Convenhamos: a chefia dos três Poderes da República não está sendo ocupada por personalidades dignas dos seus cargos. Continue lendo “Joaquim Barbosa dá bom dia a cavalo”
Dilma, a neoliberal
Há tempos Dilma Rousseff não tinha uma semana de tantas boas novas. Colheu o sucesso da 11ª rodada de licitação de petróleo e gás, a primeira realizada em cinco anos, e aprovou a MP dos portos, ainda que a penas duríssimas, impondo ao Congresso humilhação e vexame. Continue lendo “Dilma, a neoliberal”
O lugar de ser inútil
Fernando Pessoa disse que “o poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente.” Manoel de Barros diz que o poeta é um vidente, vê coisas que não existem. Poeta é o sujeito que inventa. Continue lendo “O lugar de ser inútil”
Foi contra tudo isto que lutámos
Passaram-se tantas coisas em Cannes. Houve um tempo em que ia lá todos os anos. Entre o festival de cinema, os grandes mercados de televisão, duas, três vezes ao ano, ali ao lado das encostas que Picasso, Calder, Fitzgerald escolheram para pintar e escrever. Continue lendo “Foi contra tudo isto que lutámos”
A filha e a filha da filha
Faz dois meses que estou aprendendo na prática aquela verdade que tantos milhões de pessoas já haviam experimentando antes de mim, aquele axioma: avô é pai duas vezes. Continue lendo “A filha e a filha da filha”
O PT e sua Dulcinéia
O moinho de vento contra o qual arremetia dom Quixote de la Mancha era aquele que ameaçava a donzela Dulcinéia del Toboso. Continue lendo “O PT e sua Dulcinéia”
Más notícias do país de Dilma (99)
Mesmo nas raras ocasiões em que se encaminha para decisões corretas, o governo Dilma Rousseff erra – e, além de errar, demonstra como o lulo-petismo no poder é incoerente. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (99)”
Thaddeus Stevens, um político e tanto
‘Dentre as manias que eu tenho’… uma é nunca assistir filmes ou ler livros que estejam no topo das listas logo que vêm a público. Não sei o motivo dessa birutice, mas com livros sempre foi assim. Comprava o livro e só ia lê-lo algum tempo depois.
Continue lendo “Thaddeus Stevens, um político e tanto”
Porto inseguro
Dilma Rousseff, Lula e o PT só pensam naquilo: reeleição, eleição, reeleição. Não necessariamente nessa ordem, já que depende da maré – leia-se, da economia – quem será o protagonista em 2014. Continue lendo “Porto inseguro”
A lição do juiz poeta
Na tevê, o jornalista quer saber de Carlos Ayres Britto, ex-ministro e presidente do STF, qual a sua opinião sobre o propagado conflito entre o Congresso e o Supremo. Com sua tranquila serenidade, que os brasileiros atentos já se acostumaram a admirar, ele joga toalha fria nos que apostam em confronto. Continue lendo “A lição do juiz poeta”
O coração numa bandeja
Mesmo alguém que não se chamasse Coelho estremeceria ao ouvir a voz melancólica de Pedro I, rei de Portugal, ordenar: “Preparem-me esse coelho que tenho fome.” Num conto de Os Passos em Volta, de Herberto Helder, um dos assassinos de Inês, Pêro Coelho, de joelhos entre os guardas, reconhece o direito de vingança do monarca e saboreia a ironia da frase real. Continue lendo “O coração numa bandeja”
Do testezinho de Hélio Cabral à tristeza
“Testezinho aí, senhor?”, ele perguntava. Pegava uma foto, cena de um filme, tapava pedaços que poderiam revelar qual era o filme, qual era o ator ou atriz que aparecia na foto (muitas eram fotos de publicidade, enviadas aos jornais pelos distribuidores), e fazia a pergunta: “Testezinho aí, senhor?” Continue lendo “Do testezinho de Hélio Cabral à tristeza”
Eu só queria entender
Dizem que nas décadas de 20 e 30 do século passado a moral das classes altas e a da classe artística era muito elástica, ou melhor, era muito frouxa. As aparências enganavam, a hipocrisia campeava. O uso da droga era muito difundido, o álcool era livre, o adultério era quase obrigatório, os casamentos eram um contrato comercial e patrimonial, mais do que tudo. Continue lendo “Eu só queria entender”
O fígado de Ulysses
Acurácia é uma palavra feia mas muito útil em jornalismo. Significa precisão, exatidão. Há muito tempo que ela não é usada nas redações e acho mesmo que muitos dos jovens jornalistas desconhecem o seu significado. Continue lendo “O fígado de Ulysses”
Más notícias do país de Dilma (98)
Diz a sabedoria popular que o pior cego é aquele que não quer ver. Os jornais mostram que o país está sendo governado pelo pior tipo de cego. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (98)”

