Volto à cama onde deixei Hedy Lamarr. Fumávamos com ela o posterior cigarro que sempre se fuma quando na nossa baixa humanidade se inscreve uma certa branca e irredutível alegria. Continue lendo “A indetectável Hedy Lamarr”
Nem cor nem gênero
Há pouco mais de uma semana vieram à tona as negociações do então vice e agora presidente em exercício para formar o governo, dando conta de barganhas ao estilo toma-lá-dá-cá, tão usuais na política brasileira. Para abrigar aliados, Michel Temer teria de ceder na ideia de reduzir pastas. Teria de fazer mais do mesmo. Não foi o que se viu: anunciou uma equipe menos obesa, com 23 ministros. Mas, em vez de elogios, tomou uma saraivada de críticas pela ausência de mulheres no primeiro escalão – como se governo fosse questão de gênero — e por fundir os ministérios da Educação e Cultura. Continue lendo “Nem cor nem gênero”
Nunca houve um governo tão incompetente (final)
Dilma Vana Rousseff garantiu com honra e louvor seu lugar na História como a presidente mais incompetente que o Brasil já teve.
Dilma é incompetente, inepta, inábil, incapaz.
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Registro de uma cidadã agradecida
São muitas as menções que eu gostaria de fazer a tudo que ouvi, li e assisti desde aquela sessão na Câmara dos Deputados até a sessão no Senado Federal encerrada ontem pela manhã. Continue lendo “Registro de uma cidadã agradecida”
O parto da girafa
O abalo sísmico provocado pelo deputado Waldir Maranhão, presidente interino da Câmara e ilustre desconhecido até anteontem, é emblemático de quanto chão temos pela frente até o Brasil se transformar em um país estável e de instituições fortes. Iniciar a travessia de um Estado patrimonialista, onde a política é uma intermediação de interesses subalternos, para um Estado verdadeiramente republicano será a prova dos nove para o vice-presidente Michel Temer. Continue lendo “O parto da girafa”
E o cinema fumou
Devemos-lhe o mudo sobressalto do primeiro orgasmo que o cinema filmou. Bastaria para ter um halo de aventureira santidade sobre a cabeça. Um igualzinho ao de Nossa Senhora, e não me leva a Senhora a mal, que a humanidade que somos tanto quer a felicidade no céu como na terra. Continue lendo “E o cinema fumou”
Os bodes de Cabrobó
Encravada no sertão pernambucano, a 531 quilômetros do Recife, a pequena Cabrobó, de 32 mil habitantes, talvez seja uma das cidades mais usadas e abusadas pelo populismo petista, que dela faz gato e sapato há mais de uma década. Lá, o ex Lula garantiu, em 2009, que a transposição das águas do Rio São Francisco estaria concluída em 2012, e Dilma Rousseff reiterou as juras de um futuro redentor em gravações para as campanhas de 2010 e 2014. Na sexta-feira, sem a maquilagem dos programas eleitorais, a presidente repetiu o cenário. Foi patético. Continue lendo “Os bodes de Cabrobó”
Crimes continuados de contabilidade destrutiva
Um longo depoimento de um técnico na segunda-feira, dia 2 de maio, e o também bastante longo texto do relator da comissão especial do Senado que analisa o processo de impeachment da presidente da República, apresentado na quarta, dia 4, demonstram com clareza, com absoluta nitidez, com carradas de razão e exemplos, que Dilma Rousseff cometeu fraudes fiscais que crimes contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e, portanto, deve ser impedida de permanecer no cargo. Continue lendo “Crimes continuados de contabilidade destrutiva”
Um dia para ficar na História
O STF suspendeu ontem o mandato de Eduardo Cunha como presidente da Câmara dos Deputados. Antes tarde do que nunca, foi o que disse dona Dilma lá em Belo Monte, no Pará. Continue lendo “Um dia para ficar na História”
Vai que dá certo
Não se ignora a dramaticidade do quadro social, econômico e político no qual Michel Temer terá de operar como futuro presidente da República. Os desafios são imensos. Mas não está escrito nas estrelas que o próximo governo, apropriadamente caracterizado de “emergência nacional”, dará com os burros n’água, como preconizam algumas pitonisas de plantão. Vai que dá certo, como ficam as premonições catastrofistas? Continue lendo “Vai que dá certo”
A Casa Verde
Volta e meia penso que, sem a Casa Verde, Fernanda não teria nascido.
A vida é assim uma espécie de colar feito de coincidências, acasos, às vezes descasos, encontros, desencontros. Continue lendo “A Casa Verde”
O morto de domingo
Hitchcock matou muita gente. Não me venham dizer que isso não faz dele um criminoso da pior espécie. Continue lendo “O morto de domingo”
Nada a comemorar
Com 11 milhões de desempregados, 22% a mais do que em dezembro e quase 40% (39,85%) acima dos 7,9 milhões que procuravam ocupação no primeiro trimestre de 2015, o Brasil nada tem a comemorar neste 1º de Maio. Continue lendo “Nada a comemorar”
Cristo, olhai para isto!
Quem já foi a Pompéia não esquece as cenas da vida cotidiana que o Vesúvio petrificou para sempre. Os habitantes e frequentadores daquela cidade de veraneio próxima a Nápoles, uma das mais lindas e ricas da península, foram apanhados de surpresa e não puderam se postar da maneira como gostariam de ser eternizados. Continue lendo “Cristo, olhai para isto!”
O PT sempre foi contra o país
Seu líder supremo, o Messias, Sua Santidade Lula I e Único, pode até se dizer uma metamorfose ambulante, e negar hoje boa parte do que afirmou ontem, mas o PT não pode ser acusado de incoerente, inconstante. Muito ao contrário. Entre o bem do PT e o bem do Brasil, o partido jamais ficou no muro, jamais tucanou, jamais negaceou, jamais tergiversou: primeiro o PT – e o Brasil que se dane. Continue lendo “O PT sempre foi contra o país”




