Arquivos do Rótulo: Comportamento

Eu só queria entender

Dizem que nas décadas de 20 e 30 do século passado a moral das classes altas e a da classe artística era muito elástica, ou melhor, era muito frouxa. As aparências enganavam, a hipocrisia campeava. O uso da droga era muito difundido, o álcool era livre, o adultério era quase obrigatório, os casamentos eram um contrato comercial e patrimonial, mais do que tudo. Ler Mais »

Na solidão fria do armário

Por maior que seja, o armário é sempre apertado, escuro. Sufoca, oprime, fere de morte. Dentro dele falta o ar que alimenta, a visão do horizonte. Falta espaço pra sorrir, gritar, só não falta para o choro e o ranger de dentes. Viver no armário machuca a gente e quem nos espera de braços abertos lá fora: a vida, o mundo, o amor.
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O garoto que furtou meu iPod

Na mesma semana em que um casal de moradores de rua da Zona Leste de São Paulo encontrou um saco plástico com R$ 20 mil e avisou a polícia, um garoto pobre, mas com um bom futuro pela frente, furtou da minha casa um iPod. Ler Mais »

Femme fatale, sombras do gozo

O feminino sempre foi o obscuro da psicanálise. Freud inquietou-se a ponto de esbravejar: “o que quer a mulher?”, impossível resposta, afiançou Lacan, traduzindo a pergunta para um mais possível: O que quer uma mulher? Ler Mais »

Cuidar do meu pai, cuidar do meu filho

Um amigo meu, por quem tenho grande respeito e admiração, viveu uma experiência fascinante, rara, rica, de adotar como filho um rapaz que conheceu na vizinhança. Ele relatou a história em um texto que serviria de base ao processo de adoção, apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Ler Mais »

Velhos armazéns

Pergunto ao vendedor se seu estabelecimento tem farinha de trigo especial, sem fermento. Ele me conduz ao fundo da loja e me mostra alguns pacotes, de variadas marcas, e me diz: escolha. Aí eu me atrapalho. Qual é a melhor? Ler Mais »

Ágata

Ágata me contou que veio para esta cidadezinha da Ilha do Marajó faz algumas semanas, e que ainda vai ficar alguns meses. Ela trabalha numa repartição do governo que tem escritório aqui, e está cobrindo o período de licença de uma colega. Ler Mais »

Bastião

O cientista político, no meio à descrição da vida de determinado governante brasileiro, lembra sua lutas nos bastiões da esquerda. Pronto, é hora de mudar de leitura. Certas palavras têm o poder de me afugentar. Ler Mais »

Dylan e Joan Baez cantam na Casa Branca as músicas que mudaram os EUA

Bob Dylan e Joan Baez, e mais diversos grandes nomes da música americana, vários deles ligados diretamente à luta pelos direitos civis que resultou no banimento das leis segregacionistas que estiveram em vigor em vários Estados do Sul até meados dos anos 60, reuniram-se na Casa Branca, e cantaram as canções que ajudaram a mudar os Estados Unidos. Ler Mais »

Um dia para não comemorar

Toda discriminação é odiosa. Seja motivada pela cor da pele, pela origem dos povos, pelo credo, opção sexual, condição social ou matiz política.

Mas a luta segmentada, sectarizada contra a discriminação privilegia apenas um determinado grupo e, portanto, acaba por perpetuá-la. Ler Mais »

Grande Rei Roberto

Roberto Carlos é demais. É um fenômeno absolutamente extraordinário. Não há nenhum outro como ele. Ao longo do show de Roberto no Maracanã, fiz mil comentários com Mary, atrapalhando que ela visse e ouvisse Roberto. Ler Mais »

Porto Alegre, uma fascinante cidade onde não vale o que está escrito

Em Porto Alegre, ao contrário de no Brasil do jogo do bicho, não vale o que está escrito. E a maior atração da cidade é – como dizem a respeito da macheza da gente daquele estranho país ao Sul de Santa Catarina – uma ficção. Ou, no mínimo, uma gigantesca dúvida. Ler Mais »

Uma reportagem subjetiva sobre os anos de chumbo, piração e amor

Cada geração tem sua década, o conjunto dos anos em que era jovem e portanto seus sonhos eram tão fortes e poderosos que parecia ser possível realizá-los. A jornalista Lucy Dias teve a sorte grande (e, junto com ela, o terrível azar) de ter tido como sua a década de 70, aquela que, no Brasil, mais ainda que a de 60, mudou absolutamente tudo, ou quase tudo. Ler Mais »

Paris

Hemingway tinha razão: Paris é mesmo uma festa. Milhões e milhões de pessoas que souberam disso antes de mim tinham razão: Paris é escandalosa, despudorada, absurdamente linda. Ler Mais »

As músicas que embalaram nossas paixões

Os mais jovens, mais inexperientes (uma pena; ainda bem que a juventude é uma doença que o tempo cura), não sabem o que é isso. Mas que maravilha era “Besame Mucho” com Ray Conniff e sua orquestra. Aquelas paradinhas marotas, depois do pa-pa-rã dos metais, eram uma total delícia. Nada mais fácil do que ter uma paixonite por quem sabia dançar bem nos bailinhos do começo dos anos 60 – ainda mais depois de um cuba libre. Ler Mais »