A descortesia do presidente Jair Bolsonaro ao indicar o substituto do ministro Celso de Mello 12 dias antes da vacância do cargo no STF foi uma desforra a um algoz e muito mais. A real e indisfarçável urgência é acelerar o pouso, em mãos aveludadas, dos casos espinhentos para ele e sua prole. Continue lendo “Tubaína com o presidente”
Rachadas!
“Doação para Covid acaba em programa da primeira-dama.”
Quando li a manchete acima da Folha de São Paulo dessa quinta-feira, levei um susto e pensei com meus botões: esse jornal agora passou dos limites. Tá insinuando que a primeira-dama Michelle Bolsonaro deu de fazer programas? Continue lendo “Rachadas!”
Tunga na educação
Há um mês o Congresso Nacional aprovou por meio de um amplo consenso a PEC que tornou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica permanente e aumentou o aporte da união para 23%. À época o governo tentou destinar 5% dos novos recursos do fundo para o programa de transferência de renda que pretendia criar, então chamado de Renda Brasil. Havia uma esperteza na manobra arquitetada pela equipe econômica. Como o Fundeb está fora do teto dos gastos, o governo aumentaria suas despesas sem desrespeitar o dispositivo constitucional. Continue lendo “Tunga na educação”
Digitax uma ova!
Por duas vezes em menos de um mês o presidente Jair Bolsonaro detonou as ideias de sua equipe econômica para atendê-lo na criação de um substituto mais generoso para o Bolsa Família, batizado de Renda Brasil. “Não posso tirar dos pobres para dar para os paupérrimos”, esbravejou, indignado. Na mesma semana em que reprisou a frase de efeito, avalizou a reencarnação da CPMF, ressuscitada como Digitax. Optou por tirar também dos paupérrimos para perenizar o dinheiro na veia que inflou sua popularidade. Continue lendo “Digitax uma ova!”
“Vossa Rinocerôncia perdeu um tempo precioso”
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Mentira, Terta?
Aposto que vocês estão achando que vou falar do discurso do presidente Bolsonaro na ONU, né?
Não vou! Continue lendo “Mentira, Terta?”
O governo Bolsonaro é o nadir
Um discurso que era para ser do presidente da República Federativa do Brasil na abertura da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas. A palavra do chefe de governo de um dos maiores dos 193 países representados ali – seja em termos de Produto Interno Bruto, de tamanho do território, de número de habitantes. Continue lendo “O governo Bolsonaro é o nadir”
Caia na real, presidente!
Pela segunda vez o presidente desperdiçou uma oportunidade de ouro para retirar o Brasil da condição de pária no cenário internacional, ao discursar na abertura da Assembleia da ONU. Se no ano passado Jair Bolsonaro proferiu suas palavras com faca nos dentes e sangue nos olhos, este ano adotou um tom alguns decibéis mais abaixo. Continue lendo “Caia na real, presidente!”
Covardia
Quem poderia dizer que o adjetivo covarde definiria o presidente Jair Bolsonaro, aquele que sempre posou de machão. Nos palanques ele desdenha dos mais de 135 mil mortos pela Covid-19 e dos brasileiros que seguem as regras sanitárias – “ficar em casa é conversinha mole para fracos”. É o atleta que desafiou a pandemia, o valentão que não tem papas na língua. Mas no Planalto é um presidente relutante e medroso, atormentado por invencionices conspiratórias, sem qualquer preparo ou gosto pela governança, para a qual ele e o seu time são os maiores impedimentos. Continue lendo “Covardia”
“In Fux we trust”
Espairecendo!
Depois de sete meses em casa, saindo só para o basicão mesmo, resolvi dar uma incerta para conferir se os integrantes do MSAP – Movimento dos Sem Apartamento na Praia – ainda não tinham invadido o meu. Continue lendo “Espairecendo!”
A diplomacia de Bolsonaro é contra o Brasil
Não há uma única área que tenha sido poupada pela onda de destruição, de envenenamento, de empesteamento que é a marca do bolsonarismo. Os esforços do presidente e seu grupo para não deixar de pé nada do que de positivo o Brasil conseguiu construir vão em todas, absolutamente todas as direções. Continue lendo “A diplomacia de Bolsonaro é contra o Brasil”
Ventos ruins e sopros de esperança
Uma década depois da instituição do Dia Mundial da Democracia, 15 de setembro de 2010, o mundo está submerso em uma recessão democrática, que pode se aprofundar nestes tempos de pandemia, como alertou manifesto assinado por 160 intelectuais da América Latina e ex-presidentes, entre os quais Fernando Henrique Cardoso, Tabaré Vázquez, José Mujica e Mauricio Macri. O marco temporal do recuo da democracia é 2006, quando aumentou o número de países de índole autoritária e de democracias de baixa qualidade. Continue lendo “Ventos ruins e sopros de esperança”
Os zumbis
O calendário gregoriano garante: estamos em 2020. Somos sobreviventes (ainda) de uma pandemia avassaladora que infectou quase 30 milhões de pessoas no mundo, matou 911 mil, 130 mil delas no Brasil. Mas os protagonistas políticos tropicais – e outra meia dúzia de neopopulistas resistentes – teimam em ressuscitar pragas do século passado e de antes disso. De um lado e de outro, nos extremos de direta e esquerda. Continue lendo “Os zumbis”
Tá tudo bem!
Voltando agora do supermercado e tá tudo bem por lá. Não tem incêndio nenhum! Continue lendo “Tá tudo bem!”

