O ministro pode ser simpático e, dizem, habilidoso. Mas, em meio à trágica tríplice crise – sanitária, econômica e social -, a ideia de Fábio Faria de ressuscitar a TV Brasil Internacional para melhorar a imagem do país no exterior beira o ultraje. Marquetagem alguma será capaz de inverter um governo que se orgulha de ser negacionista e antiglobalista, contrário a boa parte das agendas que unem a maioria das nações – da saúde ao clima, da democracia à diversidade. Continue lendo “Propaganda enganosa”
A noite em que o Alemão fechou cedo
Pirou! É o que certamente diriam deste profissional se o vissem descendo a Sumaré diretamente para o Bar do Alemão mas entrando no restaurante ao lado! Imagino um colega de passagem parando o carro e me chamando, ô cara, você está louco, o Alemão é o do lado. No entanto… buscava exatamente o Não Lembro o Nome, de comida regional. Continue lendo “A noite em que o Alemão fechou cedo”
Pra Que Mentir?
Pra que mentir
Se tu ainda não tens
Esse dom de saber iludir?
Pra quê? Pra que mentir
Se não há necessidade de me trair? Continue lendo “Pra Que Mentir?”
No bar até as 2 da tarde
Naquele tempo jurássico, pré-histórico, pré-computador, uns dez anos antes de a S. A. O Estado de S. Paulo entrar no maravilhoso mundo novo – comprando o Atex, o sistema editorial que já nasceu velho, ultrapassado –, o último a fechar as páginas da editoria deixava um recado na mesa do pauteiro que chegaria dali a umas poucas horas, de manhãzinha. Continue lendo “No bar até as 2 da tarde”
Mais trapalhadas na Educação
Não se conhece precedente de um ministro da Educação que tenha pedido demissão antes assumir o cargo. Também não há precedente de um vexame tão grande como o de Carlos Alberto Decotelli. Se Abraham Weintraub foi o joelho no pescoço da Educação que impedia sua respiração, Decotelli assumiu o papel de viúva Porcina de Bolsonaro, aquela que foi sem nunca ter sido. Continue lendo “Mais trapalhadas na Educação”
Quem anda a comer Joyce?
Ando a comer a Madame Bovary. Ora vejamos e toca a andar: não sou só eu. Continue lendo “Quem anda a comer Joyce?”
A PEC do reitor da UERJ estava em caixa alta
Nos velhos e bons tempos, quando se usava essa expressão, e não se supunha a existência da informática e do Google, os jornais eram escritos para entendimento “do engenheiro ao lixeiro (hoje coletor)”. Não usavam linguagem técnica como o economês ou o juridiquês, sem “traduzi-las” para o leitor. Tão pouco o deixavam sucumbir à hermética das siglas. Isto, se bem lembro, valia também para o noticiário da tevê. Continue lendo “A PEC do reitor da UERJ estava em caixa alta”
Trégua fake
Pregação coletiva pelo entendimento, agrados aos presidentes da Câmara, do Senado e do STF, homenagem às vítimas da Covid-19. Jair Bolsonaro parece ter sido inoculado pelo vírus do bem, capaz de fazê-lo humano diante da pandemia, afastando-o da paranoia de só enxergar inimigos por todos os lados. Mas como sua personalidade é conflituosa por natureza, a prudência recomenda esperar para ver até onde a calmaria vai. Continue lendo “Trégua fake”
Tão perto, tão longe
Hoje elas vieram me ver. Primeiro comecei a ouvir baixinho um “vovóooooooooooooo…….. vovóoooooooooooooo”. Continue lendo “Tão perto, tão longe”
A História em perigo
George Floyd, o negro americano assassinado por um policial branco, despertou manifestações em todo seu país contra o racismo brutal que assola aquela nação desde sempre. Já foi muito pior, já foi mais tenebroso do que é hoje em dia, mas permanece vivo e faz sofrer milhares de pessoas. Continue lendo “A História em perigo”
Desânimo!
Dia de escrever o texto para a coluna semanal e não consigo me inspirar com as notícias que leio.
Os números de mortos e de infectados pela Covid-19 são desesperadores. Continue lendo “Desânimo!”
Epidemia de desgoverno
Forças Amadas
No momento em que as Forças Armadas estão no centro do debate político, é mais do que oportuno relembrar a figura do marechal Cândido Rondon, o grande engenheiro militar e sertanista brasileiro. A leitura da sua biografia, escrita pelo jornalista Larry Rohter, nos possibilita entender que as instituições militares são admiradas pelos brasileiros por serem a mão amiga em missões de integração nacional, de paz e de ajuda humanitária. Nem por isso deixam de ser o braço forte na proteção de nossas fronteiras e na defesa da nação. Continue lendo “Forças Amadas”
Um personagem liberto do autor
O autor não responde por gestos e palavras do personagem desta história. Esse tipo tem hábitos de trato social e costumes muito diferentes daqueles de seu criador – minha modesta pessoa. Tenho-me por cidadão equilibrado, razoável, sobretudo educado. Aquele… tire suas conclusões, pelo episódio que segue. Continue lendo “Um personagem liberto do autor”
A boca de Boris Vian
Vejamos, é a boca de Boris Vian. Durante 15 dias não se lhe ouvirá um som, sequer um sussurrado ai. Morreu-lhe o pai. E agora, que já vos dei a notícia, acrescento: não morreu, mataram-no. Eis o que cala Boris Vian: o pai foi morto a tiro, por intrusos, em sua casa, a vivenda provincial da família. Continue lendo “A boca de Boris Vian”


