Até recentemente Jair Bolsonaro era a grande liderança do campo da direita e o bolsonarismo sua principal força orgânica, capaz de encher as ruas com multidões. Esse capital político é coisa do passado. Hoje, está encurralado em um labirinto de crises judiciais, fragmentação interna e rejeição popular. A imagem do mito — como seus seguidores o aclamavam — foi substituída pela de um político que só pensa em seus interesses pessoais e nos de seu clã. Os brasileiros percebem isso, como revelou a última pesquisa Quaest, na qual sete em cada dez entrevistados avaliam que Eduardo Bolsonaro defende os interesses do pai e da família, e não os do Brasil. Continue lendo “A crise semiterminal do bolsonarismo”
Pesquisas
Nos tempos da última ditadura militar — que eu espero que tenha sido mesmo a última —, o cidadão Edson Arantes do Nascimento deu uma declaração que ficou para a História. O povo brasileiro, disse ele, não sabe votar. No contexto da época, a opinião chocou pelo menos metade do país, que queria votar para acabar com a ditadura. Continue lendo “Pesquisas”
Gol de letra
A cada gol, muita comemoração, muita barulheira. Pergunto: por que só é assim no futebol, nos esportes? Por que não para nós, os simples mortais do texto? Vamos imaginar Sérgio Vaz na redação do Jornal da Tarde daqueles bons tempos, tentando um título de alto de página. Em uma parede, um telão mostra o que ele escreve. Servaz dribla um lugar-comum, saí de um gerúndio, escanteia uma ideia de jerico e… goleia com um título genial!
Entre a intenção e o gesto
Em um país binário, onde os extremos políticos constroem a bel prazer as verdades, é difícil crer que 66% dos eleitores entrevistados pela Genial/Quaest neguem ser lulistas ou bolsonaristas. Muito menos que 84% defendam que governo e oposição se unam contra o tarifaço de Donald Trump, conforme apurou a Atlas/Bloomberg, Os dados até animam centristas, mas eles tendem a não se confirmar quando o papo é eleições. Na hora do voto, não sobra espaço para as candidaturas moderadas. Continue lendo “Entre a intenção e o gesto”
@%&%$@%&@!
Foram tantos impropérios ouvidos durante a semana que nem sobram muitos predicados pra classificar os atores da peça dercygonçalvesca exibida nos palcos nacionais e internacionais. Continue lendo “@%&%$@%&@!”
Anistia? Jamás!
Sei não, mas tá fedendo. Para tirar o seu da reta do tarifaço trumpista, o pai se desculpa chamando o filho de imaturo. O filho manda o pai tomar no c* e o chama de ingrato do c*, pelo tanto que está fazendo no estrangeiro para livrá-lo de uma cana até o fim da vida. Continue lendo “Anistia? Jamás! “
Gentileza
Mudei minha percepção sobre o Inelegível e futuro presidiário. Ele pensa. Pensa muito. Pensa até demais. E escreve tudo o que pensa. Tudinho. Nem Mark Twain ou James Joyce escreveram tanto. E, depois de escrever, imprime e guarda numa gaveta. Ou no celular. Deixa tudo lá. Deve ser para a Polícia Federal não ter o trabalho de procurar. Gentileza. Continue lendo “Gentileza”
Brasil e Estados Unidos: dois séculos de aproximação e o risco de ruptura
As relações entre Brasil e Estados Unidos atravessaram mais de dois séculos, combinando afinidades ideológicas, interesses estratégicos, trocas econômicas e culturais — mas também períodos de distanciamento, desconfiança e, mais recentemente, choques abertos. Desde o século XIX, a convivência entre as duas maiores potências do continente oscilou entre o pragmatismo diplomático e o idealismo político, sem nunca romper de modo irreversível. A história, no entanto, mostra que essa durabilidade não é garantida: parcerias sólidas também se corroem quando faltam previsibilidade, reciprocidade e visão estratégica. Continue lendo “Brasil e Estados Unidos: dois séculos de aproximação e o risco de ruptura”
O delírio do conspirador
O Brasil é uma ditadura comandada pelo supremo juiz Alexandre de Moraes, Jair Bolsonaro é vítima de perseguição política e Donald Trump é um estadista. Sandices desse porte dominam as falas do bolsonarismo e tendem a se tornar ainda mais delirantes com a proximidade do julgamento do ex por tentativa de golpe, marcado para ter início no dia 2 de setembro. Até lá, o filho Eduardo, deputado federal que abandonou o mandato para conspirar contra o Brasil nos Estados Unidos, continuará embalado no desatino de que pressões podem fazer o Judiciário recuar no processo contra o seu papai. Parece não ver que cada tiro que dá fura mais os seus pés. Continue lendo “O delírio do conspirador”
Fogo e Paixão!
Eita semaninha agitada esta.
Teve de tudo, mas o que causou, e ainda tá causando, o maior buxixo foi a exposição na mídia das fotos e vídeos do Dudu Bananinha de calcinha. Continue lendo “Fogo e Paixão!”
Latidos
Eles tiraram o esparadrapo da boca. Que pena! Deram-me um sossego por alguns dias, parece que foram só três, mas valeu! Não falo só daqueles que humilharam o Mottinha. Falo também dos cachorros dos meus vizinhos, golpistas ou não! Continue lendo “Latidos”
O Brasil em um mundo em transição
Ao longo do século XX os Estados Unidos foram o principal parceiro do Brasil, do ponto de vista comercial e geopolítico. Essa relação se acentuou após a II Guerra Mundial, da qual os EUA saíram como a principal potência econômica e militar do planeta. Nossas relações, apesar da assimetria de poder entre as duas nações, foi por décadas funcional: o Brasil buscava desenvolvimento econômico, segurança e inserção internacional; os EUA queriam estabilidade política e aliados firmes. Continue lendo “O Brasil em um mundo em transição”
Grandes canções: “Tomorrow is a Long Time”
Sem que eu tivesse escolhido, por acaso, ou mero descaso, como diria o jovem Chico, tocou “O Amanhã é Distante”, com Geraldinho Azevedo e Zé Ramalho – e, meu Deus do céu e também da terra, que canção maravilhosa, esplêndida, lindérrima… Continue lendo “Grandes canções: “Tomorrow is a Long Time””
Agora, a Índia
O Brasil não é mais o único país taxado com 50% pelo Napoleão de Hospício do Norte. Agora temos a companhia da Índia, com seu bilhão e meio de habitantes e muitas bombas atômicas em seu arsenal. Continue lendo “Agora, a Índia”
… Se Ficar o Bicho Crau!
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
Foi mais ou menos essa a situação em que ficou o ministro do Supremo Alexandre de Moraes nesta semana que passou, em relação à prisão do Bolsonaro. Continue lendo “… Se Ficar o Bicho Crau!”


