Não basta um animador de torcida

Saltam aos olhos o descrédito, o desânimo e a desconfiança dos investidores. Perigosamente o país se aproxima do caos profundo, como alertou o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Diante da deterioração do quadro econômico, Joaquim Levy vai caindo pelas tabelas, agoniza em estado catatônico. Continue lendo “Não basta um animador de torcida”

Cada macaco no seu galho

São mais do que oportunas as palavras do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas. Segundo ele, competem às instituições civis – Supremo Tribunal Federal, Procuradoria Geral da República, Polícia Federal, Tribunal de Contas, Poder Legislativo e Executivo – a missão de enfrentar e superar a crise ética, econômica e política que o Brasil atravessa. Continue lendo “Cada macaco no seu galho”

O mar não está para peixe

A expressão do título, dita pelo senador José Serra, sintetiza com perfeição a ojeriza dos brasileiros em relação aos partidos e políticos tradicionais. Aquilo que deputados e senadores vêm constatando em seus contatos com suas bases foi confirmado pela pesquisa do Ibope, em que a rejeição às principais lideranças, a começar pelo ex-presidente Lula, mas não exclusivamente a ele, bateu na estratosfera. Continue lendo “O mar não está para peixe”

Olha que cai a jaca

Dia sim e outro também, o ex-presidente Lula, o presidente do PT, Rui Falcão, parlamentares e economistas petistas correm para debaixo da jaqueira e balançam a árvore até não poder mais para ver se a fruta cai. A jaca, no caso o ministro da Fazenda Joaquim Levy, corre sérios riscos de se espatifar no chão, embora a presidente Dilma Rousseff tenha assegurado com todos os erres e esses que ele está firme no pé. Continue lendo “Olha que cai a jaca”

A peleja entre o moderno e o arcaico

Não é de hoje o conflito entre o arcaico e o moderno, no Brasil. Essa peleja vem de longe, atravessou séculos, marcou todos os campos da sociedade brasileira.  O país só avançou quando o novo conseguiu vencer o antigo, deslocando seus interesses incrustrados nos aparelhos do Estado. Continue lendo “A peleja entre o moderno e o arcaico”

Queimou as caravelas

Quando da conquista do México, o espanhol Hernán Cortés mandou queimar as caravelas para não deixar nenhuma rota de fuga. Só restava a seus soldados seguir em frente, se quisessem sobreviver. A presidente Dilma Rousseff foi mais além, na sua reforma ministerial: mandou queimar as caravelas em pleno mar. E com ela dentro! Continue lendo “Queimou as caravelas”

“Unidos e coesos”

Na época do regime militar, tornaram-se famosas as notas oficiais das Forças Armadas alardeando que estavam “unidas e coesas” em torno dos ideais revolucionários. O pau cantava nos quartéis onde militares da linha dura e distensionistas se digladiavam para definir se endureciam mais ainda o regime ou se faziam um mínimo de abertura. Continue lendo ““Unidos e coesos””

Caiu na real?

Até ontem se vendiam ilusões. De forma exaustiva, a presidente Dilma Rousseff repetia: a crise é passageira e a retomada do crescimento se dará logo, logo. No máximo, admitia 2015 como o ano da “travessia”. Tudo, no entendimento do governo, era uma questão de vontade política, como se a economia fosse movida pela fé. Continue lendo “Caiu na real?”

#ForaPelegos

Nos últimos 12 anos, centrais sindicais e movimentos sociais foram, paulatinamente, cooptados pelo Estado. Até as mais combativas passaram a ser tuteladas, mantidas por tributos compulsórios, aparelhadas e instrumentalizadas por interesses partidários e governamentais. Continue lendo “#ForaPelegos”

Sem medo de ser feliz

Talvez por uma visão distorcida da lealdade ideológica, a militância petista vinha resistindo, obsessivamente, a encarar os fatos. De uma couraça impermeável, preferia acreditar nas palavras de seus dirigentes, na versão fantasiosa de que a Operação Lava-Jato era uma trama golpista impetrada por uma direita ávida em destruir as “conquistas sociais” promovidas pelos governos petistas. Continue lendo “Sem medo de ser feliz”