Cinquenta e quatro anos após o Brasil ter mergulhado no regime militar, as Forças Armadas voltam a ter proeminência na vida política nacional. Continue lendo “O AI-5 e a volta dos militares”
Os sinais de fumo da realidade
Eis o que faz do cinema uma arte, o involuntário humor da realidade. Cinco histórias. Continue lendo “Os sinais de fumo da realidade”
O bagre de Bolsonaro
Com um time eclético que contentou muitos e desagradou outros tantos em proporções quase idênticas, Jair Bolsonaro chega à sua diplomação como presidente nesta segunda-feira, 10, com quase toda a equipe escalada. Resta apontar alguém para o Ministério do Meio-Ambiente, mais uma área em que o ex-capitão e boa parte dos seus tateiam com viseiras ideológicas. Continue lendo “O bagre de Bolsonaro”
Uma imagem vale mil palavras…
Ao olhar a foto do presidente eleito Jair Bolsonaro conversando com seu vice, o general Hamilton Mourão, lembrei-me dessa frase do Millôr. A imagem é ótima: um retrato dos dois eleitos pelo povo cochichando sobre o que fazer a seguir, foi o que imaginei… Mas explicar isso sem palavras… Continue lendo “Uma imagem vale mil palavras…”
Não se compra a briga dos outros
Episódios recentes são emblemáticos do quanto o pragmatismo responsável se impõe para que o Brasil não seja prejudicado no jogo das relações internacionais. Sem poder de retaliação, temos muito a perder se tomarmos para nós brigas alheias, onde os contendores ao final podem acabar se entendendo. Continue lendo “Não se compra a briga dos outros”
Keaton e Chaplin na Almirante Reis
A mulher madura ria-se, de perdida, os dois pés assentes no lancil do passeio da Avenida Almirante Reis. De pés no lancil do passeio, na Almirante Reis, nunca mais ninguém, mulher ou homem, se rirá tanto e tão perdidamente. Deixemos a mulher madura, da pequena burguesia ascendente dos anos 80, rir-se. Voltaremos a ela quando consiga falar. Continue lendo “Keaton e Chaplin na Almirante Reis”
Perto dos fiéis, longe do país
Depois de agregar votos de milhões que não fechavam com a sua cartilha mas temiam a vitória do PT e a continuidade da corrupção, Jair Bolsonaro voltou a atender prioritariamente as demandas dos seus. Na outra ponta, o petismo, que na reta final da campanha tentou emplacar Fernando Haddad como salvador da democracia contra o fascismo para captar eleitores além dos fiéis, passou a pregar o avesso: resistência ao presidente eleito e, portanto, à democracia. Continue lendo “Perto dos fiéis, longe do país”
Carta para uma querida e saudosa amiga
Minha querida Emília,
hoje, lendo as cartas de amor aos livros no Segundo Caderno de O Globo, tive a impressão que você estava encarapitada em meu ombro, tentando ver se eu me lembrava de você, do Visconde, dos meninos, da Dona Benta e da Tia Nastácia, e de nossas viagens a bordo do pó de pirlimpimpim. Continue lendo “Carta para uma querida e saudosa amiga”
Não estão entendendo quase nada
Um mês após a vitória de Jair Bolsonaro, reina a maior perplexidade nas forças políticas vitimadas pelo tsunami eleitoral. Sem explicações convincentes, tateiam no escuro, sem perceber que não estamos apenas diante de uma dessas ondas que vem e voltam, mas de um novo ciclo cuja duração é imprevisível. O recado das urnas ainda não foi assimilado e surgem versões das mais esdrúxulas. Continue lendo “Não estão entendendo quase nada”
Madre Teresa e o “Apocalyse Now”
O rio Tejo é um rio manso. Brando como se dizem ser os costumes portugueses. O maior mal que talvez o rio Tejo seja capaz de fazer é inundar, o que, diga-se, está na telúrica natureza de um rio. Continue lendo “Madre Teresa e o “Apocalyse Now””
Um Bolsonaro humanista!
“O povo venezuelano não é mercadoria, não é produto para ser devolvido.” Ao se contrapor radicalmente ao correligionário e futuro governador de Roraima, Antônio Denarium, o presidente eleito Jair Bolsonaro demonstrou coragem ao chamar para si a solução de um problema grave. E surpreendeu pelo conteúdo de respeito aos direitos humanos, tão fora de sua praia. Merece aplausos. Claro, se não der para trás, como já ocorreu em outras questões-chave. Continue lendo “Um Bolsonaro humanista!”
Sobre a liberdade de imprensa
Resolvi dispor aqui alguns pensamentos sobre a Liberdade de Imprensa. Você, leitor amigo, decide qual deles melhor descreve o que você sente por essa instituição, a Imprensa. E depois verifique ao pé desta página quem assina o pensamento que você escolheu. Continue lendo “Sobre a liberdade de imprensa”
Petrobrás: estratégia ou ideologia
A indicação do economista Roberto Castello Branco para presidente da maior empresa brasileira põe na ordem do dia o debate sobre qual deve ser o papel da Petrobrás em um mundo em busca de energias limpas e renováveis. Dentro de algumas décadas o petróleo cederá espaço a novas fontes de energia e aquilo que hoje é visto como estratégico pode se transformar num tesouro morto, abandonado nas profundezas do pré-sal. Continue lendo “Petrobrás: estratégia ou ideologia”
A cruz perpétua
Na mão psiquiatricamente perturbada de Arthur Herman Bremen brilhou o ponto trinta e oito, o mais mítico dos revólveres, e quatro tiros no ventre condenaram o senador George Wallace a paralisia perpétua da cintura para baixo. Em 1972, a mando da desordem mental da mão de Arthur Bremmer, o seu dedo indicador no gatilho inaugurou, sem o saber, uma valsa a três tempos que punha a dançar arte e realidade. Continue lendo “A cruz perpétua”
A vida é dura
Trapalhadas, bate-cabeças, idas e vindas. A 40 dias de sua posse, o presidente eleito Jair Bolsonaro parece não saber o que quer. Nem mesmo consegue formatar o desenho primário do governo. Transita entre dias de extinção e fusão de ministérios, misturando alhos e bugalhos para chegar aos 15 prometidos na campanha, outros de recuo e até de criação de novas pastas, como o recém-anunciado Ministério da Cidadania. E antes mesmo de tomar assento no Planalto já contabiliza sua primeira baixa: a do general da reserva Oswaldo Ferreira. Continue lendo “A vida é dura”




