Nova ordem

A nova ordem mundial que, dizem, instala-se hoje pela voz do novo Napoleão de hospício a sentar numa cadeira presidencial, começa pela tomada do canal dos panamenhos, a  tomada do Canadá dos canadenses e a tomada da Groenlândia dos dinamarqueses. Tal como fizeram no século 19, quando tomaram dos mexicanos os territórios que representam, a partir de então, quase todo o sul e o sudoeste dos Estados Unidos (Texas, Novo México, Arizona, Califórnia y otras cositas más).  Continue lendo “Nova ordem”

O longo caminho para a democracia

Quarenta anos após, persiste uma visão preconceituosa  sobre a forma como o Brasil deixou a ditadura para trás, com a vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em 15 de janeiro de 1985, recebendo 480 votos contra 180 dados a Paulo Maluf e 26 abstenções. Continue lendo “O longo caminho para a democracia”

Desculpe, leitor

Estava este seu amigo, o Valdir Sanches, tomando um cafezinho e buscando o que escrever para nosso blog, quando a campainha de casa soou. Uai, reagi. Quem será, uma hora destas? Três da tarde! Continue lendo “Desculpe, leitor”

Ainda Estou Aqui!

Apesar de vocês, negacionistas da história, o filme que foi boicotado, atacado, criticado pela seita bolsonarista, foi lá fora e mostrou que a Ditadura Militar que negam até hoje, existiu sim e causou um grande estrago na Nação que teve sua liberdade tolhida por 21 longos anos. Continue lendo “Ainda Estou Aqui!”

Volto em Edição Extraordinária!

Já em férias – que tirei por conta própria – do fogão, da lava-roupa, das vassouras, dos rodos, das pias entupidas, dos boletos (paguei tudo adiantado pra achar, por um período de tempo, que não tenho contas a pagar. Ô Glória!), só contemplando esse marzão besta, ora azul iluminado pelos raios do sol, ora cinzento como é cinzento um dia chuvoso, e pensando num tema para o último texto do ano. Continue lendo “Volto em Edição Extraordinária!”

Galípolo sob pressão

Nos últimos dois anos, o Banco Central sobre a presidência de Roberto Campos Neto esteve sob fogo cerrado de Lula. Neste apagar das luzes de 2024, o presidente voltou novamente suas baterias contra a elevação da taxa de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Continue lendo “Galípolo sob pressão”

Querido Papai Noel

Em um país tão perverso, no qual o imprescindível equilíbrio das contas públicas esbarra em um Parlamento que limita o reajuste real do salário mínimo e ao mesmo tempo libera o fura-teto nos ganhos dos privilegiados de sempre, é difícil se imbuir do espírito do Natal. Nem os mais otimistas, entre os quais me encaixo, encontram ânimo diante da sucessão de escárnios perpetrados em todas as esferas e níveis de poder. Mas é Natal, então, escoro-me na ficção do bom velhinho, a quem se remetem desejos – mesmo os impossíveis. Continue lendo “Querido Papai Noel”

Grana!

De um lado, um mercado terrorista; do outro, um Congresso chantagista; e num terceiro lado desse triângulo nada amoroso tem um ajuste fiscal a fazer, herdado de um presidente que gastou dinheiro público a rodo para se reeleger e deixou a conta para o governo seguinte.  Continue lendo “Grana!”

Golpe militar ou de militares?

A prisão do general Braga Neto – o primeiro militar de patente máxima a ir para o cárcere em um regime democrático no Brasil – levanta uma questão que não é semântica: afinal, estivemos diante de uma tentativa de golpe de militares ou de um golpe militar? Continue lendo “Golpe militar ou de militares?”

Gênios

 Tem uns gênios da raça dizendo que a tentativa de golpe não é crime. O crime, então, seria o golpe propriamente dito? Não! Ainda não. O golpe só seria crime se fracassasse! Ora, e por quê?  Continue lendo “Gênios”

Troféu de viagem

Jornalista de chapéu, como nos velhos e elegantes tempos, podia ser visto nos dias de hoje, não por exibição de elegante indumentária, mas para proteção contra o sol escaldante de tantas regiões de nosso País. No caso deste que vos escreve, tratava-se de peça esportiva, de uso comum em praias e lugares despojados de sombra.

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De costas para o país

Autorizar a venda de armas de fogo a condenados, permitir que invasores de terra sejam expulsos à força sem autorização judicial, proceder castração química em pedófilos, crimininalizar o aborto, inclusive nos casos de estupro –  até de crianças. Aliado ao fato de que nada importa mais aos deputados e senadores do que o dinheiro das emendas parlamentares, a recente aprovação de tantos absurdos, seja na Comissão de Justiça da Câmara (de maioria bolsonarista) ou no plenário das casas legislativas, é prova cabal de que suas excelências decidiram virar as costas ao país.

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