Já digo quem é, mas apanhei-o a falar e não o quero interromper: “Ela era uma grande e bela mulher com uns vinte e dois anos muito bem construídos. Tinha umas abóbadas superiores imensamente expansivas que o décolleté muito profundo do vestido de Verão tornava aliciantes e que, enquanto a conduzia a casa, desencadearam a minha mais libidinosa curiosidade…” Continue lendo “A tenra inclinação de Chaplin”
É crime. Eles confessaram
Pagamento por fora, não contabilizado e não declarado, vulgo caixa dois. O depoimento de João Santana ao juiz Sérgio Moro trouxe de volta a desculpa-chave do petismo para toda sorte de ilegalidades. Ainda que tenha admitido erros, o marqueteiro o fez com a ressalva de que o ilícito é prática corrente no mercado. Mais: complicou de vez a vida de sua ex-chefe Dilma Rousseff. Continue lendo “É crime. Eles confessaram”
Dylan, Moustaki e a minha mulher
Meu amor, ela fala como o silêncio, / Sem ideais ou violência. / Não tem que dizer que é fiel / Embora seja verdadeira como o gelo, como o fogo. / As pessoas levam rosas, / Fazem promessas. / Meu amor, ela ri como as flores. / Presentes não conseguem comprá-la. Continue lendo “Dylan, Moustaki e a minha mulher”
A Hora do Medo
Quando li sobre o ataque a machadadas e facadas feito pelo afegão de 17 anos em um trem que chegava a Würzburg, Alemanha, fiquei muito chocada. Como pode um adolescente ainda tão próximo da infância ser assim cruel, violento, desgraçado? Continue lendo “A Hora do Medo”
Há alguma coisa errada com o Facebook
Há alguma coisa errada com o Facebook – ou comigo. O fato é que não nos entendemos, ou eu não o entendo. Continue lendo “Há alguma coisa errada com o Facebook”
Tragédia e omissão
Há nove anos, às 18h50 do dia 17 de julho de 2007, o Airbus-A320 da TAM saiu da pista do aeroporto de Congonhas e explodiu ao colidir com um prédio do outro lado da avenida. Cento e noventa e nove pessoas perderam suas vidas e o Brasil se chocou com a maior tragédia aérea de sua história. Continue lendo “Tragédia e omissão”
Vai melhorar (6)
Vai melhorar. Sem o PT no governo, sem Dilma Rousseff no governo, vai melhorar. Se os senadores não fizerem a imensa, hercúlea, ciclópica, estapafúrdica asneira de irem contra toda a lógica e botarem a estultice de volta ao Palácio do Planalto, vai melhorar. Continue lendo “Vai melhorar (6)”
Uma cama perversa
Já sabemos que isto com a América não vai lá com paninhos quentes. Bem pode a inspirada França inventar o cinema que a invenção acaba no colo americano.
Eu jurarei sempre pelos irmãos Lumière, mas Thomas Edison reclama, com tanto vasto descaramento como razão, ter sido o primeiro. Continue lendo “Uma cama perversa”
Só pode ser culpa dos componentes “pissicológicos”
Ao ler ou ouvir depoimentos de alguns de nossos políticos fico perplexa: como pode o Brasil estar na situação em que está se só temos políticos de altíssimo nível ético, por pouco merecedores de beatificação? Continue lendo “Só pode ser culpa dos componentes “pissicológicos””
Macarthismo nas escolas
O termo macarthismo entrou para o dicionário como sinônimo de patrulha anticomunista, de utilização de alegações e técnicas injustas para cercear o pluralismo de idéias e inibir o pensamento crítico. Continue lendo “Macarthismo nas escolas”
Salazar meets Estaline
Quando se pronuncia solenemente a palavra censura quem mama são sempre os mesmos. Primeiro, os nossos censores fascistas que tanto cortavam beijos como a nua palavra liberdade, mas se deixaram enganar pelas maminhas da Romy Schneider, que desabrocharam, antes do 25 de Abril, quando o velho ecrã do Tivoli acolheu A Piscina. A seguir, recrimina-se o torpe bando americano, organizado numa Legião da Decência, que ajudou Hollywood a fazer o Código Hays. Um dos seus membros resumiu, em aforismo que tem um je ne sais pas quoi de Sigmund Freud, a filosofia da coisa: “Pagam-nos para termos mentes sujas.” Continue lendo “Salazar meets Estaline”
E não é que este parece ser o inverno de nosso contentamento?
Não é propriamente o modo ideal de homenagear o maior poeta de todos os tempos mas, ao contrário do inverno cruel enfrentado por Ricardo III, o nosso inverno, suave, macio, agradável, combina melhor com nossa tão decantada crise. Continue lendo “E não é que este parece ser o inverno de nosso contentamento?”
Para sair do buraco
Possivelmente a crise econômica bateu no fundo do poço. Há sinais de discretas melhoras, ou de que as coisas pararam de piorar. Os indicativos são de aumento da confiança de empresários e consumidores, de desaceleração das demissões, embora o desemprego continue altíssimo e seja o grande tormento dos brasileiros. As previsões sobre o desempenho da economia para este ano e para 2017 estão sendo revistas para melhor. Ou menos ruim. Continue lendo “Para sair do buraco”
Vai melhorar (5)
A imensa maioria dos brasileiros ainda não percebeu mudança alguma acontecida a partir do histórico 12 de maio, o dia em que, depois de 13 anos, quatro meses e quase meio, o PT deixou de governar o país. Continue lendo “Vai melhorar (5)”
On s’emmerde
Limpámos das nossas vidas o cheiro acre e obsceno do ciúme e o gárrulo cheiro a pólvora da vingança. Resultado, e perdoem o meu francês, on s’emmerde. Continue lendo “On s’emmerde”



