Há filmes que gosto de ostentar, há filmes que gosto de esconder. Exibo Playtime, do francês Jacques Tati, como um dos meus emblemas de bom gosto, comédia saturada de inteligência e invenção, coberta, se olharmos bem, por um imaculado lençol de lírica tristeza.
Jolene, a Outra
Tenho uma paixão pelas canções que falam da Outra.
As canções que falam da Outra em geral roçam o brega, o que é tido como mau gosto, o boko moko, o cafajeste. Continue lendo “Jolene, a Outra”
Política 1, Energia 0
A campanha eleitoral de 2014 já começou nas contas de luz. Continue lendo “Política 1, Energia 0”
Más notícias do país de Dilma (78)
“O governo brasileiro pode apresentar ao mundo, com muito orgulho, uma rara combinação de resultados econômicos – uma das taxas de crescimento mais pífias do globo e uma inflação muito mais alta que a da maior parte dos países civilizados.” A frase é de um editorial do Estadão. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (78)”
Oscar Niemeyer, uma grande enganação
Oscar Niemeyer, na minha opinião, é um gigantesco blefe. Uma imensa enganação.
O Brasil parece adorar blefes, enganações. Nesse sentido, o Brasil e o Niemeyer se merecem. Continue lendo “Oscar Niemeyer, uma grande enganação”
garças e abutres chegados da terra do urubu-rei. capítulo 5
5. A Casa
O pátio era enorme. Tinha a impressão de que poderia me perder por ali com a maior facilidade. Era possível, por exemplo, desenvolverem-se simultaneamente duas ou mais peladas, as dos pequenos e a dos grandes. E, se eu os olhava correndo, eram como espalhadas estrelas perdidas no céu. O pátio era enorme. Continue lendo “garças e abutres chegados da terra do urubu-rei. capítulo 5”
Pérolas do Febeapá
Mexendo em meus livros, notei um volume de capa cor de abóbora, com letras pretas. Era o Febeapá, edição de 1966. Continue lendo “Pérolas do Febeapá”
A República de Roses
Um favorzinho aqui, outro acolá. Nomeações, falsificações, tráfico de influência, e sabe-se lá mais o quê. Na semana em que a Suprema Corte encerrou a dosimetria das penas dos réus do mensalão, pela primeira vez decidindo mandar poderosos para a cadeia, a estrela foi Rosemary Noronha. Continue lendo “A República de Roses”
Gonzaga, pai e filho
Na tela explodem corações. Na platéia, lágrimas pela história comovente e canto silencioso pelas belíssimas canções. Dois talentos da música popular brasileira, que a vida juntou pelo sangue e desuniu no dia a dia da carreira de um e do crescimento do outro. Continue lendo “Gonzaga, pai e filho”
Três lições para a Escola de Cinema
Robert Parrish é um conhecidíssimo desconhecido. Atravessou cinco décadas de Hollywood. Foi exímio montador e ganhou um Oscar pela montagem de Body and Soul de Robert Rossen. Realizou uma mão cheia de filmes esquecidos. Continue lendo “Três lições para a Escola de Cinema”
Meus discos: Changes, de Jim & Jean
Um dos discos que eu mais curti (e ainda curto) na vida é pouquíssimo conhecido. Cheguei a achar que era uma invenção, uma fantasia minha.
Era um duo – Jim & Jean. O disco se chama Changes. Continue lendo “Meus discos: Changes, de Jim & Jean”
Balcões de pequenos e grandes negócios
O escândalo do Mensalão, que está terminando de ser julgado pelo Supremo, se reveste até de uma certa solenidade se for comparado aos relatos da Operação Porto Seguro, cujos detalhes vão sendo revelados aos poucos pela Polícia Federal. Continue lendo “Balcões de pequenos e grandes negócios”
Más notícias do país de Dilma (77)
Rose Noronha é a cara do PT.
Antigamente, até 2002, acreditava-se que o PT era formado por idealistas que queriam mudar tudo isso que estava aí. Mas em 2003 o partido aboletou-se no poder – e tomou de assalto o Estado brasileiro com a voracidade de uma nuvem de gafanhotos. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (77)”
garças e abutres chegados da terra do urubu-rei. capítulo 4
4. Ainda os habitantes
Eu estava sentado no chão, no meio de pequeno grupo, devia ser meu primeiro ou segundo dia, alguém chamou:
Bojão!
Bojão chegou e começou a me olhar. O apelido era muito esquisito. Comecei a rir. Continue lendo “garças e abutres chegados da terra do urubu-rei. capítulo 4”
O bicheiro bota banca
Carlinhos Cachoeira, o bicheiro, foi solto. Horas antes veio a público o relatório da CPI que leva o seu nome, comprovando, com todos os efes e erres, que a Comissão só fora inventada por Lula para que ele e o PT pudessem se vingar de alguns dos delatores do mensalão. Continue lendo “O bicheiro bota banca”




