José Maria Mayrink

Os jornalistas que cobriam as Assembléias Gerais da CNBB, em Itaici, circulavam pelos belos jardins do lugar, onde podiam entrevistar os bispos fora dos momentos de reunião. Já acompanhar os trabalhos no auditório onde se reuniam era um tanto penoso. Não para o Mayrink.

No último dia do encontro, os bispos discutiram os principais pontos do documento que seria anunciado no dia seguinte.

No dia seguinte esses pontos estavam em uma bela página do Estadão. A assessora de Imprensa ficou indignada. Quis saber quem havia passado o furo para o jornal. Ninguém passou. Mayrink não perdeu uma palavra do que os bispos discutiram. Com sua experiência, compreendeu claramente o resultado delas.

Deus o tenha, grande amigo.

23/12/2020

Nota: Valdir Sanches escreveu esse depoimento acima para o JT Sempre, jornal eletrônico editado pelo nosso colega Mário Lúcio Marinho.

De minha parte, digo que José Maria Mayrink foi um dos meus mestres. Um dos melhores jornalistas que conheci. Uma das melhores pessoas que conheci.

R.I.P., grande Mayrink. Dê lembranças a seus velhos amigos Evaristo, Karol, Hélder, Angelo Giuseppe…

Foto Felipe Rau/Estadão

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