Adeus, Lula

Estava tudo combinado. O encontro comemorativo do 36º aniversário do PT marcaria a ofensiva contra o “cerco e aniquilamento” de Lula, uma fábula existente apenas nas mentes petistas. O resgate da imagem do caudilho tinha um objetivo claro: fazer do seu retorno ao trono presidencial a bandeira de coesão de um projeto de poder que pretendia ser eterno, mas que se encontra em acelerado desmanche. Continue lendo “Adeus, Lula”

Tempos sinistros

Como trailer de filme de terror, a primeira semana do ano que começou após o carnaval foi de arrepiar. O país aprofundou-se nas trevas do crescimento negativo, com o registro da queda de 4% do PIB em 2015 e previsões tenebrosas para 2016, se viu rebaixado pela segunda vez consecutiva pela mesma agência internacional de avaliação de risco, assistiu ao desemprego crescer 41,5% e à inflação não ceder um único milímetro. Continue lendo “Tempos sinistros”

Nunca houve governo tão incompetente (33)

Se é que o ano começa depois do carnaval, o ano começou muito mal. “Com previsão de novo rombo, governo não sabe onde cortar”, diz a manchete de O Globo do segundo dia útil de 2016, a sexta, 12. “Governo adia corte e agrava temor sobre política fiscal”, diz a manchete do Estadão. Continue lendo “Nunca houve governo tão incompetente (33)”

O espectro do “Mein Kampf”

Setenta anos após a sua morte, o fantasma de Adolf Hitler volta à baila. Seu livro – Minha Luta (Mein Kampf) – caiu em domínio público e é estopim de debates acalorados em vários países. Por aqui, foi pego na rede da censura judicial, no Estado do Rio. Continue lendo “O espectro do “Mein Kampf””

Lula, quem diria, foi parar…

A combinação carnaval e política tem o dom de disfarçar a gravidade das crises. Diverte milhões com fantasias e máscaras, letras originais ou paródias bem-humoradas – algumas engraçadíssimas. Que valem tanto ou mais do que enquetes ou pesquisas de opinião. Um termômetro adicional e preciso para medir quem goza ou não de prestígio popular. E que deve deixar a presidente Dilma Rousseff, o ex Lula, Cunhas, Renans, governadores e prefeitos às dúzias ansiando pela Quarta-feira de Cinzas. Continue lendo “Lula, quem diria, foi parar…”

Marisa Letícia, a fábula

Protagonista de absurdos — dos canteiros em formato de estrela que mandou plantar nos jardins do Palácio da Alvorada e da Granja do Torto à requisição e obtenção de cidadania italiana para ela e a prole no segundo ano do primeiro mandato presidencial de seu marido –, Marisa Letícia Lula da Silva volta à cena. E em grande estilo. Continue lendo “Marisa Letícia, a fábula”