo “Diga conosco: Lu-lo-dil-ma”

A república do “eu não sabia”

Nenhum governante deveria mentir. Muito menos institucionalizar a mentira. Oferecer-se ao público e, de cara lavada, dizer que não sabia o que todo mundo sabe que o dirigente sabia. Ainda que se dê o benefício da dúvida e se admita que por vezes governantes não saibam o que se passa embaixo de seus narizes, é impossível admitir o não saber como padrão. Continue lendo “A república do “eu não sabia””

A cada um a sua way

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Encandearam-no os olhos dela. David O. Selz­nick, o mais pode­roso pro­du­tor de Hollywood, era uma tor­rente de ener­gia, poder e emo­ção. A cabeça, as mãos e os bol­sos dele tinham feito Gone With the Wind. Trou­xera Hit­ch­cock para Hollywood como, mais tarde – já outra huma­ni­dade – se leva­ria Mou­ri­nho para o Chel­sea ou Chamartin.  Continue lendo “A cada um a sua way”

Montanha russa, um estilo

Pode ser que seja um método. Pode ser que seja um estilo.

Depois que declarou que faria “o diabo” pela reeleição, a presidente Dilma Rousseff, cujo favoritismo em 2014 está longe de correr perigo, acelerou o seu modo montanha russa de administrar; o que está lá em cima hoje, pode estar lá embaixo amanhã. Continue lendo “Montanha russa, um estilo”

A doença que James Dean inventou

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Ele mor­reu ves­tido den­tro de um Pors­che des­feito. Ela mor­reu nua, numa cama de soli­dão. Há qual­quer coisa em comum na morte deles. Sal­va­guar­da­das as epi­só­di­cas dife­ren­ças, mor­re­ram da mesma morte. Aos des­tro­ços do Pors­che de Dean, aos tor­tu­ra­dos vin­cos dos len­çóis de Marilyn, perfuma-os idên­tica angús­tia.

Continue lendo “A doença que James Dean inventou”

Dilma navega trôpega

A CPI da Petrobrás, requerida com assinaturas de 120 deputados da base aliada, 52 do PMDB, partido que ocupa a vice-presidência da República, não deve prosperar. Será barrada pelo presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), assim como o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) impediu que a MP dos Portos caducasse. Continue lendo “Dilma navega trôpega”

Casou-se alguém quando Salazar morreu?

Uma mulher pode fazer tudo: pen­sar, falar, can­tar, calar-se até de vez em quando. Foi o que me ensi­nou Sacha Gui­try. Um povo não. Um povo cala-se, mesmo por um ins­tante, e há um ruído qua­drú­pede a esca­var as ruas, uma explo­siva bran­cura a furar os tímpanos. Continue lendo “Casou-se alguém quando Salazar morreu?”