Uma semana sem ouvir Lula. Foi até barato

No que de fato importa, no cerne, no fulcro, que é a questão moral, a estadia de Lula e seus Lulinhas em dependências do Exército Brasileiro, às custas do contribuinte, é absolutamente inaceitável, absurda, criminosa.

É mais um triste, deprimente episódio de tantos milhares com que o lulo-petismo esgarçou os tecidos moral e legal do país – para me valer da expressão elegante usada por Mary Zaidan – ao longo dos últimos tristes oito anos.

Veio acompanhado de outro, na mesma semana: a concessão de passaportes diplomáticos a dois dos Lulinhas, faltando menos de 48 horas para o fim do mandado de Sua Excelência, o Rei Lula Sol Primeiro e Único, o do O Povo Sou Eu.

E os dois episódios foram seguidos por dois outros de esgarçar ainda mais os tecidos moral e legal deste triste país da Lei de Gérson: as em tudo inadmissíveis defesas dos dois atos imorais, perpetradas por dois membros ilustres da camarilha, o ministro da Defesa e o assessor especial para assuntos top-top internacionais.

A divulgação de todos os quatro episódios ocorreu enquanto o Brasil e o mundo ainda não se recobravam de ainda um outro episódio de fazer corar o frade da mais dura pedra – a decisão de manter no Brasil, contrariando os bons costumes e os acordos internacionais, um assassino procurado pela Justiça de seu país.

No episódio de maior repercussão internacional, aliás, já que estou com a mão na massa, o lulo-petismo age conforme aquela velha propaganda de aparelho de TV: acredita piamente que os assassinos deles – seja Battisti, sejam os Castro – são melhores que os demais.

Mas repito: no que de fato importa, as férias do ex-presidente que se julga Rei Absoluto e sua família no Forte dos Andradas são absolutamente imorais e condenáveis.

Isso posto, ouso dizer que, se fosse deixado de lado o que de fato importa, o cerne, o fulcro, se fôssemos considerar apenas a parte menor, a questão material, o custo em si da conta, não foi tão caro assim.

Mesmo correndo o risco de provocar arrepios indignados dos meus colegas da banda dos 3% ou 4%, coloco aqui elementos para a discussão.

Ora, o custo da construção da suíte para abrigar o Rei Absoluto e sua Marie Thérèse diante da praia exclusiva do Guarujá já tinha ido embora mesmo. São águas passadas.

Segundo levantamento da ONG Contas Abertas – divulgado na coluna do Ancelmo Gois no Globo deste domingo –, as Forças Armadas tiveram os seguintes gastos extras na semana passada:

Produtos para a Família Real O preço (em Reais)
Freezer 915,99
Panela de prata rechaud 1.845,00
Secador de cabelos 147,00
Aparelho de DVD 379,99
Confecção de roupa para o pessoal do Forte 3.800,00
Total 7.087,98

Sete mil e oitenta e sete reais e noventa e oito centavos.

Em compensação, passamos uma semana inteira sem ouvir aquela voz nojenta, asquerosa, vomitativa, que invadia nossa casa todo santo dia, várias vezes ao dia, dizendo barbaridades, mentiras, bazófias, insanidades, naquela língua levemente parecida com o português.

Acho que a relação custo/benefício é positiva.

Que as férias sejam longas.

Postado em 9/1/2011.

5 Comentários para “Uma semana sem ouvir Lula. Foi até barato”

  1. Serginho:
    Antes de mais nada, quero dizer que o meu novo computador está maravilhoso! Rápido e rasteiro. Sobre seu belo artigo, realmente acho que o custo/benefício dos gastos com o Lula e seu desaparecimento por estes dias valeu.Quanto aos passaportes, não são 2, mas 4. Melhor, fiquei sabendo que a Lurian e seus filhos também foram agraciados. (Cretinice ,cretinice, cretinice)
    Hoje estou colocando em dia minhas leituras.
    Artigos de Sérgio Vaz, de Marynha, etc. Depois falo mais.
    Abraços
    Lúcia

  2. Dona Lúcia,
    É assim: a cada dia o Itamaraty confessa que deu passaporte diplomático para
    mais um herdeiro do homem. As revelações vão sendo feitas aos poucos, em
    doses homeopáticas. No dia em que escrevi esse desabafo, só se sabia de dois
    lulinhas aquinhoados com o mimo.
    Que bom que a sra. está gostando do computador. Bom ele é mesmo: botou no ar
    1.500 posts sobre filmes e mais quase 500 de textos…
    Abração.
    Sérgio

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