Assim não, general!

O general Eduardo Villas Boas, comandante do Exército, muito tem contribuído para as Forças Armadas ficarem adstritas às suas funções constitucionais. Em diversos momentos foi a voz do bom senso para apagar incêndios nos quartéis que poderiam se alastrar em ações que no passado causaram tantos danos ao país. Continue lendo “Assim não, general!”

O amor do povo

O povo não é como Barthes. Se aplaude, o povo aplaude o artista. Conceptualíssimo, o povo negligencia a obra para amar unilateral e exclusivamente o criador e o puro acto da sua criação. Continue lendo “O amor do povo”

Fé cega, faca amolada

Não são poucas e nem recentes as vozes que denunciam a crescente intolerância na disputa política. Mas neste país que insiste em errar muito e quase nada aprender com seus erros, dificilmente a barbárie cometida contra Jair Bolsonaro servirá como freio de arrumação. Ao contrário: os opostos que se digladiam com incivilidade e ódio recarregaram suas baterias. Continue lendo “Fé cega, faca amolada”

A segunda morte de Luzia

Nas labaredas do Museu Nacional desapareceu o crânio de Luzia, um fóssil de 12 mil anos, o habitante mais antigo da América. Mesmo se for encontrada, Luzia morreu pela segunda vez e com ela o mais rico patrimônio histórico e arqueológico do país. Mais: morreu parcela importante da memória nacional e parte da autoestima dos brasileiros. Continue lendo “A segunda morte de Luzia”

Posso fazer xixi?

Andava o norte de Portugal a fritar filhoses para o Natal, enquanto os apaniguados do Doutor Cunhal fritavam latifundiários, ocupando-lhes as herdades, no sul. Foi nestes preparos festivos que Chinatown se estreou em Portugal. A 18 de Dezembro de 1974. Continue lendo “Posso fazer xixi?”

Troça, chacota, deboche

Goste-se ou não delas, leis balizam a organização da coletividade, garantem direitos e deveres, impõem punições. Têm de ser respeitadas e, por óbvio, cumpridas. Mas por aqui o descaso com as leis e até mesmo com a Constituição é generalizado, a começar por aqueles que por dever de ofício juram lealdade a elas. Continue lendo “Troça, chacota, deboche”

Réquiem para o socialismo do século XXI

A Venezuela foi a pátria-mãe do “socialismo do século 21”, assim como a União Soviética foi para o chamado “socialismo real”. Na primeira década deste século o teórico alemão Heinz Dieterich viu no governo de Hugo Chávez a confirmação do modelo que concebeu, pautado na “economia de equivalência”, na “democracia de massas” e “na democracia de base”; em contraposição à economia de mercado e à democracia representativa.  Continue lendo “Réquiem para o socialismo do século XXI”

Sob o domínio da farsa

O horário eleitoral obrigatório de rádio e TV começa na próxima sexta-feira, abrindo a etapa decisiva de uma eleição em que a farsa domina. Candidaturas falsas, burla de leis e mentiras deslavadas quanto ao financiamento das campanhas são exemplos da dimensão do embuste. Continue lendo “Sob o domínio da farsa”

Nem sempre a novidade é avanço

No meio da correspondência, entre cartas, informes, contas e anúncios que encontro toda vez que vou olhar minha caixa de correspondência aqui no prédio, veio uma tripa de papel, de mais ou menos 30 cm x 10 cm, que por pouco não rasgo e jogo na lixeira, pensando que fosse apenas um anúncio de delivery de pizzas, o mais comum entre os que encontro na caixinha. Continue lendo “Nem sempre a novidade é avanço”