A fortuna sorri para o presidente Jair Bolsonaro neste começo de governo. Favorecido pela eleição de Rodrigo Maia para a presidência da Câmara de Deputados e de Davi Alcolumbre para a do Senado, ele está em condições de cumprir suas duas principais promessas eleitorais: levar adiante os projetos de lei de combate ao crime organizado e à corrupção e tocar as medidas para a reforma da Previdência. Continue lendo “Os ventos sopram a favor”
Um meticuloso trabalho de sacristia
O cinema é americano. Eis uma vaca sagrada que nem o #metoo se atreve a beliscar. Belisco eu: o que seria do cinema sem o catolicismo! Sem o arrevesado católico John Ford os westerns nunca seriam o que foram, sem o perverso católico Hitchcock não nos benzeríamos na água benta do medo e do suspense. Mas quem, num meticuloso trabalho de sacristia, protegeu o sensível bebé que era o cinema foi o católico Eddie Mannix. E vejam: os nossos selectos críticos só não o desprezam porque nem o conhecem. Continue lendo “Um meticuloso trabalho de sacristia”
Leis demais em um país sem lei
É sempre igual. Todas as vezes que o Brasil chora mortes em tragédias que poderiam ser evitadas ou pelo menos minimizadas por ação mais eficiente do Estado, cobram-se leis mais duras com punições mais severas para os responsáveis. Continue lendo “Leis demais em um país sem lei”
O sentimento que nos embrutece
Janeiro explodiu no Brasil provocando um baixo astral que perturba. 31 dias de notícias assustadoras, amargas, desencontradas, em zig zag, com autoridades sendo a toda hora desautorizadas, pandemônio… Continue lendo “O sentimento que nos embrutece”
Tudo nos separa, nada nos une
Nos últimos tempos os brasileiros não se unem em quase nada, nem sobre o formato da Terra. Inflados pelas redes sociais, tudo é motivo de discórdia e de perpetuação de uma polarização radicalizada. Continue lendo “Tudo nos separa, nada nos une”
A Torre Eiffel e o Bairro Alto
Falava e tinha o encanto de seda de uma homília do Padre Tolentino. As homílias de Tolentino escutam-nas os devotos ouvidos e até as comovidas paredes da mítica capela do Rato. O perfume das palavras do falso Conde Victor Lustig, numa tarde de 1925, converteram num jardim de aromas a sumptuosa sala do Hotel Crillon, vista a derramar-se sobre a Place de la Concorde. Continue lendo “A Torre Eiffel e o Bairro Alto”
Ideologia acima de tudo
Nada, absolutamente nada, parece seduzir mais o presidente Jair Bolsonaro do que a missão que ele julga divina de derrotar o “viés ideológico”, cuja frequência em seus discursos rivaliza com a de “Deus acima de tudo”. Não perde uma única oportunidade. Continue lendo “Ideologia acima de tudo”
Globalização 4.0
A fina flor do capitalismo mundial está reunida em Davos em busca de respostas para os efeitos da globalização. Não estão em questão os benefícios que ela gerou ou um retorno à velha ordem anterior. Continue lendo “Globalização 4.0”
A orelha de Van Gogh
Dizemos “irrevogável” e já mal nos lembramos de Paulo Portas. Esquecido e escasso, o adjectivo de género duplo regressou, rabo entre as pernas, à morna sonsice do dicionário. Tivesse Paulo Portas, como Van Gogh, cortado uma orelha e outro dicionário cantaria. Mas quem é que hoje se atreve a cortar uma orelha? Continue lendo “A orelha de Van Gogh”
A maldição de Davos
O presidente Jair Bolsonaro e as duas estrelas de primeira grandeza de seu governo, Paulo Guedes e Sérgio Moro, devem anunciar planos de impacto no 49º Fórum Econômico Mundial que acontece em Davos, Suíça, a partir da terça-feira. Continue lendo “A maldição de Davos”
Quebra de paradigmas
A esquerda sempre teve enormes dificuldades no enfrentamento do banditismo. Muitas vezes deixou-se enredar por uma visão “sociológica”, focada mais nas “causas sociais” do que na repressão ao crime organizado. Com isso, deu de mão beijada a bandeira da segurança para a direita. Continue lendo “Quebra de paradigmas”
O rei de França não era um queixinhas
A 4 de Janeiro do ano da graça de 2019, nasceu na Imprensa portuguesa uma coluna intitulada Vidas de Perigo, Vidas sem Castigo. É fraca prosa da minha autoria e acolhe-a, magnânimo, o Jornal de Negócios, e mais especificamente, a sua separata das sextas-feiras intitulada Weekend. Continue lendo “O rei de França não era um queixinhas”
Baila comigo
Voltar atrás, corrigir, pedir desculpas são atos louváveis. Merecem elogios, devem ser incentivados. Mas até os principiantes aprendem rapidamente que é estupidez insistir no erro. Lição básica que Jair Bolsonaro parece não querer assimilar. E, com erros em cima de erros, o presidente se arrisca a minar a confiança nele depositada. Continue lendo “Baila comigo”
Americanismo servil
A custo de desgaste com os militares, Jair Bolsonaro acaba de descobrir que não existe essa de “o céu é o limite nas relações com os EUA” como preconizou o chanceler Ernesto Araújo. Continue lendo “Americanismo servil”
O Itamaraty, o Barão e Dom Sebastião
Perplexidade é a melhor palavra para definir o que senti ao ler o discurso do embaixador Ernesto Araújo por ocasião de sua posse como ministro das Relações Exteriores do Brasil, anteontem, 2 de janeiro. Continue lendo “O Itamaraty, o Barão e Dom Sebastião”



