Palocci fala – e a História nunca mais será a mesma

Foram muito, muito, muito impressionantes as imagens de Antonio Palocci diante do juiz Sérgio Moro, nesta quarta-feira, 6/9, abrindo o verbo sobre as relações corruptas entre os governos Lula e Dilma e a Odebrecht. Muito, muito impressionantes. Continue lendo “Palocci fala – e a História nunca mais será a mesma”

A Colômbia venceu o Brasil

A Colômbia tinha tudo para dar errado. Por mais de quatro décadas esteve encharcada de sangue por uma guerra responsável por 260 mil mortes, 60 mil desaparecidos e mais de sete milhões de desplazados – colombianos forçados a abandonar seus lares. Mas não deu, ao contrário: deu certo.  Continue lendo “A Colômbia venceu o Brasil”

O actor onomatopaico

Rabo todos temos, mas a cauda que o distingue de qualquer um de nós é um privilégio de Christopher Walken. E, não obstante, se forem a atravessar a rua e ele vier do outro lado, mesmo que Walken venha a dar à cauda, não se iludam. Se ele dá à cauda, o melhor é mesmo não se lhe meterem à frente, que a cauda de Chris não é como a que um cão abana, feliz, a pedir mão no pêlo e festinhas. Continue lendo “O actor onomatopaico”

Fatos satânicos

Há uma semana o noticiário político do país se ocupa em anunciar que até um dia antes do feriado da Independência o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, vai apresentar nova denúncia contra o presidente Michel Temer. O fato é, de fato, só o anúncio de um provável fato. Mas o uso de um sucedido não acontecido tem sido suficiente para criar fatos. Continue lendo “Fatos satânicos”

Está melhorando (12)

Na semana em que se completou um ano do afastamento definitivo de Dilma Rousseff da presidência da República, houve várias boas notícias para a economia brasileira – a economia que aquela senhora, com sua incompetência, sua ignorância, sua soberba, e com o aval de seu partido, o PT, enfiou na maior crise da História, na maior recessão que o Brasil já enfrentou. Continue lendo “Está melhorando (12)”

A minha estatal, não!

Excetuando-se os estatistas por razões ideológicas ou corporativas, em tese todos se dizem favoráveis à privatização na área de infra-estrutura. Há um razoável consenso nacional de que esse é o caminho para atrair os investimentos necessários à retomada do crescimento.  É impensável a economia brasileira alcançar vôos mais altos com a irrisória taxa de investimentos praticados, atualmente na casa de 16% do PIB. Continue lendo “A minha estatal, não!”

Fechem os olhos

Quando és novo, atravessas os filmes de olhos abertos. Fui ver Paterson, de Jim Jarmusch. O título do filme tanto é o nome da cidade onde tudo se passa, como o nome do condutor de machimbombos que escreve versos num caderno desangustiado e inocente. O motorista do machimbas é o rapaz do filme, como se gritaria em luandina euforia – “rapaz! cuidado então, rapaz!” – se estivéssemos a ver Paterson no cineminha São Domingos. Continue lendo “Fechem os olhos”

O voto facultativo já está em vigor

Analistas, cientistas políticos e também um grande número de cidadãos comuns foram aos jornais e às redes sociais para garantir que o altíssimo número de “não votos” na eleição extraordinária de governador para um mandato tampão do Amazonas comprova a imensa rejeição dos brasileiros pela política e pelos políticos. Continue lendo “O voto facultativo já está em vigor”

Os pixulecos de Lula

Pronto. Não há mais dúvidas: José Sarney e Renan Calheiros são essenciais para o sucesso de um governo. Essa foi a mensagem do ex Lula em entrevista a emissoras de rádio de Pernambuco, ponto de parada de sua caravana de campanha pelo Nordeste. Alegria pura para o neolulista Renan, acossado por 13 inquéritos e réu em um deles. Continue lendo “Os pixulecos de Lula”

O poder e os lírios do campo

Foi um beijo paz na Terra aos homens de boa vontade, mas ia caindo o Carmo e a Trindade. Quem me disse, na longínqua Luanda dos meus 12 anos, que numa noite dos Oscars a mediterrânica Anne Bancroft beijara o lírio do campo que era Sidney Poitier? Terá sido o Cesarito, que a minha mãe achava ser o meu amigo mais bonito, para logo ele se rir, pois, pois, por eu ter nariz de branco, não é? Continue lendo “O poder e os lírios do campo”