Tripas

TariFlávio Rachad BolsoMaster. Assim resumido esteticamente, segundo as últimas criações que catei na Internet, o nome do 01 da famiglia das arminhas segue crescendo para baixo nas pesquisas eleitorais. E quanto mais cognomes se somam à alcunha do dito cujo, mais o barranco se inclina para o lodaçal ao rés do chão, onde se encontra o brejo propriamente dito. 

Do jeito que vai, o 01 não vai chegar nem em segundo lugar no primeiro turno. Minha pitonisa favorita põe o 01 na cadeia em 2027/2028: não terá mais o mandato a protegê-lo e um juiz de primeiro grau vai levá-lo à jaula. Por peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, crime hoje chamado de organização criminosa. 

O 03 e o 04 vão junto, o primeiro por peculato e o outro por estelionato e tráfico de influência. Papai Jair educou-os para o crime, e nisto foi muito bem sucedido. 

Mas o que mais impressiona é a lentidão, não da Justiça, mas da fatia  do meio do eleitorado brasileiro, aquela que não está nem lá nem cá, em concluir que se trata de uma famiglia de malfeitores que deve ser banida, com milhares de outros, da política nacional. 

Desde janeiro o embuste vinha crescendo sem parar e angariando intenções de voto em massa. Quando atingiu o topo máximo do possível imaginável, apesar de todas as acusações já comprovadas, mas não ajuizadas, de peculato e lavagem, no Rio de Janeiro e nas quadras de mansões do Distrito Federal, eis que um simples telefonema derruba o castelo de cartas marcadas. 

Não foi preciso nenhum movimento político para detonar o castelo, nenhuma manifestação, nenhuma passeata. O castelo veio abaixo pela própria voz do seu construtor. Ele não tem como desdizer. Não tem como explicar e, diante do incontestável, qualquer explicação soa como farsa deslavada. 

Em outro país, e me lembro do Japão, um embusteiro desse naipe, mas com vergonha na cara, enfiaria o punhal nas tripas. Com ou sem desculpas numa folha de papel pendurada no pescoço. 

Aqui, porém, a sem-vergonhice não tem limites e o indivíduo continua por aí, mostrando a cara de pau, sob aplausos da corriola de sua mesma laia. 

Não é política. É circo. A mulher barbada mostrando sua verdadeira cara. 

Nelson Merlin é jornalista aposentado e ainda escandalizado com o escândalo de ontem, sem contar com os que estão  vindo adiante, como este que agora envolve o também senador Jaques Wagner. 

18/6/2026

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