Ou Lula ou o horror (6)

Jair Bolsonaro não é contra a corrupção coisa alguma .

A afirmação não é propriamente inédita, mas tem uma especial, vital, crucial, emblemática importância: foi feita por 59 professores e pesquisadores especialistas em combate à corrupção.

São profissionais de diversas disciplinas – Direito, Economia, Administração, História, Ciência Política e Contabilidade –, associados a instituições acadêmicas reconhecidas: Universidade de São Paulo (USP), Fundação Getulio Vargas (FGV), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Faculdade de Direito da Universidade de Toronto, University College London, Universidade de Brasília e Universidade do Estado de Santa Catarina.

Esses professores e pesquisadores que se dedicam a estudar a corrupção e o combate a ela assinaram uma carta em que defendem o voto em Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição, no próximo dia 30.

Na carta, os acadêmicos reafirmam esta verdade já conhecida e a cada dia mais cristalina: “Bolsonaro representa uma ameaça concreta e iminente à democracia brasileira”.

Esclarecem que o suposto apoio de Bolsonaro ao combate é corrupção é apenas retórico – “conforme evidenciado por sucessivos escândalos de corrupção, alianças com os setores mais clientelistas da política nacional, interferência política nos órgãos de investigação, desconstrução do aparato jurídico institucional de combate à corrupção, e enfraquecimento do controle social e da transparência pública”

Votar no candidato do PT, dizem eles, é “expressar a convicção de que o combate à corrupção não pode ocorrer às custas da ordem democrática; a convicção de que, pelo contrário, qualquer avanço nessa matéria só será sustentável quando acompanhado pelo fortalecimento das instituições e dos valores democráticos”.

E explicam:

“Votar em um candidato não significa aderir ao seu governo; às vezes, só nos é dado escolher a qual governo faremos oposição. E muitos de nós, abaixo-assinados, certamente optarão por fazer oposição ao governo eleito. Mas, entre fazer oposição a um governo democrático e fazer oposição a um governo autoritário, a nossa escolha será sempre pelo governo democrático.”

Eis os nomes dos especialistas em combate à corrupção que assinaram a carta:

Amon Barros, André Assumpção, Andreia Reis do Carmo, Armando Castro, Bárbara Alencar Ferreira Lessa, Beatriz Silva da Costa, Bruno Pinheiro Wanderley Reis, Bruno Wilhelm Speck, Caio César de Medeiros Costa, Caio Coelho, Camila Pagani, Cecília Choeri, Conrado Hubner Mendes, Denise Pinheiro, Eduardo Saad Diniz, Fabiano Engelmann, Fabiano Maury Raupp, Fabio de Sa e Silva, Fernanda Odilla, Fernando Filgueiras, Frederico Lustosa da Costa, Graziela Dias Teixeira, Guilherme France, Guilherme Siqueira de Carvalho, Isabel Cristina Veloso de Oliveira, Jamile Camargos de Oliveira, João Mendes Rocha Neto, José Álvaro Moisés, José Sérgio da Silva Cristóvam, Juliane Sant’Ana Bento, Leonardo Avritzer, Letícia Meniconi Barbabela, Ligia Mori Madeira, Luciano Da Ros, Luiz Fernando Vasconcellos de Miranda, Manoel Galdino, Manoel Gehrke, Marco Antonio Carvalho Teixeira, Marcos Fernandes Gonçalves da Silva, Maria Dominguez, Maria Eugênia Trombini, Mariana Carvalho, Mariana Mota Prado, Marjorie Marona, Marta Rodriguez de Assis Machado, Michael Freitas Mohallem, Nara Pavão, Paula Chies Schommer, Paulo Roberto Neves Costa, Rafael Cláudio Simões, Ranulfo Paranhos, Raquel de Mattos Pimenta, Renato Chaves, Rodrigo Rossi Horochovski, Rogério Arantes, Suylan de Almeida Midlej e Silva, Vanessa Elias de Oliveira, Vinicius Reis, Wagner Pralon Mancuso.

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Parabéns a eles!

Vieram se juntar a uma vasta galeria de nomes importantes das mais diversas áreas de atividade que já anunciaram publicamente seu voto em Lula – muitos deles não lulistas, não petistas, mas que sabem perfeitamente que nesta eleição há algo muito maior do que uma disputa entre esquerda e direita.

No dia 30 o Brasil vai optar entre democracia e ditadura. Entre civilização e barbárie.

Não votar em Lula é votar na ditadura, nas trevas, na incivilidade.

E é por isso que já declararam voto em Lula, entre muitos outros, como bem enumerou Eliana Sá, no Facebook…

“Fernando Henrique Cardoso. E João Amoêdo. E José Serra. E Armínio Fraga. E Caetano. E Chico. E Gil. E Daniela Mercury. E Otto. E Tulipa Ruiz. E Pedro Cardoso. E Dartiu Xavier. E Valter Hugo Mae. E Helena Rizzo. E Daniel Daibem. E Christian Dunker. E Tatiana Salem Levy. E Giovana Madalosso. E Tiago Ferro. E Joca Rainers Terron. E Carola Saavedra. E Lilia Schwarcz. E Sheyla Smanioto. E o Julián Fuks. E Vanessa Ferrari. E Maria Valeria Rezende. E a Laerte. E Drauzio Varella. E Mano Brown. E Milton Hatoum. E Sonia Braga. E Paulo Miklos. E Zeca Camargo. E Walter Salles. E Fernando Meirelles. E Celso Lafer. E Arnaldo Antunes. E a Beatriz Bracher. E Cadão Volpato. E Fernando Grostein. E Roberta Martinelli. E Karina Buhr. E Luedji Luna. E Luiz Ruffato. E Marcelo Rubens Paiva. E Marcelo Masagão. E Marina Lima. E Ricardo Lisias. E Regina Dalcastagne. E Eduardo Lacerda. E Roberto Taddei. E To Brandileone. E Veronica Stigger. E Wagner Moura. E Zuza Homem de Melo. E Marina Person. E Maria Alice Setubal. E Leandra Leal. E Junio Barreto. E Pedro Granato. E José Santana Filho. E Bruno Zeni. E Silvia Nastari. E Silvana Tavano. E Djamila Ribeiro. E Lubi Prates. E Natália Zuccala. E Júlia de Carvalho Hansen. E Laura Erber. E Alice Sant’anna. E Angélica Freitas. E Juliana Perdigão. E Manuel Castells. E Pepe Mujica. E Vanessa Barbara. E Vanessa Maranha. E Jary Pádua. E Carol Freitas da Cunha. E Ronaldo Bressane. E Tarso de Melo. E o Felipe Cordeiro. E Nina Becker. E o Emicida. E Xico Sá. E Maeve Jinkings. E Edgard Scandurra. E Dua Lipa. E Black Eye Pees. E Ellen Page. E John Oliver. Stephen Fry. E Tati Bernardi. E Antonio Prata. E Fabio Porchat. E Francis Fukuyama. E Céu. E Lucas Santanna. E o Papa Francisco. E a CNBB. E Antonio Fagundes. E Pedro Caetano. E Emilio Fraia. E Ana Elisa Egreja. E Fabiane Secches. E Roberto Schwarz. E Paulo Lins. E Ademir Assunção. E Flavia Bolaffi. E Francesca Cricelli. E Rodrigo Amarante. E Marcelino Freire e Eliana Sá.”

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Faltou a Simone Tebet aí na lista!

Seguramente faltaram muitas outras pessoas importantes. É natural. Não dá pra enumerar todas as pessoas importantes que, nas últimas semanas, nos últimos dias, manifestaram publicamente seu voto em Lula, contra o horror.

Faltou, por exemplo, o biólogo Fernando Reinach, que tem escrito artigos sobre Ciência para O Estado de S. Paulo. PHD em Biologia Celular e Molecular pela Cornell University, Fernando Reinach é um antipetista. Iniciou seu artigo publicado no Estadão do dia 15/10 assim: “Foi no governo Lula que ocorreram os maiores casos de corrupção organizada da história do Brasil.”

Pois é. O título do artigo é “Bolsonaro quer destruir nosso futuro”. O cientista fala longamente sobre os episódios de corrupção nos governos petistas – para então, lá pela metade, afirmar: “Apesar de tudo isso, vou votar em Lula. Prefiro o mal menor.”

Em seguida:

“Não vou detalhar as horríveis características pessoais de Bolsonaro, sua falta de educação, seu machismo, a homofobia, sua falta de controle verbal e emocional, sua capacidade de mentir descaradamente, sua predileção pela violência e a apologia das armas. A meu ver, se fossem esses seus únicos defeitos, e ele fosse um democrata, até consideraria dar a ele, com nojo profundo, meu voto.

“Meu maior problema com Bolsonaro envolve sua tentativa de destruir o futuro do Brasil (Exterminador do Futuro, 13 de Agosto de 2022). Eu vivi minha juventude durante a ditadura militar lutando pela volta da democracia. Felizmente, ou infelizmente, grande parte das pessoas que vão votar no dia 30 de outubro não viveram esse período, não foram educadas para entender o que ocorreu, ou já se esqueceram.

“Foi uma época em que amigos simplesmente desapareciam, eram presos, torturados e mortos. A imprensa sofria censura prévia e um artigo como esse teria sido substituído por uma receita culinária ou versos de Camões. Uma época em que não podíamos eleger o presidente. Quando todas as instâncias criadas para proteger a democracia foram deturpadas, destruídas, ou tornadas impotentes.

“Eu acredito que Bolsonaro, que inúmeras vezes elogiou a ditadura militar e os mais abjetos personagens da época, deseja a volta desse período sombrio de nossa história. Assim como outros líderes autoritários de esquerda e direita, Bolsonaro tem como agenda única minar aos poucos as instituições democráticas para se tornar um ditador. Ele tenta subjugar o judiciário, prega a desconfiança no processo eleitoral, e alicia a banda podre do legislativo e das forças armadas distribuindo vantagens financeiras. Se Bolsonaro tiver sucesso a democracia acaba no Brasil.

“A democracia não é um regime perfeito. Sua premissa é que o povo manda através do voto e que as pessoas eleitas representam a vontade da população. O progresso de um país democrático ocorre à medida que seu povo escolhe líderes que respeitam a democracia e implementam os desejos da população. Quando isso ocorre, aos poucos (infelizmente é aos poucos mesmo) o país progride. Médicos bem formados passam a coordenar a saúde, bons economistas pilotam as finanças, e ecologistas cuidam para que o meio ambiente seja preservado.

“Sabemos que um povo pouco educado é presa fácil de promessas impossíveis, de argumentos demagógicos e enganosos, como o que armar a população diminui a criminalidade. É por isso que a manutenção e o progresso das democracias dependem de dois fatores: governantes que respeitem os princípios democráticos, e uma melhora gradativa do nível de educação. Só isso permite a eleição de representantes cada vez melhores.

“Políticos autoritários, os realmente perigosos, como Bolsonaro, vão aos poucos desacreditando os alicerces do processo democrático (o voto, as urnas, o processo legal, o judiciário e o TSE) e ao mesmo tempo tentam retardar, destruir ou mesmo fazer retroceder a educação de seus eleitores. Quanto menor o nível educacional, mais fácil manipular e enganar a população. Esse é o maior conflito de interesse de muitos políticos: prometem melhorar a educação mas sabem que se isso ocorrer vai ficar mais difícil se manterem no poder. No caso dos políticos autoritários, como Bolsonaro, a decisão é simples. Prometem educar mas destroem o Ministério da Educação, da Ciência e Tecnologia e substituem o debate racional por lemas, crenças e palavras de ordem. E assim tentam se manter no poder pelo voto até acabarem com o voto e a democracia, se tornando ditadores.”

E o cientista finaliza:

“É por esse motivo que para mim é impossível votar em Bolsonaro. No fundo acredito que é melhor um presidente corrupto ou conivente com a corrupção, mas que respeita a democracia (brigou pelo fim do regime militar, se submeteu à prisão e lutou por vias legais por sua soltura) a um que tem como objetivo exterminar nosso futuro. É mais fácil combater a corrupção do que reconstruir uma democracia. É por isso que vou votar, constrangido, em Lula.”

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Um pouco adiante volto a esse tema do antipetismo, que o artigo de Fernando Reinach ilustra bem.

Mas antes quero dizer que, naquela deliciosa lista de apoiadores de Lula nestas eleições em que o país definirá se quer democracia ou ditadura, faltaram a Xuxa Meneghel, a Fátima Bernardes

Fátima Bernardes, que foi apresentadora do Jornal Nacional da Rede Globo durante 14 anos, divulgou um vídeo no dia 1º/10, dois dias, portanto, antes do primeiro turno, em que falou de seu voto. Explicou ter tido muita esperança em que um nome da terceira via se mostrasse viável e em condições de chegar ao segundo turno. Como isso não aconteceu, decidiu votar em Lula.

Em seguida Fátima apresentou, de forma impressionantemente lógica, clara, os motivos pelos quais é necessário evitar que Jair Bolsonaro tenha um segundo mandato. Fiquei muito impressionado com a capacidade da moça de sintetizar em 1 minuto e 20 segundos um número enorme de argumentos cristalinos.

Um trecho:

“Hoje, depois do que aconteceu nos últimos quatro anos, da falta de humanidade diante das centenas de milhares de vítimas da pandemia, dos seguidos ataques às mulheres, à imprensa, à ciência, às artes, à democracia, do retorno da fome de uma maneira inaceitável, da campanha pelo aumento do número de armas nas mãos dos civis, da mistura da religião – algo sagrado – com a política, eu achei importante revelar meu voto. (…) Nestas eleições, diante do momento que estamos vivendo, eu voto 13, voto Lula. E que seja um domingo de paz e respeito entre todos os brasileiros.”

Pouco antes, no dia 27/9, Xuxa Meneghel havia divulgado em suas redes sociais um vídeo muitíssimo mais sucinto, em que aparecia, linda como sempre, vestida de vermelho, fazendo o L com a mão: “Primeiro turno. Amor, respeito e democracia”.

Em outubro, fez novo vídeo, reafirmando o voto em Lula e criticando Bolsonaro.

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Faltou Angélica – mas não faltou o marido dela, porque Luciano Huck não anunciou apoio a nenhum dos dois lados – ao menos até agora.

Ainda antes do primeiro turno, Angélica escreveu no Twitter: “De fato tive muita dificuldade em decidir meu voto. Vale ressaltar que em tempo algum cogitei votar no atual presidente. Por fim, decidi votar no Lula.”

Na quinta-feira, 20/10, Luciano Huck publicou em sua página no Facebook um ótimo e necessário vídeo, com argumentos sólidos para convencer as pessoas a votar – a não se abster. Comparou com uma eleição do síndico do prédio: quem não vota não tem condições de reclamar depois das decisões que o síndico tomar. Fez uma frase brilhante: Votar leva menos de um minuto; o resultado de não votar dura quatro nos.

Disse, lá pelas tantas, que basta entrar na cabine e digitar o número do candidato: “Pode ser o Lula, ou o Bolsonaro”.

Algum malandro pegou o vídeo e fez uma edição falsa, mentirosa, calhorda (e muito bem produzida), em que Huck repetia várias vezes “Pode ser o Lula” – sem citar o outro.

O malandro mentiu, falseou, trapaceou – e o vídeo mentiroso está rolando por aí.

Fiz um post no Facebook: “Mentir, falsear, trapacear não é uma boa maneira de defender o voto em Lula. Há trocentos mil argumentos sólidos, válidos, lúcidos, lógicos – e verdadeiros – para defender o voto em Lula. Eu mesmo já fiz cinco textos e compilações de textos da série ‘Ou Lula ou o horror  ‘.”

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Neste volume 6 da série, vou transcrever a íntegra de um artigo que demonstra, tintim por tintim, por que os antipetistas que de fato desejam o bem deste país deveriam desta vez votar no PT. O autor, Celso Rocha de Barros, doutor em sociologia pela Universidade de Oxford, apresenta argumentos claros, fortes, lúcidos. Aí vai:

Antipetistas devem votar em Bolsonaro?

Celso Rocha de Barros, Folha de S. Paulo, 17/10/2022.

O antipetismo tem suas razões, mas nenhuma delas é razão para votar em Jair Bolsonaro.

Muitas vezes “antipetismo” é só preferência pela direita. Não há nada de errado em ser de direita, mas nesta eleição esse não é um bom argumento para votar contra o PT. Depois que Bolsonaro transformou a eleição em plebiscito sobre o golpe, toda a elite dos economistas liberais brasileiros já declarou voto em Lula.

O antipetismo é mais comum na direita, mas se manifesta também no centro e até na esquerda. Em geral, trata-se de uma aversão aos escândalos de corrupção que ocorreram durante os governos do PT, ou ao apoio do PT a ditadores de esquerda como Nicolás Maduro.

O apoio a Maduro é mesmo indefensável. É o equivalente do apoio de Margaret Thatcher a Pinochet, uma afirmação de preferências ideológicas em detrimento dos valores democráticos. Se você não votar no PT contra, digamos, Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer ou João Amoêdo por esse motivo, é seu direito legítimo.

Mas Bolsonaro é como uma Thatcher muito menos competente que ainda por cima quisesse implementar o regime de Pinochet no Reino Unido. Se você se opõe ao regime de Maduro por convicção democrática, deve votar em Lula contra Bolsonaro.

O principal argumento do antipetismo são os escândalos de corrupção nos governos do PT. Eles existiram, você tem o direito de se indignar com eles, mas quem repetir discurso de 2015 em 2022 está mentindo.

A própria Lava Jato mostrou que o cartel das empreiteiras financiava as campanhas do PT como financiou as da direita por décadas, sempre em troca do direito de fraudar licitações. Isso, aliás, já havia sido dito por ninguém menos que Roberto Jefferson em seu livro de 2006, “Nervos de Aço”, curiosamente negligenciado pelo discurso antipetista.

No clássico “A Organização”, em que Malu Gaspar contou a história da Odebrecht, consta que o cartel foi descoberto pela esquerda no começo dos anos 1990 —por José Paulo Bisol, vice de Lula na campanha de 1989—, mas a direita conseguiu abafar o escândalo.

Finalmente, pergunte para os procuradores da Lava Jato que não viraram políticos quem matou a operação: foi Jair Bolsonaro. Os procuradores discordam bastante da tese de que Jair fez isso porque a corrupção acabou. Os principais aliados de Bolsonaro em 2022 são direitistas que foram denunciados junto com o PT, e hoje vivem uma era de ouro.

Um antipetismo que mantenha o discurso sobre corrupção de 2015 após tudo o que o Brasil viveu depois que o PT saiu do governo é apenas uma estratégia para ajudar ladrões de direita a fugir da prisão.

Claro, se você, de fato, quer ajudar ladrões de direita a fugir da cadeia, aí sim, pode apertar 2, 2, priiii, e partir para o abraço.

Ninguém é obrigado a gostar do Partido dos Trabalhadores. Mas os argumentos que funcionam para justificar voto na direita democrática contra o PT simplesmente não funcionam para justificar o voto em Jair Bolsonaro. Nos últimos anos, Jair provou que é um risco de chavismo pior do que o PT e uma ameaça maior ao combate à corrupção do que o PT.

Entendo inteiramente que, para um brasileiro de direita, seja deprimente votar no PT. Mas se os antipetistas bancarem Jair Bolsonaro, o farão traindo seus melhores argumentos e dando vazão a seus piores sentimentos.

21/10/2022

Este post pertence à série de textos e compilações “Ou Lula ou o horror”.

A série não tem periodicidade fixa.

Para não trair os princípios democráticos, o fundador do Partido Novo votará em Lula. (5)

O verdadeiro embate é da democracia contra o autoritarismo, da ciência contra o negacionismo. (4)

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