- :: Cuida-se dos bandidos, e não das vítimas. Por Maria Helena R.R. de Sousa
Dizem que nas décadas de 20 e 30 do século passado a moral das classes altas e a da classe artística era muito elástica, ou melhor, era muito frouxa. As aparências enganavam, a hipocrisia campeava. O uso da droga era muito difundido, o álcool era livre, o adultério era quase obrigatório, os casamentos eram um contrato comercial e patrimonial, mais do que tudo. Ler Mais »
- :: Viver no confinamento do armário é renunciar à vida. Por Marco Lacerda (*)
Por maior que seja, o armário é sempre apertado, escuro. Sufoca, oprime, fere de morte. Dentro dele falta o ar que alimenta, a visão do horizonte. Falta espaço pra sorrir, gritar, só não falta para o choro e o ranger de dentes. Viver no armário machuca a gente e quem nos espera de braços abertos lá fora: a vida, o mundo, o amor.
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- :: Ele tem chance. Tomara que faça a escolha certa. Por Sérgio Vaz
Na mesma semana em que um casal de moradores de rua da Zona Leste de São Paulo encontrou um saco plástico com R$ 20 mil e avisou a polícia, um garoto pobre, mas com um bom futuro pela frente, furtou da minha casa um iPod. Ler Mais »
- :: Nos filmes noir, o feminino emerge como perigo e vertigem. Por Luciana Nepomuceno (*)
O feminino sempre foi o obscuro da psicanálise. Freud inquietou-se a ponto de esbravejar: “o que quer a mulher?”, impossível resposta, afiançou Lacan, traduzindo a pergunta para um mais possível: O que quer uma mulher? Ler Mais »
- :: O relato de uma rica, emocionante experiência de adoção
Um amigo meu, por quem tenho grande respeito e admiração, viveu uma experiência fascinante, rara, rica, de adotar como filho um rapaz que conheceu na vizinhança. Ele relatou a história em um texto que serviria de base ao processo de adoção, apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Ler Mais »
- :: Esse comércio resistente revela muito de nossa cultura. Por Fernando Brant
Pergunto ao vendedor se seu estabelecimento tem farinha de trigo especial, sem fermento. Ele me conduz ao fundo da loja e me mostra alguns pacotes, de variadas marcas, e me diz: escolha. Aí eu me atrapalho. Qual é a melhor? Ler Mais »
- :: O clima da Ilha do Marajó não devastou sua beleza. Tem olhos luminosos. Por Antonio Contente
Ágata me contou que veio para esta cidadezinha da Ilha do Marajó faz algumas semanas, e que ainda vai ficar alguns meses. Ela trabalha numa repartição do governo que tem escritório aqui, e está cobrindo o período de licença de uma colega. Ler Mais »
- :: Se alguém escreve sobre suas lutas nos bastiões da esquerda, é hora de mudar de leitura. Por Fernando Brant
O cientista político, no meio à descrição da vida de determinado governante brasileiro, lembra sua lutas nos bastiões da esquerda. Pronto, é hora de mudar de leitura. Certas palavras têm o poder de me afugentar. Ler Mais »
- :: Geléia Geral: estão na rede diversos vídeos desse evento emocionante. Por Sérgio Vaz
Bob Dylan e Joan Baez, e mais diversos grandes nomes da música americana, vários deles ligados diretamente à luta pelos direitos civis que resultou no banimento das leis segregacionistas que estiveram em vigor em vários Estados do Sul até meados dos anos 60, reuniram-se na Casa Branca, e cantaram as canções que ajudaram a mudar os Estados Unidos. Ler Mais »
- :: Artigo para o Blog do Noblat, novembro de 2009. Texto de Mary Zaidan
Toda discriminação é odiosa. Seja motivada pela cor da pele, pela origem dos povos, pelo credo, opção sexual, condição social ou matiz política.
Mas a luta segmentada, sectarizada contra a discriminação privilegia apenas um determinado grupo e, portanto, acaba por perpetuá-la. Ler Mais »
- :: O show pelos 50 anos de carreira no Maracanã me deixou babando. 12/7/2009. Texto de Sérgio Vaz
Roberto Carlos é demais. É um fenômeno absolutamente extraordinário. Não há nenhum outro como ele. Ao longo do show de Roberto no Maracanã, fiz mil comentários com Mary, atrapalhando que ela visse e ouvisse Roberto. Ler Mais »
- :: Anotações de um turista acidental na capital daquele estranho país ao Sul de Santa Catarina. Texto de Sérgio Vaz
Em Porto Alegre, ao contrário de no Brasil do jogo do bicho, não vale o que está escrito. E a maior atração da cidade é – como dizem a respeito da macheza da gente daquele estranho país ao Sul de Santa Catarina – uma ficção. Ou, no mínimo, uma gigantesca dúvida. Ler Mais »
- :: Livro de Lucy Dias, ótima repórter investigativa da alma humana, reconta os anos 70. Resenha para O Estado de S. Paulo em 2003. Texto de Sérgio Vaz
Cada geração tem sua década, o conjunto dos anos em que era jovem e portanto seus sonhos eram tão fortes e poderosos que parecia ser possível realizá-los. A jornalista Lucy Dias teve a sorte grande (e, junto com ela, o terrível azar) de ter tido como sua a década de 70, aquela que, no Brasil, mais ainda que a de 60, mudou absolutamente tudo, ou quase tudo. Ler Mais »
- :: Impressões de um turista acidental. Outubro de 2003. Por Sérgio Vaz
Hemingway tinha razão: Paris é mesmo uma festa. Milhões e milhões de pessoas que souberam disso antes de mim tinham razão: Paris é escandalosa, despudorada, absurdamente linda. Ler Mais »
- :: Quando se fala de música que nos faz sonhar de amor, qualidade artística não importa nada. Publicado na revista Barbara, 1996. Texto de Sérgio Vaz
Os mais jovens, mais inexperientes (uma pena; ainda bem que a juventude é uma doença que o tempo cura), não sabem o que é isso. Mas que maravilha era “Besame Mucho” com Ray Conniff e sua orquestra. Aquelas paradinhas marotas, depois do pa-pa-rã dos metais, eram uma total delícia. Nada mais fácil do que ter uma paixonite por quem sabia dançar bem nos bailinhos do começo dos anos 60 – ainda mais depois de um cuba libre. Ler Mais »