O açougue cultural

Brasília, em um apartamento da SQN 113:

“Marido, corre ali no açougue. Traga o Capítães da Areia e uns dois quilos de alcatra. E não se esqueça de devolver o Brás Cubas“.

“Tá legal, mas eu vou demorar um pouquinho. O açougueiro deve estar muito ocupado agora. Parece que o Milton Nascimento vai cantar no açougue hoje à noite”.

“Então, desta vez você vai e eu fico com as crianças. Quando o Zé Ramalho e o Fagner vieram, consegui assistir tudinho pela janela. Vou deixar pra ir ao açougue no dia do sarau com o Ferreira Gullar e no do bate-papo com o Ignácio de Loyola Brandão. Ah, e compre também um quilo de carne moída”.

Brasília, em um ponto de ônibus da W3 Norte.

“O W3 Sul já passou?” .

“Não sei, estava distraído escolhendo um livro pra ler no ônibus esta semana”

“Ih, foi bom você lembrar. Passei o mês inteiro lendo este e já ia me esquecendo de devolver. Mas não consigo ler no ônibus. Prefiro levar pra casa. Você viu se nesta parada tem o Primo Basílio?”

“Vi um lá na parada da 708 Norte. Aquela onde o açougue está instalando a internet grátis”.

“O meu ônibus vai passar lá. Se tiver algum passageiro no ponto vou pedir para pegar rapidinho e me entregar pela janela.”

***

Diálogos inusitados assim acontecem nos endereços estilo sopa de letrinhas de Brasília graças ao empreendedorismo de um açougueiro. Não um açougueiro qualquer, mas Luis Amorim, 48 anos, que foi analfabeto até a adolescência e, depois de ler Jean-Paul Sartre, Arthur Schopenhauer, Friedrich Nietzsche e outros filósofos, acabou contratando os serviços de gente como Milton Nascimento e Ignácio de Loyola Brandão para animar a clientela do açougue.

O brasiliense típico vive inconformado com a imagem consolidada no resto do Brasil de que a cidade respira apenas política, burocracia e corrupção. Detesta que tão poucos forasteiros saibam da efervescência cultural da cidade de 2 milhões de habitantes.

O que enche de orgulho muitos nativos é contar que a Brasília tem um açougue cultural. Um açougue que empresta livros, promove saraus, bate-papos com escritores de prestígio nacional e shows com grandes astros da música popular. Tudo isso em frente a um balcão refrigerado, sem que o freguês tenha que pagar nada além do quilograma da carne.

E mais ainda: o açougue é responsável pela montagem de incríveis bibliotecas populares nas paradas de ônibus.

O empréstimo dos livros, em sua maioria doados pelos clientes, não tem controle algum, nem mesmo carteirinha de sócio. Em cada uma das 37 paradas de ônibus da Asa Norte de Brasília, ficam à disposição 600 livros, 24 horas por dia, em estantes fechadas com vidro, mas sem chaves e sem ninguém vigiando. Ao todo, são emprestados diariamente mais de mil livros.

Passageiros humildes, que têm coisa mais urgente para fazer com o dinheiro do que comprar livros, descobrem que podem simplesmente retirar um da prateleira e começar a ler. Ótimo para suportar as longas esperas causadas pelo péssimo serviço de transporte da cidade.

Se o ônibus chegar e o leitor tiver sido fisgado pela história, pode levar o exemplar para ler na viagem ou em casa. E, frequentemente, essa casa fica a  mais de 30 quilômetros de distância, em algum bairro pobre.

Depois, basta devolvê-lo em qualquer parada da Asa Norte. Mas devolvem? Sim. Quase religiosamente. Talvez porque seja pouco recomendável entrar em atrito com açougueiros.

zzbrasilia3

À primeira vista, o Açougue Cultural T-Bone não se diferencia de qualquer outro, a não ser pelas prateleiras de livros na calçada. Diferente mesmo é o seu proprietário, Luís Amorim. Apaixonado por filosofia, literatura, poesia e música, ele surpreende ao contar que era analfabeto até os 16. Só leu o primeiro livro aos 18, quando alguém lhe emprestou um.

Com apenas 12 anos, ele abandonou as profissões de engraxate e guardador de carros, ao conseguir um emprego de ajudante nesse mesmo açougue. Além do emprego, o pequeno imigrante nordestino passou a contar com um lugar certo para dormir, num quartinho dos fundos.

Mas como é que um ajudante de açougueiro analfabeto acabou se metendo com gente como Milton Nascimento , Ferreira Gullar, Ziraldo, Geraldo Vandré, Affonso Romano de Sant’Anna?

Luís devia ser um sujeito esforçado. Numa época em que não havia bolsa de nada, muito menos bolsa-açougueiro, ele subiu de ajudante para profissional, deixou de ser analfabeto e juntou algumas economias. Tantas economias que, 15 anos mais tarde, em 1994, quando o patrão de origem síria colocou o pouco lucrativo Açougue Damasco à venda, contou seus trocados, se arriscou num empréstimo bancário e fez o que muitos apenas sonham: comprou o próprio emprego.

A essa altura, os livros já tinham transformado nosso herói em outra pessoa. Após aprender a ler, não parou mais. Durante os anos em que atuou como empregado, chegava a devorar 15 livros por mês, à noite e nos horários de folga, no quartinho dos fundos. Ao tornar-se dono do estabelecimento, ele decidiu passar o conhecimento adquirido nos livros para frente. E tinha que ser de graça e sem burocracia, como o primeiro livro que ele recebeu emprestado.

Começou então a emprestar livros para distrair os fregueses que aguardavam atendimento. Inicialmente contava com apenas 10 títulos. Hoje os clientes podem retirar das prateleiras obras completas de Machado de Assis, volumes de Camilo Castelo Branco, Artur Azevedo e Lima Barreto, além de Goethe, Balzac, Flaubert e outros clássicos da literatura.

O acervo foi crescendo graças às doções de clientes. Amorim gosta de contar que, se um freguês pedia um bife, ele perguntava se também não queria levar um Machado de Assis.

E foi aí que chegou a Vigilância Sanitária. Carnes e Livros no mesmo ambiente? Não combina. Não é higiênico. O projeto Açougue Cultural quase foi abortado, sob irados protestos, inclusive de vegetarianos.

Isso mesmo: os vegetarianos também ficaram furiosos. O T-Bone é a única casa de carnes do mundo frequentada por esses inimigos do churrasco, porém amantes das artes. “Os fiscais não entenderam a mais pura expressão da antropofagia”, filosofou o já culto açougueiro na época.

***

Com a repercussão, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou uma lei regulamentando atividades culturais em estabelecimentos comerciais. Luís Amorim se adequou às exigências sanitárias e os livros permaneceram nas estantes, na calçada em frente à loja.

zzbrasilia2A notícia de que um açougue também oferecia cultura se espalhou pela cidade. Daí para os saraus, lançamentos de obras, palestras de escritores, leituras de poemas, foi um pulo.

Nos primeiros anos os recursos só permitiam trazer artistas da chamada prata da casa.

Mas é bom lembrar que a safra de artistas brasilienses é absolutamente respeitável. Cássia Eller, Zélia Duncan, Oswaldo Montenegro, Renato Russo e a Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Plebe Rude, entre outros, começaram a carreira cantando em bares e parques de Brasília. E incluem-se entre os oriundos do teatro local gente como Patrícia Pillar, Mateus Solano, Murilo Rosa, Juliano Cazarré, François Fourton e muitos jornalistas famosos da televisão, como Ana Paula Padrão e Tadeu Smith, além daqueles que, por necessidade profissional, moram na cidade.

Durante quase dez anos, as despesas dos shows e saraus foram cobertas pelo próprio lucro do Açougue, de seu serviço de bufês para almoços e churrascos, doações e parcerias com empresas que ofereciam R$ 100 cada. Muito pouco para as ambições culturais do açougueiro.

Por fim, o sucesso do empreendimento facilitou a obtenção de patrocínios mais robustos, como Petrobrás, Centro Cultural do Banco do Brasil e várias empresas locais. O Açougue Cultural virou então uma ONG. Não recebe aporte de verba governamental, mas a lista de empresas privadas que apóiam a iniciativa torna-se maior a cada dia.

Atualmente, na condição de point literário da cidade, toda quinta-feira à noite o T-Bone promove a prestigiada Quinta Cultural, que atrai um público médio de 200 pessoas. Na rua em frente ao açougue é realizada também a Bienal do B, uma bienal de poesia que, curiosamente, acontece todos os anos. Já compareceram Ernesto Cardenal, Oswaldo Montenegro, Augusto de Campos, Ferreira Gullar, Marina Colasanti, Nicholas Behr e vários poetas da cidade.

Convidados de fora de Brasília chegam a imaginar que Açougue Cultural é só um nome exótico para o local de apresentação, um charme de intelectuais. E se espantam ao descobrir que o evento vai acontecer em frente a um balcão de carnes. Com toda razão: quem poderia imaginar Ignácio Loyola Brandão, Affonso Romano de Sant’ Anna, Marina Colassanti, Zuenir Ventura, dando palestras ao lado de alcatras, patinhos, costeletas de porco e salsichas?

zzbrasilia4

Mas o artista se adapta e deve ir até onde o povo está. Ou, pelo menos é o que devem ter pensado os integrantes da Orquestra Sinfônica de Viena, na apresentação da Noite Cultural em que usaram os fundos do açougue como camarim, em 2009 .

A Noite Cultural é o evento de maior repercussão popular do T-Bone. Promovida duas vezes por ano, desde 2004, apresenta sempre um músico de renome nacional, em um palco montado em frente ao açougue. O show é gratuito e reúne de 15 a 20 mil pessoas a cada edição. Já se apresentam lá Milton Nascimento, Geraldo Vandré, Fagner, Erasmo Carlos, Elba Ramalho, Lenine, Ivan Lins, Jorge Mautner, Belchior, Geraldo Azevedo, Tom Zé, entre outras estrelas.

***

Com os novos patrocínios, Luiz está conseguindo sofisticar as bibliotecas das paradas de ônibus, criadas em 2007. Agora elas fazem parte do projeto Estação Cultural. Além dos livros, imaginem só, os passageiros passaram a ter acesso gratuito à internet sem fio e a um computador com tela touch screen, como em Londres ou Berlim.

O próprio Amorim faz questão de retirar o avental de açougueiro e, pessoalmente, ajudar a organizar as estantes nos pontos de ônibus, um acervo que já alcança 25 mil livros. Ele calcula que chega a mais de 300 mil exemplares o total de empréstimos durante o ano.

Talvez o único intelectual açougueiro do mundo, Luís continua de faca na mão cortando carne de 8h às 18 horas. Se o cliente tiver a sorte de ser atendido por ele, poderá aprender algumas receitas culinárias e ainda ouvir histórias deliciosas. A que ele considera mais marcante é a da passageira que veio até ao açougue agradecer porque, mesmo não tendo dinheiro para pagar um cursinho, passou no vestibular da UNB estudando nos livros dos pontos de ônibus.

zzbrasilia5

Conta também que, antes da fama, o estabelecimento podia até gerar crises conjugais. Mulheres desconfiavam dos maridos saindo tão bem vestidos, ou maridos desconfiavam de mulheres saindo bem maquiadas e penteadas, todos com a duvidosa justificativa de que estavam indo ao açougue .

Houve ainda o caso do de um marido que, ao receber um telefonema da mulher em pleno sarau, preferiu dizer que estava em um restaurante, pois muito pior seria tentar fazê-la acreditar na lorota de poesia e literatura à noite em um açougue.

***

A atividade cultural do açougueiro parece não ter limites. Amorim criou uma biblioteca comunitária com 45 mil volumes, doados ou comprados de segunda mão. Realiza também apresentações de teatros de bonecos com temas educativos para adultos e crianças em bairros pobres.

E, para que ninguém diga que se trata de casa de ferreiro, espeto de pau, os próprios empregados do T-Bone recebem R$ 200 de estímulo se cumprirem o compromisso de ler um livro por mês. Mas devem comprovar isso entregando um resumo por escrito. Amorim diz que não se preocupa com a qualidade do resumo, pois o mais importante é que eles manuseiem livros, e não só carne.

Luiz Amorim é mesmo um açougueiro especial. Quando, anos atrás, a Vigilância Sanitária considerou que carnes e livros não combinavam, certamente nenhum fiscal poderia prever o título sob o qual ele iria virar tese de mestrado, em 2013, na Universidade de Brasília: “Entre Carnes e Livros, A Arte Plural de Um Açougue e sua Apropriação como Patrimônio Cultural.”

Março de 2014

(*) Luiz Carlos Toledo, leitor assíduo deste blog, é formado em Jornalismo. Mas abandonou a carreira ainda como foca, nos anos 80,  para se tornar cobrador de impostos, na área de comércio exterior. Atualmente aposentado como Auditor-Fiscal da Receita Federal, vive em Brasília e adora a cidade.

Uma nota do administrador: Luiz Carlos Toledo escreveu o texto especialmente para este site, após alguma insistência minha. Agradeço muito a ele. As três linhas de micro-currículo acima também são de autoria dele. (S.V.)

15 Comentários para “O açougue cultural”

  1. Ótimo texto do Luiz Carlos Toledo e uma justa
    e merecida homenagem ao Luiz Amorim, um cidadão que nos orgulha muito, como brasilienses de nascimento ou por adoção.

  2. Muito boa a iniciativa do carioca-brasiliense LUIZ CARLOS TOLEDO em repassar e divulgar o açougue cultural. Realmente é muito bom saber que existem pessoas como o desprendido LUIZ AMORIM que socializa seus livros, transformando as quinquilharias egoístas suportes físicos em ferramentas de luz para os menos favorecidos. Grande obra!
    Acompanho também outro projeto cultural, em São Paulo periferia levado adiante pelo poeta Sérgio Vaz, que promove saraus de poesia nos bares populares, espaços que vendem cachaça e cerveja, mas divulgam novos autores literários. Sérgio Vaz, o poeta da Cooperifa, cooperativa cultural da periferia de São Paulo que este ano completa 13 anos, é um xará do SerVaz, nosso anfitrião em “50anosdetextos”.

    É Sérgio Vaz quem diz sobre as mudanças vividas pela periferia de São Paulo nos últimos anos (já existem 40 saraus como o da Cooperifa):
    “Muitos coletivos culturais aconteceram na comunidade. Não só na nossa, como na periferia de São Paulo. Eu acho que hoje a gente vive a nossa primavera periférica, nossa Primavera de Praga. Eu acho que estamos vivendo nossa Tropicália, nossa Bossa Nova, nossa Nouvelle Vague.Todos os movimentos que a classe média viveu nos anos 60 e 70 estamos vivendo agora. Talvez menos midiáticos, talvez à sombra da grande mídia, do grande público, mas estamos vivendo”.

    OS dois projetos, sensacionais, tanto do Luiz Amorim, quanto o do Sérgio Vaz me encorajam a criar em São Francisco Sul, cidade de pouco mais de 60 mil habitantes, um espaço cultural literário, onde eu possa socializar meus egoístas suportes físicos.
    Tenho mais de 1000 títulos, caso não consiga levar adiante o projeto de criar um espaço cultural em São Chico-SC, vou doar meus livros para o açougue e prometo leva-los pessoalmente para conhecer os dois Luizes.

    Sobre a poesia, citando Ferreira Gullar:.
    “Só é justo cantar quando seu canto arrasta consigo pessoas e coisas que não tem voz”.

  3. Boa, Miltinho!
    Luiz Carlos, você conseguiu fazer o Miltinho vir no meu site elogiar o meu xará poeta da periferia, agitador cultural!
    Sérgio

  4. Luigi, ficou bom demais! Como “forasteiro” proveniente de Minas Gerais que decidiu fixar raízes por aqui, ouso dizer após ler este artigo: Esta cidade é mesmo o máximo!

  5. Luiz Carlos, sua primorosa matéria ficaria muito bem em qualquer dos jornalões ou revistas semanais. Não sabia, e nunca imaginei, que pudesse existir algo como o açougue do Amorim.
    Como nada é perfeito, me ocorreu um projeto que seria mil vezes mais concorrido do que o açougue cultural. Vou abrir a Livraria Gastronômica, que vende livros e oferece carne de graça.
    Miltinho, já tinha ouvido falar do “outro” Sérgio Vaz, mas não sabia bem o que fazia. Gostei muito do seu comentário esclarecedor.
    Estive em São Francisco do Sul, uma beleza.

  6. Miltinho, esqueci de um detalhe que me impressionou. Como uma pessoa, sem ser o José Mindlin, consegue reunir mais de mil títulos? (Servaz, o 50ADT, também dá bate-papo…)

  7. Valdir, lendo, lendo, lendo e juntando e transformando em suportes físicos como diz o amigo Servaz. Ao longo de 65 anos li muito e me transformei, era alienado por conta lia os jornalões em 1964, li Seleções, Gibi, li obras completas de Monteiro Lobato, li “Meu Pé de Laranja Lima” literatura considerada piegas pelos intelectuais, não poderia faltar o “Pequeno Principe”, “1984” do Orwel,
    as esquecidas palavras de FHC, li Caio Prado Jr., li as “Veias abertas da América do Sul”, li o filósofo maldito Nietsche,em 65 anos de vida caro Luiz, 1000 tíitulos é muito pouco. Minha estante está repleta de suportes físicos não lidos, atualmente aqui em São Francisco Sul, estou lendo as memórias de Carlos Marighela. A biblioteca é diversificada e creio que será bem vinda ao Açougue do Amorim caso eu não consiga fazer o meu “Café com Leitura” um local para trocar livros, divulgar novos títulos literários, ouvir música (Jazz e Bossa Nova e uma licença ao Folk de Baez e Dylan), bater papo, jogar conversa fora, fazer política, falar mal e bem do Lula. Faltaria a coleçao dos “Pensadores” que Servaz me prometeu fazem 3 anos e nada.
    Estou devendo uma cerveja no Lírico!

  8. Rapaz, um “primorosa matéria” vindo de alguém com o curriculum do Valdir é demais para este ex-estagiário que só evoluiu até o posto de foca. Acho melhor você pedir uma franquia ao Amorim, Valdir, esse negócio de distribuir carne de graça deve dar um tremendo prejuízo.

  9. Cultura,arte, criatividade, neste cerrado nada encerrado…
    Luzes e “Luizes” dando o colorido bacana que faz a diferença nesta cidade… um céu de possibilidades, todas as idades…
    Aguardo novos “causos” contados com sua maestria….Valeu Luiz!

  10. Achei fantástico seu texto, estimado Luiz Carlos! Refiro-me, não somente ao seu conteúdo, revelador de apenas uma das tantas facetas que essa incrível cidade de Brasília tem para nos oferecer. Costumo dizer que, dos lugares por onde já andei, Brasília e Veneza são as únicas cidades do mundo com peculiaridades únicas, se me permite o pleonasmo. Veneza é a única cidade que conheço em que não há automóveis circulando. Tudo, até velório e “enterros” são feitos em cortejos realizados por embarcações. Brasília, por sua vez, tem como peculiaridade “ser” Brasília. São tantas coisas, costumes, manias e aspectos da vida cotidiana que só são encontradas em uma cidade como essa. Uma cidade sem sotaque, ou com milhares deles, uma cidade sem esquinas, mas com curvas, sem pedestres à noite. Esse Açougue Cultural é algo tão fantástico quanto surreal. Dá-nos gosto saber disso. Por outro lado, você, Luiz Carlos, a quem eu costumo chamar de candango-carioca, ou vice-versa, usa toda sua técnica e habilidade jornalística para nos brindar com um texto que é, ao mesmo tempo, informativo, documentário e divertido, sonho de qualquer um que deseje transmitir uma ideia através da escrita. Ao site, o qual já conhecia desde o caso da intrigante tradução da música de Bob Dylan (Eis aí o que o Dylan queria dizer, estúpido!), meus parabéns por franquear o espaço para a produção de textos de qualidade. Palmas!

  11. Só uma única palavra para resumir o que le:
    FANTÁSTICO!!!!

  12. Como disse o Luiz Carlos: “Brasília não é só burocracia, política e corrupção”, tem também o Sr. Luis Amorim com seu Açougue Cultural. Sou carioca e afirmo que aqui não tem nada igual, para se ter uma apresentação em praça pública é necessário licença prévia da prefeitura com término do evento até às 22,00h. Sr. Sérgio Vaz contrate o Luiz Carlos para escrever sempre! Valeu, sds. Sandoval de Toledo Rocha.

  13. Amigo Luiz,

    Achei realmente interessante a maneira como você nos contou a história de vida do
    açougueiro Luiz Amorim e sua iluminada ideia.
    De seu conteúdo, podemos também inferir o poder transformador da educação, seja ela adquirida de maneira formal ou informal.

  14. aos dois Luizes o meu parabens, minha alegria, minha felicidade de ver um projeto tao lindo dando certo pela força, garra, criatividade de um Luiz e pelo texto que nos brinda com beleza, leveza e realidade de outro Luiz que tenho o prazer de conhecer e nao sabia que escrevia tao bem! Brasilia é a brasilia de muitos encantos

Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *